STF marca interrogatório de réus do Núcleo 4 para 24 de julho; grupo é acusado de espalhar fake news
Segundo denúncia da PGR, núcleo era formado por militares da ativa e da reserva do Exército, policiais federais e um policial civil
Ton Molina/STF
Sete réus acusados de integrar uma organização criminosa que tentou executar um golpe de Estado em 2022 prestarão depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 24 de julho. Os interrogatórios ocorrerão por videoconferência e foram confirmados, nesta quarta-feira (16), pela juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso na Corte. O grupo faz parte do chamado “núcleo 4” da investigação. As informações são da Agência Brasil.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), esse núcleo de desinformação era formado por militares da ativa e da reserva do Exército, policiais federais e um policial civil. A função atribuída a eles era articular a propagação de informações falsas sobre o processo eleitoral e realizar ataques virtuais contra instituições e autoridades que pudessem contrariar os interesses do grupo.
Acusações e réus envolvidos
Os réus deste núcleo são:
- Ailton Gonçalves Moraes Barros, major da reserva;
- Ângelo Martins Denicoli, major da reserva;
- Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL);
- Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente;
- Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel;
- Marcelo Araújo Bormevet, policial federal;
- Reginaldo Vieira de Abreu, coronel.
Todos respondem por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência, grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Conforme a investigação, alguns acusados teriam atuado infiltrados na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Militares teriam usado a estrutura da agência para monitorar autoridades, produzir informações falsas e construir ataques virtuais, funcionando como uma milícia digital. O objetivo seria minar a confiança nas instituições e no processo democrático.
Outros réus tentaram comprovar fraudes nas urnas eletrônicas e divulgar informações que questionavam a lisura do processo eleitoral. A PGR destaca que os envolvidos tinham ciência da falsidade das informações, mas as disseminavam para manter a mobilização popular que antecedeu os atos de 8 de janeiro e pressionar os comandantes das Forças Armadas a aderirem ao golpe.
Detalhamento das ações individuais
Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major da reserva do Exército, é apontado como articulador de ataques virtuais e divulgador de informações falsas no meio militar. As ações teriam sido direcionadas contra os generais Freire Gomes e Baptista Júnior, então comandantes do Exército e da Aeronáutica, que se recusaram a apoiar a tentativa de golpe.
Ângelo Martins Denicoli, também major da reserva, integrava o grupo que buscava fraudes nas urnas. Ele teria sido intermediário entre o influenciador argentino Fernando Cerimedo, responsável por divulgar um relatório falso sobre o processo eleitoral, e o Instituto Voto Legal, que elaborou o material com base em alegações falsas.
Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do IVL e engenheiro contratado pelo Partido Liberal (PL), foi responsável por testar hipóteses de fraudes nas urnas que circulavam nas redes sociais. Seu trabalho contribuiu para disseminar narrativas questionáveis sobre o sistema eleitoral.
Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército alocado na Abin, teria utilizado sistemas da agência, como o First Mile, para levantar informações sobre autoridades, incluindo ministros do STF. O objetivo era articular ataques virtuais por meio de perfis em redes sociais usados para propagar conteúdos falsos.
Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército no Comando de Operações Terrestres (Coter), criou e difundiu em massa informações falsas sobre o Poder Judiciário e as eleições brasileiras. A ação visava perpetuar a desconfiança popular, fomentando os atos de 8 de janeiro.
Marcelo Araújo Bormevet, agente da Polícia Federal e chefe do Centro de Inteligência Nacional (CIN) na Abin, orientava o subtenente Giancarlo Rodrigues sobre quais informações levantar e como construir ataques contra autoridades. Sua posição permitia direcionar as ações de desinformação.
Reginaldo Vieira de Abreu, coronel do Exército e chefe de gabinete de Mário Fernandes, então secretário-geral da Presidência da República, estaria envolvido na tentativa de manipular o conteúdo do relatório das Forças Armadas. O documento atestava a ausência de fraude e ilicitude nas eleições de 2022. A manipulação visava alterar essa conclusão.
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