Rogério Ceni vê evolução no Bahia, mas cobra ajustes para evitar falhas decisivas
Técnico analisa empate com Ceará, elogia desempenho no segundo tempo e aponta desatenções como obstáculo para melhores resultados
Letícia Martins/EC Bahia
O empate por 1 a 1 diante do Ceará, no Castelão, no último sábado (20), manteve o Bahia em situação de alerta no Campeonato Brasileiro. Após a partida, Rogério Ceni analisou o desempenho e destacou pontos de evolução, ao mesmo tempo em que reforçou a necessidade de ajustes para que a equipe consiga voltar a vencer.
Evolução em relação a jogos anteriores
Segundo o treinador, o Bahia apresentou melhorias significativas em relação às últimas atuações. A equipe, que havia mostrado dificuldades contra Mirassol e Fluminense, conseguiu ser mais competitiva diante do Ceará. Jogadores como Juba, Sanabria e Willian José tiveram papel importante no crescimento da produção ofensiva no segundo tempo, período em que o Tricolor conquistou maior controle da partida e buscou o gol de empate.
“Acho que o Bahia jogou melhor hoje do que contra Mirassol e Fluminense. Acho que foi difícil, Ceará marca com muita força física. Alguns jogadores não produziram bem no primeiro tempo, mas houve uma grande melhora no segundo tempo. Juba fez um grande segundo tempo, Sanabria ganhou mais duelos, Willian [José] fez mais paredes”, disse Ceni.
Segundo o treinador, a entrada de Everton Ribeiro também foi decisiva para organizar a criação e oferecer opções de passe. Com mais volume de jogo, o Bahia conseguiu equilibrar o confronto após um início marcado por dificuldades de marcação e pouca presença ofensiva.
Erros recorrentes no fim dos jogos
Apesar da evolução, Ceni fez questão de destacar que o Bahia ainda sofre com desatenções nos minutos finais. Contra o Ceará, um erro na saída de bola quase resultou na derrota, mas o goleiro Ronaldo salvou a equipe ao desviar o chute de Vina para a trave. Esse tipo de falha já havia se repetido em duelos anteriores, como na derrota para o Cruzeiro, quando erros de decisão comprometeram o resultado.
“Acho que jogamos para vencer, mas sei que ainda é abaixo do que produzimos quando somos mandantes. Hoje tivemos desatenções, como já tinha acontecido contra o Cruzeiro. O Ceará teve a última bola do jogo por uma decisão errada nossa. Mas fomos um time competitivo, levamos um ponto. É importante estancar as duas derrotas que tivemos.”, completou.
Para o treinador, o problema não se limita ao sistema defensivo, mas envolve toda a estrutura tática do time. Questões de posicionamento, cansaço físico e falhas individuais acabam se somando e criando riscos desnecessários nos instantes derradeiros das partidas.
Dificuldades ofensivas e impacto dos desfalques
Outro ponto abordado pelo técnico foi a limitação ofensiva do Bahia, que perdeu jogadores importantes para o setor. A ausência de Pulga, Lucho e Tiago reduziu a capacidade de criação e dificultou a busca por alternativas de gol. Com menos opções para variar o ataque, a equipe tem sofrido para manter regularidade na produção ofensiva.
Mesmo assim, o treinador destacou a importância da posse de bola conquistada no segundo tempo, ainda que o time tenha demorado a transformar domínio territorial em chances claras. O desempenho de Ronaldo, que além de evitar o gol da derrota contribuiu com qualidade na saída de jogo, foi um dos fatores que ajudaram o Bahia a segurar o empate fora de casa.
Questões táticas em destaque
Na análise coletiva, Ceni apontou ajustes que ainda precisam ser consolidados. A falta de amplitude no ataque foi um dos problemas observados no primeiro tempo, quando jogadores acabaram se concentrando pelo meio e limitando as opções de infiltração. Após correções no intervalo, a equipe conseguiu melhorar a circulação da bola e criar mais espaços.
Mesmo com a evolução, ainda faltou peso ofensivo dentro da área para pressionar o adversário em momentos decisivos. A ausência de Pedro Raul no time do Ceará foi destacada como fator que não alterou a estratégia inicial, mas que poderia ter influenciado o ritmo da partida.
Desafios da sequência e situação na tabela
Com o empate, o Bahia chegou à sexta colocação na tabela, mas corre o risco de perder posição até o fim da rodada. A equipe tem um jogo a menos em relação a concorrentes diretos e enfrenta o Vasco, na próxima quarta-feira (24), às 19h30, em São Januário, em partida válida pela 16ª rodada, que havia sido adiada.
O confronto é considerado crucial para as pretensões do clube na briga por vaga na Libertadores. Para alcançar o objetivo, Ceni entende que será necessário corrigir as falhas recorrentes e aumentar a consistência ofensiva, além de recuperar jogadores lesionados que fazem falta ao elenco.
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