Presidente do PSD diz que Haddad não consegue se ‘impor no governo’ e é um ‘ministro da Fazenda fraco’
Na avaliação de Gilberto Kassab, ‘um ministro da Economia fraco é sempre um péssimo indicativo’
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente do PSD e secretário de Governo de São Paulo, Gilberto Kassab, criticou nesta quarta-feira (29), a condução da política econômica pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante painel da Latin America Investment Conference (LAIC). Na ocasião, Kassab afirmou que o petista não consegue se “impor” no governo. As informações são do G1.
“O sucesso da economia precisa de ministros da Economia fortes. Já tivemos FHC, Henrique Meirelles, Paulo Guedes. Eles comandavam. Hoje existe uma dificuldade do ministro Haddad de comandar”, afirmou. “Haddad não consegue se impor no governo. Um ministro da Economia fraco é sempre um péssimo indicativo”, completou.
O PSD apoiou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2022 e Tarcísio de Freitas (Republicanos) no governo de São Paulo, onde também elegeu o vice-governador Felício Ramuth (PSD). Além disso, o partido apoiou a reeleição do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), em 2024.
Kassab mira vaga de vice em 2026, mas enfrenta resistência
Kassab busca se consolidar como candidato a vice-governador na chapa de reeleição de Tarcísio de Freitas em 2026. No entanto, a proposta enfrenta resistência de setores bolsonaristas, que criticam sua atuação no governo Lula e a presença do PSD em três ministérios. Em entrevista ao Estadão, Kassab afirmou que Tarcísio não disputará a presidência em 2026. “Aqui, em São Paulo, o PSD vai apoiar o Tarcísio e ele vai liderar o processo (de escolha da chapa em 2026)”, disse.
O PSD mantém aliança com o governo federal, ocupando pastas como Agricultura, Pesca e Minas e Energia. Kassab reiterou que Haddad enfrenta dificuldades para implementar projetos importantes, algo que, segundo ele, não ocorria em governos anteriores com ministros da Fazenda mais fortes.
Senador pode deixar PSDB em caso de fusão com PSD
O senador Plínio Valério (PSDB-AM), único representante do partido no Senado, afirmou que pode deixar a sigla caso seja confirmada a fusão ou incorporação com o PSD, liderado por Gilberto Kassab. “Se tiver a fusão ou a incorporação, não teria como ficar”, declarou ao site Poder360 na segunda-feira (27).
Ele aguarda uma posição oficial da direção nacional do PSDB antes de tomar uma decisão, mas já manifestou resistência ao processo devido às alianças do PSD com PT e MDB.
“Não me vejo numa fusão, numa incorporação com o PSD, com o MDB, com o PT. Não me vejo, não tem como”, explicou.
Plínio Valério é o único senador tucano remanescente, em contraste com os 16 representantes que o partido já teve no Senado em 1998. Nas eleições de 2022, elegeu apenas 13 deputados federais, o menor número de sua história. Nas municipais de 2024, elegeu 273 prefeitos, uma redução de 250 em relação a 2020. Em São Paulo, berço do partido, o desempenho foi o pior já registrado. A federação com o Cidadania, que não tem senadores, é uma das alternativas para evitar a perda do fundo eleitoral.
O presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, confirmou que o anúncio oficial deve ocorrer até março.
Governo discute teto de juros para novo crédito consignado privado
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (29) que a possibilidade de estabelecer um teto de juros para o novo crédito consignado privado está em discussão no governo. A decisão final caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O tema foi debatido em reunião com ministros e representantes de instituições financeiras.
Haddad destacou que a extinção do saque-aniversário do FGTS não foi abordada no encontro. “Isso vai ser matéria deliberada pelo presidente no encaminhamento”, disse o ministro, ao ser questionado sobre o teto de juros.
Técnicos do governo defendem a necessidade de limites para evitar “abusos”, já que a poupança do trabalhador servirá como garantia nas operações de crédito. Embora os bancos tenham se manifestado contra a medida, Haddad afirmou que o governo ainda não decidiu se enviará uma medida provisória ou um projeto de lei ao Congresso para regulamentar o novo consignado.
“O presidente deve chamar uma última reunião de governo para arbitrar os pequenos pontos que faltam ser incluídos no projeto de lei, ou medida provisória, ainda não tenho notícia do qual vai ser o veículo que o presidente vai decidir”, explicou.
Novo consignado promete crédito mais acessível em 2025
Haddad reiterou que, em 2025, o país terá uma ferramenta eficiente para oferecer crédito barato aos trabalhadores.
“O crédito pessoal hoje, como o banco está sem garantia nenhuma, ele às vezes coloca uma taxa de difícil cumprimento pelo tomador”, avaliou. No novo modelo, a contratação do consignado não exigirá intermediação da empresa empregadora. As propostas serão feitas por meio de um leilão reverso, onde os bancos apresentarão ofertas ao trabalhador, que poderá escolher a melhor opção.
O sistema eSocial será utilizado para facilitar o processo. Quando o empregado demonstrar interesse no consignado, os bancos poderão elaborar propostas, que ficarão disponíveis para escolha. O objetivo é tornar o crédito mais transparente e acessível, reduzindo os custos para o trabalhador.
Saque-aniversário do FGTS não foi discutido
A proposta de extinguir o saque-aniversário do FGTS, defendida pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, não foi discutida na reunião desta quarta-feira (29). Marinho propõe que o novo consignado privado substitua o saque-aniversário, método criado em 2019 que, segundo o Ministério do Trabalho, ameaça a sustentabilidade do FGTS. No entanto, a ideia enfrenta resistência dos bancos, que veem no saque-aniversário uma forma de movimentar recursos e manter a liquidez do fundo.
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