Tarcísio de Freitas lidera preferência para unir a direita nas eleições de 2026, diz pesquisa

Parlamentares avaliam que ausência de Bolsonaro abre espaço para novas lideranças, mas mantém risco de fragmentação no campo conservador


Redação
Estadão Conteúdo e Redação 11/11/2025 08:00 • Política
Tarcísio de Freitas lidera preferência para unir a direita nas eleições de 2026, diz pesquisa - Pablo Jacob/GOVSP
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A maioria dos parlamentares brasileiros vê o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o nome mais capaz de liderar e unificar a direita nas eleições de 2026, diante da ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente inelegível. Segundo o levantamento exclusivo do Ranking dos Políticos para o jornal Estadão, divulgado nesta segunda-feira (10), Tarcísio mantém ampla vantagem sobre outros nomes do campo conservador, embora a maior parte dos deputados e senadores acredite que o grupo chegará dividido às urnas.

“Tarcísio consolidou sua liderança, mas enfrenta um ambiente político fragmentado e uma avaliação predominante de que a direita não marchará unida em 2026”, afirmou Luan Sperandio, diretor de operações do Ranking dos Políticos.

Deputados e senadores apontam Tarcísio como líder do campo conservador

A pesquisa ouviu 107 dos 513 deputados de 20 partidos e 27 dos 81 senadores de 12 legendas, entre os dias 21 e 31 de outubro, por meio de entrevistas presenciais e telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança de 95%.

Na Câmara dos Deputados, 48,6% dos parlamentares entrevistados indicaram Tarcísio como o principal nome para liderar a direita. Ele é seguido pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), com 15%; ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com 13,1%; além dos governadores Ratinho Júnior (PSD-PR), com 9,3%, Romeu Zema (Novo-MG), com 3,7%, Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), com 0,9%. Outros nomes foram mencionados com 1,9% e 7,5% não souberam responder.

No Senado Federal, o governador paulista também aparece na liderança, com 44,5% das menções, seguido de Eduardo e Michelle Bolsonaro, empatados com 14,8%, e Ratinho Júnior, com 7,4%. Entre os senadores, o índice de indecisos chega a 18,5%.

Campo conservador deve seguir dividido nas eleições

Mesmo com a vantagem, a pesquisa aponta que 67,3% dos deputados e 63% dos senadores acreditam que a direita deve permanecer fragmentada em 2026, com múltiplas candidaturas e diferentes polos políticos. Apenas 29,9% e 22,2%, respectivamente, veem possibilidade de união, ainda que por meio de alianças entre partidos distintos.

Questionados sobre quem teria mais condições de unir a direita em torno de uma candidatura única competitiva, 56,1% dos deputados e 55,6% dos senadores voltaram a apontar Tarcísio de Freitas. Ratinho Júnior aparece na sequência, com 15% das menções na Câmara e 11,1% no Senado. Enquanto Michelle Bolsonaro registra 11,2% e 7,4%, respectivamente.

Ausência de Bolsonaro e risco de pulverização eleitoral

De acordo com Luan Sperandio, a ausência de Jair Bolsonaro no pleito deve estimular o surgimento de novas candidaturas dentro do campo conservador.

“Ainda tem o fato de ele não contar com declarações públicas de seu padrinho político, Jair Bolsonaro, o que facilita a criação de várias candidaturas que buscam se viabilizar”, explicou.

A pulverização é vista como estratégica por alguns líderes regionais, entre eles Ronaldo Caiado, que já declarou que uma variedade de nomes oposicionistas pode diminuir as chances de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve tentar a reeleição no próximo ano. Para Sperandio, no entanto, o excesso de candidatos traz riscos à competitividade da direita.

“Uma coisa é ter vários nomes que contribuam para o debate, outra é se esses candidatos passarem a se atacar, o que pode fragilizar o campo conservador num eventual segundo turno”, avaliou.

Nova geração de governadores amplia projeção nacional

A pesquisa também mostra o avanço de Ratinho Júnior, que superou nomes como Romeu Zema e Ronaldo Caiado nas citações. Segundo Sperandio, embora o governador do Paraná já movimente sua imagem nacionalmente, seus ganhos políticos devem se consolidar apenas em pleitos futuros.

Conforme o diretor, o cenário atual revela uma nova geração de governadores que busca protagonismo e tende a ocupar espaço nas próximas duas décadas. “Não só Ratinho, mas outros nomes jovens estarão no jogo nas próximas eleições. Essa renovação mostra que a política nacional vive um processo de transição”, concluiu.

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