Família Gil processa padre por deboche a Preta após sua morte e pede indenização de R$ 370 mil
Além de Gilberto, também assinam o processo sua esposa Flora Gil, os filhos Nara, Marília, Bela, Maria, Bem e José, e o neto Francisco, filho de Preta
Instagram/@pretagil
A família de Gilberto Gil entrou com um processo contra o padre Danilo César, da Paróquia São José, em Campina Grande (PB), após o religioso ironizar a morte de Preta Gil, ocorrida no mês de julho, vítima de câncer. A ação, movida na Justiça do Rio de Janeiro, pede uma indenização de R$ 370 mil por danos morais, segundo informações do jornal O Globo.
Além de Gil, também assinam o processo sua esposa Flora Gil, os filhos Nara, Marília, Bela, Maria, Bem e José, e o neto Francisco, filho de Preta. De acordo com apuração do colunista Lauro Jardim, a família acredita que as palavras do padre, não apenas extrapolaram a liberdade de expressão, como também feriram a imagem de Preta e sua religiosidade.
Padre ironizou religiões de matriz africana em missa na Paraíba
O episódio ocorreu em 20 de julho, poucas horas após ser confirmada a morte de Preta Gil, em Nova York. Durante uma missa transmitida ao vivo no YouTube, o padre Danilo César ironizou as crenças da família Gil, de matriz africana, questionando a fé nos orixás.
“Deus sabe o que faz. Se for para morrer, vai morrer […] Qual o nome do pai de Preta Gil? Gilberto. [Ele] fez uma oração aos orixás. Cadê esses orixás, que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”, disse o padre durante o sermão. O vídeo foi posteriormente retirado do ar após denúncias e abertura de inquérito policial.
A fala gerou forte repercussão nas redes sociais e resultou em três boletins de ocorrência por intolerância religiosa. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil da Paraíba, sob responsabilidade da delegada Socorro Silva, da seccional de Areial.
Histórico e formação do padre investigado
O padre Danilo César de Sousa Bezerra, de 31 anos, é natural de Monteiro, no Cariri da Paraíba. Ele foi ordenado em 2019 e, desde janeiro de 2021, atua como pároco na Paróquia de São José, em Areial. Antes disso, passou por paróquias de Campina Grande e Alagoa Nova.
Sua formação religiosa começou em 2011, no seminário de Campina Grande. Em 2014, concluiu Filosofia e, em 2018, Teologia. A Diocese de Campina Grande informou, por meio de nota, que o sacerdote prestará esclarecimentos aos órgãos competentes, reafirmando compromisso com os direitos constitucionais de liberdade de crença e culto e com o respeito à dignidade humana.
Segundo o delegado Danilo Orengo, os boletins de ocorrência registrados em Puxinanã, Pocinhos e Campina Grande serão reunidos em um único inquérito, pois tratam do mesmo fato. O padre será ouvido após o depoimento de testemunhas.
Família Gil e reação nas redes sociais
A apresentadora Bela Gil, irmã de Preta, criticou publicamente o padre pelas redes sociais. Em postagem no Instagram, ela compartilhou a fala do religioso e classificou sua atitude como desrespeitosa. “É cada absurdo que a gente precisa ouvir. Seu padre desrespeitoso”, escreveu Bela.
A reação da família gerou apoio de internautas e de entidades do movimento negro, que apontaram o episódio como mais um exemplo de intolerância religiosa contra religiões de matriz africana.
Preta Gil, que morreu aos 50 anos, vinha tratando um câncer colorretal e buscava uma terapia experimental em Nova York. A cantora passou mal pouco antes de embarcar para o Brasil e não resistiu. Sua morte mobilizou fãs e artistas, que destacaram sua trajetória musical e ativismo em defesa da diversidade e da liberdade religiosa.
Justiça deve analisar pedido de indenização
O processo movido pela família corre na Justiça do Rio de Janeiro e busca reparação moral pelo dano causado à imagem de Preta Gil e à memória de sua fé. O valor pedido, de R$ 370 mil, deverá ser analisado em primeira instância.
Enquanto a ação judicial segue em andamento, o Ministério Público da Paraíba acompanha a investigação policial sobre intolerância religiosa, que poderá resultar em denúncia criminal contra o sacerdote.
A Diocese de Campina Grande declarou estar cooperando com as autoridades e reforçou o compromisso da Igreja com o diálogo inter-religioso. O caso reacende o debate sobre o respeito às crenças afro-brasileiras e a necessidade de responsabilização de manifestações preconceituosas travestidas de discurso religioso.
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