Lula diz que Brasil segue entre os países mais desiguais e defende luta contra concentração de renda
Em discurso nesta sexta-feira (12), presidente reforçou metas tributárias e voltou a defender políticas de combate à pobreza
Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (12), que o Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo, mesmo após registrar o menor nível de desigualdade da própria história. A declaração ocorreu durante a 13ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, realizada em Brasília, onde o chefe do Executivo reforçou que a concentração de renda permanece nas mãos de uma minoria.
O presidente relacionou a desigualdade à presença de milionários e bilionários que concentram grande parte das riquezas nacionais. Ele também defendeu que governo e sociedade atuem de forma conjunta para reduzir os desequilíbrios entre diferentes grupos da população.
“O Brasil atingiu o menor nível de desigualdade da história, mesmo assim, continua a ser um dos países mais desiguais da Terra. Um país onde uma minoria de bilionários e milionários concentra mais da metade das riquezas. Enquanto essa vergonhosa desigualdade existir, nós e vocês teremos que lutar, lutar e lutar porque a gente jamais vai desistir. Lutar sempre, desistir jamais”, declarou Lula.
Desigualdade e concentração de renda orientam o discurso
Lula afirmou que a redução da desigualdade depende de políticas que cheguem à população em maior vulnerabilidade e reforçou que uma política pública pode ser rapidamente desmontada quando um governante contrário às diretrizes da área assume um cargo estratégico.
Ele destacou que o Estado deve se aproximar da população em vez de esperar que cidadãos busquem soluções sozinhos. Para reforçar essa diretriz, o governo vai intensificar a presença de equipes do programa Agora Tem Especialistas pelo Brasil, iniciativa que oferece serviços com profissionais de saúde e outras áreas.
O presidente anunciou que, em 2026, a gestão pretende realizar três mutirões mensais com veículos e equipamentos do programa, como forma de ampliar o alcance do atendimento. A iniciativa integra o conjunto de ações que Lula pretende apresentar ao longo do próximo ano.
Números da economia aparecem como elementos de sustentação
Ao comentar o cenário econômico, Lula afirmou que o país registra diminuição da extrema pobreza, queda do desemprego e crescimento dos empregos formais. Ele citou esses indicadores como sinais de avanço em direção a um modelo menos desigual, embora ainda insuficiente diante dos desafios apresentados.
Durante o discurso, o presidente voltou a falar sobre a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda até R$ 5 mil, medida que entrará em vigor a partir de janeiro de 2026. O presidente declarou que o alívio tributário para os mais pobres será compensado pela taxação dos grupos mais ricos.
“Avançamos na luta contra a justiça tributária. A partir de janeiro de 2026, quem recebe até R$ 5 mil não paga mais imposto de renda neste País, e quem ganha até R$ 7.300 vai pagar menos imposto do que paga hoje. A compensação sobre essa libertação do povo pobre pagar imposto de renda virá da taxação que estamos fazendo na camada mais rica da população”, disse Lula.
O presidente também citou sua participação, ainda nesta sexta, em São Paulo, onde inaugurou o canal SBT News após a agenda oficial em Brasília. Antes disso, ele havia enviado ao Congresso Nacional a mensagem que ratifica a adesão do Brasil à Convenção Interamericana Contra as Formas de Discriminação e Tolerância, etapa que depende de confirmação do Legislativo para vigorar oficialmente no país.
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