Luiz Caetano promete ‘mobilização social’ em seu governo durante Lavagem de Abrantes
Prefeito destaca ações para saúde, educação e infraestrutura, com promessa de governar ouvindo a população
Reprodução/Caio Diniz
O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), afirmou neste sábado (18) que seu governo será marcado pela “mobilização social” e por um forte vínculo com a população. A declaração foi feita durante a tradicional Lavagem de Abrantes, que reuniu lideranças políticas e culturais, além de apresentar propostas do gestor municipal para áreas como saúde, infraestrutura e cultura.
Evento cultural reforça identidade e tradição
O cortejo da Lavagem de Abrantes contou com a presença de grupos culturais que enriqueceram o evento, reafirmando a importância das manifestações locais. Acompanhado da deputada federal Ivoneide Caetano (PT), de secretários municipais e vereadores, o prefeito celebrou a cultura como um eixo essencial de sua gestão.
Ao todo, cinco grupos culturais participaram do cortejo, reforçando o papel da cultura como ferramenta de engajamento comunitário em Camaçari. A Lavagem de Abrantes, uma das celebrações mais tradicionais do município, reuniu moradores em um momento de fé e festa, destacando as raízes culturais da região.
Investimentos para Vila de Abrantes e Camaçari
Em seu discurso, Luiz Caetano anunciou uma série de ações para Vila de Abrantes e outras áreas do município. Entre os principais compromissos assumidos estão a instalação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e uma agência da Caixa Econômica Federal.
“Eu quero dizer para o povo de Abrantes que a gente já começou a trabalhar. Estamos trazendo a UPA, a Caixa Econômica e outros equipamentos. Esse começo pode ser difícil, mas não viemos aqui para reclamar, e sim pra mudar, pra virar a chave. Estou trabalhando mais de 15 horas por dia, e não estou arrependido”, afirmou o prefeito
Reorganização da gestão municipal
Além dos investimentos, Caetano ressaltou o trabalho de reorganização interna na Prefeitura de Camaçari, que visa melhorar os serviços públicos e atender melhor à população em áreas essenciais, como saúde e educação.
“Meu governo será conectado com o povo, com nossa gente, será um governo de mobilização social, de estar junto com as pessoas, com a população. Obviamente, nesse momento eu estou arrumando a casa, organizando a Prefeitura de Camaçari para poder atender bem o povo, atender bem a saúde, atender bem a educação, atender bem todos os setores”, explicou o prefeito.
Caetano reforça compromisso com a cultura local
Diante deste cenário, Luiz Caetano enfatizou que sua gestão será marcada pelo diálogo com a população e pela valorização da cultura local. Durante o evento, pediu proteção ao padroeiro de Vila de Abrantes, São Sebastião, e destacou a importância de um governo que priorize a mobilização social.
“Teremos anos pela frente e iremos governar ouvindo o povo. Estou aqui com muita alegria. Desejo força, fé e coragem. Peço a Deus que nos ilumine”, concluiu o prefeito.
Prefeitura de Camaçari devolve R$ 2,5 milhões da Lei Paulo Gustavo
Dois anos após a publicação do edital da Lei Paulo Gustavo, a Prefeitura de Camaçari foi obrigada a devolver integralmente os R$ 2.515.255,43 destinados à execução dos projetos aprovados. Conforme a gestão municipal, devolução ocorreu devido a uma série de irregularidades cometidas em 2024 pela Secretaria de Cultura (Secult), durante a gestão do ex-prefeito Elinaldo Araújo (União Brasil).
Entre as falhas apontadas estão problemas na seleção de quatro editais: Camaçari Audiovisual, Camaçari Criativa, Bolsa Cultural e Mestres e Mestras da Cultura. Além disso, Camaçari foi uma das últimas cidades da Bahia a publicar o edital, o que comprometeu a execução dos projetos no prazo estipulado.
Erros nos editais prejudicaram projetos culturais
Ainda conforme a atual gestão, houveram erros na soma de notas, inabilitação inadequada de projetos e falhas no uso de cotas para negros e indígenas. Além disso, a seleção de empresas de fora de Camaçari, contrariando exigências do edital, e a falta de histórico de experiência dos proponentes aprovados geraram insatisfação entre agentes culturais.
Ações judiciais e suspensão dos editais
A situação culminou na suspensão de quatro editais pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) em 2024. Segundo o desembargador Josevando Andrade, permitir a continuidade dos certames poderia acarretar contratações irregulares e prejuízos aos cofres públicos.
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