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Início » Vixe! A falta de diálogo nas mudanças partidárias e o clima tenso na base de Bruno. O interesse de Jerônimo por Camaçari e a narrativa para tentar embalar Geraldo 

Vixe! A falta de diálogo nas mudanças partidárias e o clima tenso na base de Bruno. O interesse de Jerônimo por Camaçari e a narrativa para tentar embalar Geraldo 

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Toda quarta temos novidades da política, do mundo empresarial, jurídico e das artes pra que você entenda melhor "como a roda gira" nos bastidores

Verdadeiro “Deus nos acuda” 

Políticos com e sem mandato estão em polvorosa com a proximidade do prazo final para mudança partidária, com vistas à próxima eleição municipal. Como a data limite para troca de legenda, a chamada “janela partidária”, termina no dia 7 de abril, quem planeja disputar uma vaga nas 417 Câmaras Municipais da Bahia está tendo que se rebolar para definir o melhor abrigo político, que garanta a (re)eleição. Em Salvador, então, o clima é de “Deus nos acuda”.

Câmara de Salvador

Apreensão na base

Do lado do prefeito Bruno Reis (União Brasil), o clima é de apreensão, uma vez que, com a alteração da regra eleitoral, a diminuição no número de candidaturas deve impactar na estratégia utilizada pelos grupos políticos e respectivos partidos. Em 2020, por exemplo, Bruno teve o apoio 14 legendas. Agora, a expectativa é que sejam montados apenas 9 partidos, que abrigarão nomes interessados na disputa. 

Bruno Reis

Acomodação de aliados 

Para isso, o prefeito está quebrando a cabeça junto ao presidente municipal do UB, Luciano Simões Filho, na tentativa de acomodar vereadores com mandato, mas tendo o cuidado de “não pesar” demais os partidos e, com isso, afugentar lideranças políticas que tenham menos votos que aqueles no exercício do mandato. Eis a questão: quem tá fora quer entrar e quem tá dentro quer continuar. Aí que mora o problema. 

Bruno e vereadores

Acomodação dos 32 vereadores 
 
Os nove partidos terão que, primeiro, acomodar os 32 parlamentares que integram a base do prefeito na Câmara de Salvador. E o clima é de insatisfação porque o prefeito tem feito o planejamento pensando no seu projeto de reeleição, mas deixando de fora a vontade e estratégia dos próprios aliados. Tem vereador que tá sendo pressionado para integrar siglas que não gostariam, como o PL, por exemplo. Outros que vislumbram se acomodar em legendas menores, devido à alta linha de corte, por exemplo, no PSDB, União Brasil e no Republicanos.

Plenário Cosme de Farias

Estratégia da igreja 

No partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, o plano é manter os três vereadores de mandato na atual legenda (Republicanos), leia-se, Pastor Júlio, Ireuda Silva e Luiz Carlos Souza. Já o pastor Kênio Rezende, também ligado à IURD, deverá seguir a estratégia que era usada para eleger o também vereador Isnard Araújo (PL), que procura agora novo abrigo político. Quem conhece de perto as movimentações dos republicanos diz que a aposta da igreja deverá ser filiar Kenio a outra legenda da base, garantindo, assim, a reeleição dos atuais quadros e elegendo um novo na base aliada. 

Kênio Rezende

Falta de diálogo amedronta 

O detalhe é que a falta de diálogo com o prefeito tem deixado a base amedrontada. Tem vereador de mandato temendo perder a reeleição, devido à necessidade de competir com outros políticos que tenham mais peso e votos nas urnas. Como o prefeito Bruno Reis tem tratado o assunto apenas nos bastidores, resta a muitos dos seus aliados conter a ansiedade e pensar num plano B, como tábua de salvação.

Bruno Reis

A escuta insistente 

No entanto, se o anúncio da composição partidária, na chamada montagem dos partidos, for feito apenas na véspera ou no dia final para a janela partidária, muitos têm medo de ser prejudicados. E isso reforça o argumento de que pode haver 30% de renovação na Câmara. “O prefeito está preocupado em organizar a sua própria reeleição, sem parar para ouvir as estratégias e desejos dos aliados”, disparou ontem um vereador da base.  

Bruno Reis

Todos de olho em Luiz 

E por falar no vereador licenciado e atual secretário municipal de Infraestrutura, Luiz Carlos Souza, o clima parece tenso ao redor dele. Segundo dizem no Legislativo, ele estaria usando a máquina da Prefeitura para se beneficiar e “invadir” a base alheia. Mostrando-se habilidoso e bom gestor, Luiz Carlos estaria aproveitando as ações da pasta para atrair votos e novos aliados para seu projeto de reeleição. Com isso, o clima parece que esquentou na Câmara nos últimos dias. A grita é geral.

