Oposição critica Governo da Bahia após estudo mostrar nove cidades baianas entre as mais violentas do país: ‘Epicentro da violência’
Anuário aponta que Salvador é a única capital brasileira entre as 20 cidades mais violentas
Divulgação/ALBA
Deputados da oposição criticaram, nesta quinta-feira (24), a atuação do governo da Bahia no enfrentamento à violência após a divulgação do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024. O relatório mostra que nove dos 20 municípios com maiores taxas de mortes violentas do país estão no estado.
Para o líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Tiago Correia (PSDB), os dados confirmam o fracasso das gestões do PT na área da segurança.
“O governo do PT perdeu a guerra contra o crime. Em quase 20 anos de poder, a Bahia se consolidou como o epicentro da violência no país, e os números não mentem: não existe mais sensação de segurança, nem na capital nem no interior”, afirmou.
Parlamentares pedem nova política de segurança
Ao falar sobre o tema, Correia apontou falta de estratégia na condução da política de segurança pública, e ressaltou que, “apesar dos altos investimentos em propaganda, o governo estadual tem falhado em garantir o básico: policiamento eficiente, inteligência criminal e valorização das forças de segurança”.
“O que vemos é uma ausência completa de estratégia. A polícia está sobrecarregada, os equipamentos são precários e a população está refém do medo. É uma gestão que abandonou as famílias baianas”, declarou.
Em função deste cenário, o deputado defendeu a criação de uma comissão especial na AL-BA para monitorar os indicadores de criminalidade. Ele também garantiu que a oposição será responsável por “intensificar o debate sobre segurança pública”.
“É inadmissível que cidades turísticas, industriais e históricas da Bahia estejam entre as mais violentas do Brasil. Precisamos de uma reestruturação profunda e de um novo modelo de segurança que priorize a vida, a prevenção e a eficiência na repressão ao crime”, disse.
Quem também teceu críticas foi o vice-líder da oposição, deputado Alan Sanches (União Brasil). Segundo ele, a sensação é de que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) “jogou a toalha” na luta contra a violência.
“A sensação é que o governador Jerônimo jogou a toalha, porque definitivamente a gente não vê nenhuma reação do governo para mudar essa realidade. Pelo contrário, a crise da segurança na Bahia só vai se aprofundando”, afirmou.
Bahia tem cidades de diferentes portes entre as mais violentas
O Anuário aponta que Salvador é a única capital brasileira entre as 20 cidades mais violentas, ocupando a 20ª posição. Jequié aparece em 2º lugar no ranking, seguida por Juazeiro (3º), Camaçari (4º), Simões Filho (7º), Feira de Santana (10º), Porto Seguro (14º), Santo Antônio de Jesus (17º) e Ilhéus (19º).
Alan Sanches afirmou que a presença de cidades turísticas e polos regionais na lista compromete o desenvolvimento da Bahia. “Veja que municípios importantes, com grande potencial, estão sendo tomados por facções criminosas até mesmo no interior do Estado. Isso inibe até a geração de empregos porque ninguém quer investir, abrir um novo negócio e ficar na mão da bandidagem”, disse.
O deputado citou especificamente o caso de Porto Seguro, afirmando se tratar de “um reduto turístico”, que está com “paradisíaco, está com “seu potencial todo comprometido por causa da insegurança”.

Estado tem segunda maior taxa de mortes violentas
No recorte estadual, a Bahia registrou taxa de 40,6 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, ficando atrás apenas do Amapá (45,1). O Ceará aparece em seguida, com 37,5. São Paulo, por outro lado, apresentou o menor índice do país: 8,2.
Sanches criticou o discurso do governo baiano diante dos números. “Aqui na Bahia o PT quer normalizar esse ambiente de insegurança e fazer parecer que é impossível enfrentar a questão, mas outros estados, com população muito maior, estão conseguindo virar esse jogo”, declarou.
O levantamento é produzido anualmente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e se baseia em dados oficiais repassados pelos próprios governos estaduais.
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