Presidente da Câmara nega atrito com Geraldo Júnior e esclarece especulações sobre candidatura de Carlos Muniz Filho
Durante cortejo do 2 de Julho, Muniz descarta crise com vice-governador e defende feriado nacional para data cívica
Reginaldo Ipê
Em meio às comemorações do 2 de Julho, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), afastou rumores de desavença com o vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), diante da possibilidade de seus filhos disputarem cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) nas eleições de 2026. A declaração foi dada, na manhã desta quarta-feira (2), durante o desfile cívico que marcou os 202 anos da Independência do Brasil na Bahia.
Muniz foi questionado sobre como ficaria sua relação com o vice-governador caso seu primogênito, Carlos Muniz Filho, entre na disputa por uma vaga na AL-BA. O assunto ganhou repercussão nos bastidores porque, na última eleição, o presidente da Câmara coordenou a campanha de Matheus Ferreira (MDB), filho de Geraldo Júnior, hoje deputado estadual. Apesar das especulações, o vereador negou qualquer tensão entre eles.
“Geraldo, para mim, é um amigo. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Nem sei se meu filho será candidato. Trabalho para isso, mas não decidimos 2026 em 2025. Essa é uma intriga que estão tentando criar. Jamais terei desavença com Geraldo. Ele é meu amigo, meu irmão”, afirmou Muniz.
Muniz defende feriado nacional para 2 de Julho
Carlos Muniz fez parte da programação da data magna ao lado do prefeito Bruno Reis (União Brasil), do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos (PSD). Também participaram da cerimônia o presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), Joaci Góes; o desembargador do Tribunal e Justiça da Bahia (TJBA) Lidivaldo Britto; e demais vereadores, entre outras autoridades, na manhã desta quarta-feira (2), no Largo da Lapinha.
Além das questões políticas, Carlos Muniz também defendeu que o 2 de Julho — data que marca a expulsão das tropas portuguesas da Bahia, em 1823 — seja reconhecido oficialmente como feriado nacional. Segundo ele, o episódio representa a consolidação da independência do Brasil e ultrapassa os limites da história baiana.
“De grande valor histórico, a manifestação reverencia a luta popular que expulsou as tropas portuguesas do Brasil, em 1823, consolidando a independência do país, data mais importante da Bahia, quando o povo brasileiro passou a ter a sua soberania e começou a conduzir o seu destino, com o início de todos os avanços e conquistas que hoje o Brasil tem. Com toda certeza, é importante valorizar essa história para que ela possa ficar eternizada nas gerações presentes e futuras”, elencou Carlos Muniz.
Durante entrevista ao Portal M!, o presidente da CMS destacou que a resistência popular na Bahia foi decisiva para afirmar a autonomia do país, mesmo após a Proclamação de 7 de Setembro. Para Muniz, o projeto de Lei enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta última terça-feira (1º), que propõe instituir o “Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil” em 2 de Julho, é um passo importante no reconhecimento dessa luta.
“É a data mais importante e comemorativa do nosso Estado. O povo baiano foi quem iniciou a independência do Brasil. Para mim, com certeza, não deveria ser apenas um feriado estadual, e sim nacional. Espero que isso aconteça o mais rápido possível, para que o povo brasileiro saiba que a independência do Brasil começou aqui na Bahia”, concluiu.
No entanto, a data não vai mais ser feriado nacional, como já acontece na Bahia. Apesar da promessa feita no cortejo do ano passado, o presidente Lula confirmou a informação, nesta manhã, antes de participar pela quarta vez consecutiva do desfile cívico.
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