Luiz Carlos

Interesse por Camaçari 

Quem acompanha de perto a política em Camaçari diz estar convencido que o interesse do governador Jerônimo Rodrigues pela cidade vai muito além da vitória do seu secretário Luiz Caetano. Município estratégico na Região Metropolitana de Salvador, Camaçari teria ajudado, e muito, na campanha do ex-prefeito ACM Neto em 2022. Além do cofre potente, o município foi responsável por dar mais de 87 mil votos na eleição passada para o então postulante do União Brasil. 

Jerônimo Rodrigues

Plano de governo 

Além do poderio da cidade, tem a implantação da fábrica da BYD, que deve gerar mais de 10 mil empregos e promete potencializar a economia do município. Inclusive, quem acompanha de perto o pré-candidato do PT, Luiz Caetano, diz que ele está focado na campanha local e que já começa a pensar no seu plano de governo. O maior desafio, segundo moradores da RMS, é que o próximo prefeito terá que investir para que a população seja diretamente beneficiada, levando desenvolvimento e tecnologia, incentivando os moradores a se capacitarem para os desafios que se avizinham.

Luiz Caetano

Lastro de pobreza e as oportunidades 

O entendimento é que a população tem que ser, de fato, beneficiada com a chegada da BYD. Precisa de capacitação, de cursos de inglês, por exemplo, ter oportunidades. “Não adianta nada a BYD chegar, se os investimentos no povo não forem feitos, sob o risco de, daqui a 20 anos, se olhar para traz e perceber que a multinacional não atuou, em parceria com o poder público, para reverter o lastro de pobreza que acomete o município”, como diz uma liderança do município. 

Jerônimo na planta da BYD

Carballal na coordenação? 

Uma das dúvidas que mais rondam o pré-candidato do MDB à Prefeitura de Salvador, Geraldo Júnior, é quem será o coordenador de sua campanha este ano. Um dos nomes mais fortes para assumir o desafio é o do vereador licenciado Henrique Carballal, que preside a CBPM. Segundo informações obtidas pela Coluna Vixe! junto a figuras de proa do governo estadual, Carballal não estaria muito inclinado a aceitar o desafio, sobretudo pelo trabalho considerado positivo à frente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral, órgão estratégico para a gestão atual, sobretudo pela possibilidade de ampliar a capacidade de extração de minérios raros, imprescindíveis para o desenvolvimento tecnológico da Bahia. 

Henrique Carballal

Só com o pedido do governador

Quem conhece de perto Carballal sabe que ele foi estratégico na última campanha estadual em Salvador, que resultou na vitória de Jerônimo e Geraldo em 2022. Há quem diga que só um pedido do próprio governador leve Carballal a deixar a companhia para coordenar a campanha governista na capital baiana. Segundo uma pessoa que transita com desenvoltura pela Governadoria, o dirigente pode emprestar credibilidade e força à campanha governista, ainda desacreditada por setores do próprio governo e do PT. Caso esse cenário se concretize, Carballal passará a figurar como um dos homens fortes do governador na capital baiana, como o próprio Jerônimo foi para a eleição de Rui Costa em 2018. 

Jerônimo e Carballal

Estratégias de campanha 

Além de conhecer bem Salvador e dialogar com as lideranças da esquerda, o entendimento é que Carballal possa ajudar na construção da estratégia de posicionamento de Geraldo na campanha, sobretudo diante da queda na avaliação do governo petista na capital baiana, já que o presidente Lula e o governador Jerônimo não deverão ter a mesma força que tiveram na disputa passada. Até porque esse pleito não deve ser nacionalizado. 

Jerônimo e Lula

Narrativa para embalar Geraldo 

Numa disputa municipal, o eleitor quer mesmo saber quem tem condição de resolver os problemas de zeladoria de sua comunidade, além de apresentar propostas de avanços para a cidade. Quer saber da geração de emprego e renda. E para responder ao eleitor, é necessário construir um projeto robusto, que crie uma narrativa sobre a candidatura do MDB. “Por que, Geraldo? Por que ele é melhor que Bruno? Por que as pessoas vão tirar um prefeito bem avaliado para colocar outra pessoa no lugar?”, questionou um integrante do Conselho Político, que transita bem no município. Além disso, o próprio candidato terá que estudar muito e agregar conteúdo para discutir Salvador, já que é necessário dialogar com o povo e também com o setor produtivo. A conferir.

Geraldo Jr

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Política