Dos 39 deputados baianos, 20 votam a favor ao projeto que amplia número de cadeiras na Câmara
Proposta eleva total de parlamentares de 513 para 531, sem aumento de despesas entre 2027 e 2030; Bahia permanece com mesma bancada
Lula Marques/Agência Brasil
A Câmara dos Deputados concluiu, nesta última quarta-feira (25), a votação do projeto que amplia de 513 para 531 o número de cadeiras na Casa. A proposta, que já havia passado pelo Senado com alterações, segue agora para sanção ou veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dos 39 deputados federais baianos, 20 votaram a favor do projeto, um se posicionou contra e 18 não compareceram ao plenário ou não registraram voto. Na versão original do texto, com base nos dados populacionais do Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Bahia perderia duas cadeiras na Câmara dos Deputados, reduzindo sua representação para 37 parlamentares. Contudo, a versão final aprovada manteve os 39 deputados federais atuais.
A proposta foi elaborada para ajustar a representação dos estados ao crescimento populacional e atendeu a um pedido do Supremo Tribunal Federal (STF). Inicialmente, o impacto financeiro previsto era de R$ 64,6 milhões com a criação das novas vagas. No entanto, uma emenda do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), acatada pelo relator Marcelo Castro (MDB-PI), estabeleceu que não haverá aumento de despesas entre 2027 e 2030. Nesse período, ficam proibidos reajustes em verbas de gabinete, cotas parlamentares, passagens aéreas e auxílio-moradia, exceto pela correção da inflação.
Estados contemplados com novas vagas
Segundo o texto aprovado, os seguintes estados terão acréscimo no número de representantes:
- Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Norte: de oito para dez deputados
- Goiás: de 17 para 18
- Santa Catarina: de 16 para 20
- Pará: de 17 para 21
- Ceará: de 22 para 23
- Paraná: de 30 para 31
- Minas Gerais: de 53 para 54
Parlamentares da Bahia: como cada um votou
A bancada baiana contou com posições divergentes. Abaixo, confira como votaram os deputados federais da Bahia:
Votaram a favor do projeto:
- Neto Carletto (Avante)
- Pastor Sargento Isidório (Avante)
- Ricardo Maia (MDB)
- Félix Mendonça Júnior (PDT)
- Leo Prates (PDT)
- Roberta Roma (PL)
- Claudio Cajado (PP)
- João Leão (PP)
- Mário Negromonte Jr. (PP)
- Lídice da Mata (PSB)
- Charles Fernandes (PSD)
- Diego Coronel (PSD)
- Gabriel Nunes (PSD)
- Otto Alencar Filho (PSD)
- Adolfo Viana (PSDB)
- Ivoneide Caetano (PT)
- Joseildo Ramos (PT)
- Josias Gomes (PT)
- Waldenor Pereira (PT)
Votou contra o projeto:
- Raimundo Costa (Podemos)
- Bacelar (PV)
- Capitão Alden (PL)
Não registraram voto ou não constam na lista:
Deputados baianos de partidos como Republicanos e União Brasil não aparecem entre os votantes no relatório divulgado. Também não consta a posição de outros parlamentares que podem ter se ausentado da sessão ou utilizado mecanismos como “obstrução”, estratégia usada, por exemplo, pela bancada do partido Novo, que decidiu não votar nem a favor nem contra.
- Alice Portugal (PCdoB)
- Daniel Almeida (PCdoB)
- Alex Santana (Republicanos)
- Márcio Marinho (Republicanos)
- Rogéria Santos (Republicanos)
- Antonio Brito (PSD)
- Paulo Magalhães (PSD)
- Arthur Maia (União)
- Dal Barreto (União)
- Elmar Nascimento (União)
- Leur Lomanto Jr (União)
- Paulo Azi (União)
- José Rocha (União)
- João Bacelar (PL)
- Jorge Solla (PT)
- Valmir Assunção (PT)
- Zé Neto (PT)
Como votaram deputados de outros estados
Além da bancada baiana, o projeto que aumenta o número de deputados federais recebeu apoio majoritário de parlamentares de diversas unidades da federação. Deputados dos partidos MDB, PL, PDT, PSB, PSD, PP, PT, PSOL, PV, Podemos, PRD, PSDB e Cidadania registraram votos favoráveis. Entre os apoiadores estão nomes como Nikolas Ferreira (PL-MG), Bia Kicis (PL-DF), André Janones (Avante-MG), Duda Salabert (PDT-MG), Josenildo (PDT-AP), Carlos Zarattini (PT-SP), Ivan Valente (PSOL-SP), e Bacelar (PV-BA), entre outros. Já as bancadas do partido Novo utilizaram a estratégia de obstrução e não participaram da votação.
Por outro lado, houve resistência ao projeto entre parlamentares de partidos como Republicanos, União Brasil, Podemos, PSDB, PV e PSD. Votaram contra deputados como Luiza Erundina (PSOL-SP), Paulo Pimenta (PT-RS), Rodrigo da Zaeli (PL-MT), Jefferson Campos (PL-SP), Celso Russomanno (Republicanos-SP) e Silvye Alves (União-GO), evidenciando que, embora aprovado com ampla maioria, o projeto enfrentou oposição em diferentes espectros ideológicos e regiões do país.
Tramitação e próximos passos
Com a aprovação final na Câmara, o projeto será enviado para análise do Executivo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá sancionar o texto integralmente, vetar partes específicas (como os dispositivos sobre contenção de despesas) ou rejeitar a proposta por completo. Caso haja veto, o Congresso ainda pode derrubá-lo em sessão conjunta.
A ampliação do número de deputados passará a valer a partir da legislatura que se inicia em 2027. Até lá, a composição da Câmara segue com os atuais 513 representantes.
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