Eduardo Bolsonaro diz que apoio de Trump à defesa do pai é ‘quase um milagre’ e anuncia que deixará mandato na Câmara
Deputado licenciado afirmou que articulação com Trump pode garantir candidatura de Jair Bolsonaro em 2026
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta segunda-feira (14), que vai deixar o mandato na Câmara dos Deputados, ao fim do período de licença. Ele alegou que não há mais possibilidade de prorrogar a ausência e que sua permanência nos Estados Unidos, iniciada em março, teve como foco articular a defesa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), junto a lideranças republicanas.
Na entrevista à Coluna do Estadão, Eduardo relatou que a articulação com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria sido decisiva para reverter o cenário de inelegibilidade do ex-presidente brasileiro.
“O que a gente fez foi quase um milagre. Sem um escritório de lobby, sem dinheiro, sem apoio partidário, e a gente conseguiu colocar na mesa o único fator que está possibilitando a gente sonhar com Bolsonaro não condenado, com Bolsonaro na corrida presidencial”, disse o parlamentar.
Eduardo pede sanções a autoridades brasileiras com base na Lei Magnitsky
No domingo (13), Eduardo publicou um vídeo em suas redes sociais solicitando a Trump e ao senador republicano Marco Rubio que apliquem sanções econômicas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e outros políticos brasileiros. Ele pede que a medida ocorra com base na Lei Magnitsky, legislação norte-americana que permite punições a estrangeiros acusados de corrupção ou de violação de direitos humanos.
No vídeo, Eduardo acusa lideranças do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de tentarem prendê-lo por conta de sua atuação internacional. Ele também critica a aproximação diplomática do Brasil com países do Oriente Médio, ao compartilhar uma foto do vice-presidente Geraldo Alckmin durante a posse do presidente do Irã, ao lado de figuras ligadas ao Hamas e ao Hezbollah.
“Peço humildemente ao presidente Trump e a vocês para aplicarem a Lei Magnitsky contra essas pessoas. Eles não são políticos comuns, eles são criminosos, pessoas desonestas. Por favor façam isso para resgatar nossa democracia”, disse Eduardo Bolsonaro no vídeo.
A Lei Magnitsky prevê punições como bloqueio de bens, cancelamento de vistos e proibição de entrada nos EUA. A aplicação da medida exige apresentação de provas pelo presidente norte-americano ao Congresso dos EUA, hoje de maioria republicana.
STF prorroga inquérito contra Eduardo por mais 60 dias
O ministro Alexandre de Moraes prorrogou, por mais 60 dias, o inquérito que investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos para articular sanções contra autoridades brasileiras. A decisão foi tomada na última segunda-feira (7), atendendo a um pedido da Polícia Federal, apresentado no dia 3.
Segundo Moraes, a prorrogação se justifica pela existência de diligências ainda em andamento.
“Considerando a necessidade de prosseguimento das investigações, com a realização de diligências ainda pendentes, prorrogo a presente investigação por mais 60 dias”, registrou o despacho, conforme divulgado pela Agência Brasil.
Permanência nos EUA e críticas ao STF
Desde março, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos com a esposa, Heloísa Bolsonaro, e os dois filhos. Nesse período, o deputado licenciado tem mantido uma agenda de encontros com parlamentares republicanos, concedido entrevistas à imprensa e realizado postagens frequentes nas redes sociais contra decisões do STF, com foco nas medidas adotadas por Alexandre de Moraes.
Ele afirma que sua missão no exterior é combater as supostas ameaças à liberdade de expressão no Brasil e denunciar perseguições judiciais à sua família. “Quase todo mundo na minha família está enfrentando julgamentos injustos”, disse Eduardo.
A atuação do deputado ocorre paralelamente ao processo no Supremo que apura a tentativa de golpe de Estado atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão de Trump, no último dia 9 de julho, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, também foi justificada como resposta ao julgamento de Bolsonaro e ao que chamou de violações à liberdade de expressão no Brasil.
Na ocasião, Trump declarou: “O modo como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado no mundo, é uma desgraça internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma caça às bruxas que deve terminar IMEDIATAMENTE”.
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