Haddad descarta risco de recessão no Brasil e aposta em acomodação na guerra comercial entre EUA e China
Ministro demonstrou confiança nos fundamentos da economia brasileira e manteve projeção de crescimento em torno de 2,5% para 2025
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta quarta-feira (23), que não vê risco de recessão para o Brasil no atual cenário econômico global, marcado pelo aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Durante participação no CNN Talks, evento promovido pela CNN Brasil, Haddad avaliou que a chamada “guerra tarifária” deve passar por uma reconfiguração nas próximas semanas e não deverá manter o atual nível de hostilidade entre as duas maiores economias do mundo.
“É difícil acreditar que esse nível de tarifas se sustente. Desorganizaria demais as cadeias produtivas globais. O que está acontecendo é grande demais para se manter como está”, declarou o ministro. Ele disse esperar novos desdobramentos do confronto nas próximas semanas, o que pode mudar o cenário global. “Antes disso, é difícil prever o que vai acontecer com a economia mundial”, completou.
Crescimento econômico
Apesar da instabilidade no cenário internacional, Haddad demonstrou confiança nos fundamentos da economia brasileira e manteve a projeção de crescimento em torno de 2,5% para este ano. Segundo o ministro, embora o ritmo de crescimento atual seja menor que o dos últimos dois anos, isso ocorre por conta de uma correção necessária para conter a inflação.
“Às vezes, é preciso acomodar algumas variáveis para que a inflação não se retroalimente. O governo toma as medidas necessárias para manter a inflação dentro da meta. Mas isso não compromete nossa previsão de crescimento de 2,5%”, explicou.
Haddad também mencionou que parte do processo inflacionário enfrentado por países da América Latina se deve à desvalorização cambial, e que o Brasil, mesmo diante desse contexto, continua crescendo.
Apoio técnico a Lira para reforma do Imposto de Renda
Ainda durante o evento, o ministro da Fazenda comentou sobre a tramitação da proposta que altera as regras do Imposto de Renda (IR). Ele afirmou que ainda não teve a oportunidade de se reunir com o deputado Arthur Lira (PP-AL), relator do projeto e ex-presidente da Câmara dos Deputados, para discutir alternativas de compensação fiscal frente à ampliação da faixa de isenção do IR para salários de até R$ 5 mil.
“Não tive ainda a chance de sentar com o relator para conversar sobre isso, mas sei das dúvidas que ele tem. O que posso dizer publicamente é que não faltará apoio técnico para que ele forme o melhor juízo possível sobre a proposta”, afirmou Haddad.
O ministro reiterou que, até o momento, nenhuma alternativa concreta de compensação foi apresentada, mas destacou que a ampliação da isenção corrige uma “injustiça flagrante” no sistema tributário brasileiro. Segundo ele, o impacto da medida é positivo tanto no curto quanto no longo prazo, do ponto de vista micro e macroeconômico.
Ele ressaltou ainda que, em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo está obrigado a compensar a renúncia de arrecadação causada pela mudança. Para isso, optou-se por taxar brasileiros com rendas superiores a R$ 1 milhão por ano.
“O governo escolheu 141 mil brasileiros que ganham mais de um milhão e que hoje não pagam imposto. Vamos aplicar uma alíquota de 10%, que é muito baixa para os padrões internacionais”, disse Haddad. A medida faz parte do esforço da equipe econômica para promover maior justiça fiscal e redistribuição de renda.
A expectativa do governo é de que o projeto avance no Congresso ainda neste semestre, como parte da agenda de reformas iniciada com a mudança no sistema tributário sobre consumo, já aprovada no ano passado.
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