Diego Coronel reafirma apoio à reeleição do pai ao Senado na chapa do PT, mas não descarta plano B com a oposição
Corregedor da Câmara destaca força do PSD na Bahia e aponta que cenário nacional pode influenciar definições para 2026
O deputado federal Diego Coronel (PSD-BA) avaliou, na manhã desta terça-feira (12), o cenário para as eleições de 2026 e reafirmou que a pré-candidatura do seu pai à reeleição, senador Angelo Coronel (PSD), “é legítima e natural”. Contudo, o corregedor da Câmara dos Deputados não descarta a possibilidade de um plano B, caso o cenário político estadual mude, sobretudo com as movimentações do PT, que articula uma “chapa puro sangue” para as eleições de 2026. Em entrevista ao programa De Olho na Bahia, da Rádio Mix Salvador (104.3 FM) – comandado pelos jornalistas Matheus Morais, Gomes Nascimento e Osvaldo Lyra, editor-chefe do Portal M! – Diego destacou a força política do PSD para assegurar uma vaga na chapa majoritária da Bahia.
“Eu vejo com naturalidade a pré-candidatura do nosso senador Angelo Coronel. É absolutamente legítima”, enfatizou.
Apesar disso, a vaga de Angelo Coronel na base governista enfrenta riscos, já que o PT defende uma chapa exclusivamente composta por seus membros, incluindo o atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao lado do senador Jaques Wagner e do governador Jerônimo Rodrigues, que também tentarão a reeleição. Mesmo assim, Diego lembrou que o PSD possui nove deputados estaduais, seis federais, dois senadores, quase 130 prefeitos e presença em praticamente todo o interior do Estado, o que, na visão dele, justifica a reivindicação de um espaço na chapa governista.
Chapa puro-sangue do PT pode abrir espaço para mudanças na Bahia
A possibilidade de o PT lançar uma chapa puro-sangue, com Jerônimo Rodrigues como candidato à reeleição ao governo e Jaques Wagner e Rui Costa concorrendo ao Senado, acendeu alertas no PSD. Diego Coronel afirmou que, diante desse cenário, é natural que a legenda defenda o nome de Angelo Coronel, mas não descartou que conversas políticas com outros grupos possam ocorrer.
Nos bastidores, há especulações sobre uma eventual aproximação com o vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto. O senador já admitiu que tem amizade pessoal com o ex-prefeito de Salvador e que ambos trabalharam juntos em eleições passadas. Apesar disso, Diego Coronel ressaltou que, por ora, o PSD segue na base do governador Jerônimo e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas aguarda a evolução do quadro nacional antes de tomar decisões.
Cenário nacional pode influenciar disputa na Bahia
Para Diego Coronel, a movimentação da política nacional pode impactar diretamente as articulações na Bahia. Ele reconhece que uma possível candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência da República em 2026 teria força para unir a centro-direita e provocar reconfigurações nos palanques estaduais.
Essas discussões também envolvem figuras do próprio PSD, como o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que já manifestou interesse em disputar o Planalto. Diego Coronel ponderou que o partido é conduzido pelo presidente nacional Gilberto Kassab, a quem atribui habilidade para conduzir o processo. Embora afirme que hoje a legenda baiana está alinhada com Jerônimo e Lula, ele admitiu que o cenário nacional poderia reconfigurar alianças, especialmente na centro-direita, em todo país e influenciar definições para 2026.
“Não é impossível uma candidatura de Tarcísio balançar os cenários não só da Bahia como em todo o Brasil”, ressaltou.
Força política e estratégia do PSD na Bahia
O corregedor ressaltou que o PSD tem um dos maiores capitais políticos da Bahia, com expressiva representação no Legislativo federal, estadual e municipais, e no comando de prefeituras. Para ele, esse peso legitima a defesa pela manutenção de Angelo Coronel na chapa majoritária. Diego reforçou que a disputa por espaço é parte do jogo democrático e o PSD “vai brigar pelo seu lugar com base na sua envergadura política”.
Caso a chapa puro-sangue do PT se concretize, com dois nomes ao Senado já definidos dentro do partido, o PSD poderá rever a estratégia, analisando alternativas que preservem a candidatura de Angelo Coronel.
Juventude e renovação política
Durante a entrevista, Diego Coronel também falou sobre o papel da juventude na política, destacando que a participação de novos líderes é essencial para renovar práticas e ideias. Ele lembrou que iniciou a carreira política cedo, aos 23 anos, como prefeito, e hoje, aos 40, ocupa mandato na Câmara Federal.
Para ele, é fundamental incentivar jovens a ingressarem na vida pública ou a se destacarem em qualquer profissão que desejem seguir. “A juventude é o nosso futuro, e só com a imersão dela na política é que poderemos virar a página de muitos que deixaram a desejar”, defendeu.
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