Maioria dos brasileiros sente vergonha do STF, aponta pesquisa Datafolha
Levantamento incluiu perguntas sobre o sentimento de orgulho ou vergonha em relação a diversas instituições, autoridades e grupos políticos
Fellipe Sampaio/SCO/STF
Mais da metade dos brasileiros sente vergonha do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha. Segundo o levantamento realizado nos dias 10 e 11 de junho, 58% dos entrevistados declararam ter mais vergonha do que orgulho da corte, enquanto apenas 30% disseram o contrário.
A pesquisa foi realizada com 2.004 pessoas em 136 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O levantamento incluiu perguntas sobre o sentimento de orgulho ou vergonha em relação a diversas instituições, autoridades e grupos políticos.
Poderes e ministros têm rejeição semelhante
O levantamento apontou que os três Poderes da República acumulam índices semelhantes de desaprovação. O presidente Lula (PT) foi alvo de 56% de declarações de vergonha, os deputados federais atingiram 58%, e os senadores, 59%.
O Supremo, que nos últimos anos ganhou visibilidade ao julgar casos de corrupção e temas polêmicos como aborto de fetos anencéfalos e união homoafetiva, também tem enfrentado críticas devido à atuação de alguns ministros em eventos patrocinados por empresários, além de ser alvo de ataques do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Parte da rejeição também pode estar associada a decisões envolvendo figuras políticas. Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Bolsonaro inelegível, com votos de dois ministros que também integram o STF: Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.
Os resultados da pesquisa mostram forte influência da preferência político-partidária sobre a percepção do STF. Entre os apoiadores de Bolsonaro, 82% afirmaram sentir vergonha da corte, enquanto apenas 12% demonstraram orgulho.
Já entre os eleitores de Lula, o cenário se inverte: 52% disseram sentir orgulho dos ministros do Supremo, contra 36% que manifestaram vergonha. Os que não souberam responder somam 12%.
A divisão também aparece quando se observa a avaliação do governo federal. Entre os que consideram a gestão Lula como ótima ou boa, 57% se dizem orgulhosos do STF. Por outro lado, entre os que avaliam o governo como ruim ou péssimo, apenas 10% expressam orgulho.
PL concentra maior índice de rejeição ao STF
A maior rejeição ao Supremo aparece entre os eleitores que declararam preferência pelo Partido Liberal (PL). Nesse grupo, 91% afirmaram ter vergonha da corte, enquanto apenas 5% demonstraram orgulho.
Entre os simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT), os índices são mais equilibrados. O Datafolha registrou 53% de orgulho e 36% de vergonha entre esses entrevistados.
O levantamento também identificou variações entre grupos religiosos. Entre os evangélicos, 66% afirmaram sentir vergonha do STF, e 22%, orgulho. Já entre os católicos, os índices são de 56% e 33%, respectivamente.
Forças Armadas têm avaliação positiva entre os jovens
Diferente do STF, as Forças Armadas foram avaliadas positivamente pela maioria dos entrevistados. Segundo o Datafolha, 55% da população declararam mais orgulho do que vergonha da instituição, contra 36% que expressaram o sentimento oposto.
Os índices de aprovação dos militares são semelhantes entre eleitores dos principais partidos: 52% de orgulho entre os que preferem o PT, e 54% entre os que apoiam o PL.
A avaliação das Forças Armadas se destaca entre os jovens de 16 a 24 anos, faixa em que 65% demonstraram orgulho. O índice cai conforme a idade aumenta: entre os maiores de 60 anos, apenas 46% afirmaram o mesmo.
Vergonha cresce entre adultos de meia-idade
A maior taxa de desaprovação dos militares foi registrada entre pessoas de 45 a 60 anos. Nesse grupo, 43% disseram sentir vergonha da instituição, enquanto 49% demonstraram orgulho. Outros 9% não souberam responder.
O Datafolha destaca que a percepção positiva sobre as Forças Armadas é mais homogênea entre os grupos políticos e religiosos do que em relação ao STF, onde a polarização é mais acentuada.
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