Kassab diz que Eduardo Leite pode disputar Presidência pelo PSD em 2026
Segundo Kassab, entrada de Leite no PSD abriria caminho para uma candidatura própria da legenda ao Palácio do Planalto
Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou, na última terça-feira (29), durante seminário no Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), em São Paulo, que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), será pré-candidato à Presidência da República em 2026, caso opte por se filiar ao partido. A possibilidade de mudança de sigla está sendo avaliada pelo governador.
Segundo Kassab, a entrada de Leite no PSD abriria caminho para uma candidatura própria da legenda ao Palácio do Planalto. “O Eduardo Leite, caso se filie, será um pré-candidato a presidente da República pelo PSD”, afirmou.
Hoje no PSDB, Leite já admitiu publicamente a intenção de disputar o cargo de presidente em 2026. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, exibida no último domingo (27), ele declarou estar aberto à disputa e que trabalhará para consolidar apoio ao seu projeto político, seja dentro do PSDB ou em outra legenda.
Durante a entrevista, o governador destacou que sua candidatura dependerá da convergência de ideias dentro do grupo político ao qual estiver vinculado. Questionada novamente pelo Estadão, a assessoria de Eduardo Leite confirmou que sua posição permanece a mesma: a prioridade do governador é demonstrar que tem capacidade de liderar um projeto de país com foco na Presidência da República.
Além de Leite, o PSD já conta com o governador do Paraná, Ratinho Júnior, como outro nome que pode disputar a Presidência em 2026. A legenda tem reiterado que lançará candidatura própria e busca nomes com viabilidade nacional.
Kassab garante liberdade de voto ao PL da Anistia e reforça estratégia para 2026
Em declaração recente sobre o PL da Anistia, Kassab afirmou que os parlamentares do PSD manterão liberdade de voto acerca do projeta que visa anistiar os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. A fala foi uma resposta à pergunta sobre o impacto das denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na posição do partido.
Segundo Kassab, os deputados do PSD seguirão com autonomia para votar conforme suas convicções no Congresso Nacional. “Não, nada afeta a decisão dos nossos parlamentares, que vão ter, como em qualquer decisão, como em qualquer votação do Congresso Nacional, a liberdade de votar”, declarou o presidente da sigla.
Sobre rumores de um encontro com Bolsonaro para tratar do tema da anistia, Kassab negou que tenha havido reunião com essa pauta. Contudo, confirmou conversas com o ex-presidente sobre diferentes temas políticos. “Falamos sobre tudo, dois políticos se encontram, falamos sobre tudo. Tivemos uma longa conversa, muito respeitosa, muito positiva, com ele mostrando a sua visão do país, da política, mas não tivemos nenhum tema específico”, afirmou.
O dirigente do PSD também comentou sobre a relação com Bolsonaro após o diálogo. “Acho que ele é um quadro importante do país, foi presidente da República e é um grande e importante líder”, pontuou.
Relação com o governo Lula e rumos para 2026
Mesmo ocupando três ministérios no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o PSD não pretende apoiar a reeleição do petista. De acordo com Kassab, a legenda seguirá sua própria estratégia eleitoral em 2026. “Ele [Lula] foi eleito, é uma pessoa que tem experiência, e tudo que estiver ao nosso alcance para que ajude o governo a ir bem terá o nosso apoio, desde que seja um projeto que tenha a nossa concordância em relação aos nossos programas de governo”, explicou.
O presidente do PSD também destacou que o partido reconhece a legitimidade do governo, embora não tenha apoiado Lula nas eleições. “O PSD não apoiou o presidente Lula na sua campanha, mas entende que foi eleito e não temos nenhum problema em apoiar todas as medidas que a gente entende que sejam positivas para o país”, completou.
Na ocasião ao tratar sobre as eleições de 2026, Kassab afirmou que o PSD teria dois planos para sua candidatura própria. O “plano A” prevê uma coligação com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Já o “plano B” consideraria uma chapa encabeçada por Ratinho Júnior, atual governador do Paraná.
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