Haddad diz que economia não definirá eleição de 2026 e defende pesquisa na Margem Equatorial
Ministro avalia que debate eleitoral será pautado por uma agenda cultural mais ampla, envolvendo temas como costumes, segurança pública e religião
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que os resultados da eleição presidencial de 2026 não serão determinados apenas por indicadores econômicos. Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro avaliou que o debate eleitoral será pautado por uma agenda cultural mais ampla, envolvendo temas como costumes, segurança pública e religião.
“A economia é importante, sempre foi, mas não é o único fator que vai definir o resultado de uma eleição”, disse Haddad. Segundo ele, questões como aborto, perseguição a minorias, maioridade penal e a politização da religião devem ganhar espaço no debate público, independentemente do desempenho do governo em áreas como crescimento do PIB, geração de empregos e renda média das famílias.
Popularidade em queda e foco em programas sociais
A declaração ocorre em meio à queda nos índices de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontada por pesquisas recentes. De acordo com análise do jornal Estadão, o “voto econômico” já não possui o mesmo peso de eleições anteriores, o que limita o impacto de programas sociais como ferramenta de reversão desse cenário.
Haddad também afirmou que não existe possibilidade de Lula não disputar a reeleição em 2026. “Estamos a um ano do começo do processo eleitoral. É muito pouco tempo. Não vejo como, nesse período, rever essa provável decisão”, disse. Ele garantiu ainda que não tem intenção de ser candidato, e que Lula jamais o consultou sobre uma eventual sucessão.
Relação com Rui Costa e apoio à manutenção de Alckmin como vice
Sobre rumores de desentendimentos com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, Haddad minimizou as divergências. “No começo do governo nós tínhamos duas linhas um pouco diferentes. Mas isso foi se alinhando”, afirmou. O ministro também mencionou a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que antes criticava sua política fiscal e hoje, segundo ele, tem colaborado com a articulação política do governo. “Quem não convive com a adversidade não está preparado para a vida pública”, completou.
Haddad ainda defendeu a permanência de Geraldo Alckmin (PSB) como vice em uma eventual chapa com Lula em 2026. “Foi uma decisão acertada em 2022 e tem significado muito. A manutenção da chapa seria natural”, avaliou.
Ministro defende pesquisa na Margem Equatorial, mas alerta sobre transição energética
Em entrevista ao programa Cidades e Soluções, da GloboNews, Fernando Haddad defendeu a realização de pesquisas para identificar reservas de petróleo na Margem Equatorial, nova fronteira energética nacional no litoral norte do Brasil. No entanto, ele alertou que qualquer exploração deve ser feita sem comprometer a transição energética e a redução do uso de combustíveis fósseis.
“A humanidade precisa prescindir do petróleo. Não temos condição de usá-lo sem emitir carbono. Isso se faz com investimento em fontes alternativas, e o Brasil lidera esse processo há décadas”, declarou.
Petrobras busca licença para iniciar perfuração
A Petrobras intensificou os esforços para explorar a região e já cumpriu exigências do Ibama. Em março, a estatal encaminhou nova solicitação para obter a licença pré-operacional necessária para realizar perfuração em águas profundas na Foz do Amazonas, a cerca de 540 km da costa.
A Margem Equatorial abrange áreas marítimas próximas a Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, com estimativas de até 30 bilhões de barris de petróleo. A região é considerada estratégica por sua semelhança geológica com áreas da costa da Guiana, onde já houve grandes descobertas.
Apesar do potencial energético, Haddad ressaltou que o possível petróleo encontrado “não pode ser pretexto para atrasar a transição energética”.
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