Taxa de desemprego cai para 6,6% e atinge melhor nível em 12 anos, aponta IBGE
População desocupada no trimestre encerrado em abril somou 7,3 milhões de pessoas
José Cruz/Agência Brasil
A taxa de desemprego no Brasil atingiu 6,6% no trimestre encerrado em abril, o menor patamar para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. Apesar do leve aumento em relação ao trimestre anterior, quando o índice foi de 6,5%, os dados ainda apontam para um cenário de estabilidade no mercado de trabalho. As informações são da Agência Brasil.
O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desocupação ficou abaixo das projeções do mercado financeiro, que estimavam uma variação entre 6,8% e 7,1%, com mediana de 7,0%, segundo apuração do Poder360.
Número de desocupados é de 7,3 milhões
A população desocupada no trimestre encerrado em abril somou 7,3 milhões de pessoas. O número representa um leve aumento frente aos 7,2 milhões registrados entre novembro e janeiro, mas está abaixo dos 8,2 milhões observados no mesmo trimestre de 2024, quando a taxa de desemprego era de 7,5%.
O índice de subutilização da força de trabalho foi de 15,4% no período. Esse indicador considera os trabalhadores desempregados, os que trabalham menos do que poderiam e aqueles disponíveis para trabalhar, mas que não buscaram emprego. A taxa recuou 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e caiu 2,0 pontos percentuais na comparação anual.
A população subutilizada totalizou 18 milhões de pessoas no trimestre encerrado em abril. Esse contingente caiu em relação aos 18,1 milhões registrados até janeiro e está bem abaixo dos 20,1 milhões do mesmo período do ano anterior.
Desalento mostra redução no ano
Dentro do grupo de subutilizados, os desalentados — pessoas que desistiram de procurar trabalho por não acreditarem em uma oportunidade — somaram 3,1 milhões. O número ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas representa queda de 11,3% no ano, o equivalente a 392 mil pessoas a menos.
A população ocupada foi estimada em 103,3 milhões, número estável na comparação trimestral e com crescimento de 2,4% frente ao mesmo período de 2024. O acréscimo foi de 2,4 milhões de trabalhadores no período de um ano.
O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi de 58,2%. O índice se manteve estável em relação ao trimestre anterior e aumentou 0,9 ponto percentual em relação a 2024.
Emprego com carteira cresce e atinge novo recorde
O número de empregados com carteira assinada no setor privado (excluídos os trabalhadores domésticos) chegou a 39,6 milhões, o maior já registrado pela série histórica iniciada em 2012. Em relação ao trimestre anterior, houve aumento de 0,8%, equivalente a mais 319 mil pessoas com emprego formal.
Em 12 meses, esse grupo cresceu 3,8%, mantendo a tendência de recuperação do emprego com vínculo formal no país. Segundo o pesquisador do IBGE William Kratochwill, “o mercado de trabalho está absorvendo [mão de obra] e está seguindo forte e resiliente, mantendo a população ocupada e melhorando a qualidade, com a população com carteira de trabalho assinada sendo a única a crescer”.
Já o número de empregados sem carteira assinada no setor privado ficou em 13,7 milhões. O índice manteve-se estável em relação ao trimestre anterior e também frente ao mesmo período de 2024.
A quantidade de trabalhadores domésticos foi de 5,8 milhões, com estabilidade tanto na comparação trimestral quanto na anual. O dado reforça o movimento de manutenção do setor nos últimos trimestres.
A taxa de informalidade no país atingiu 37,9% da população ocupada, o equivalente a 39,2 milhões de pessoas. No trimestre anterior, a taxa era de 38,3% (39,5 milhões), e há um ano, de 38,7% (39 milhões).
O índice de informalidade inclui trabalhadores sem carteira assinada, por conta própria sem CNPJ, empregados domésticos sem registro e auxiliares familiares.
Renda média cresce em 12 meses
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.426 no trimestre encerrado em abril. O valor permaneceu estável na comparação com o trimestre anterior, mas teve alta de 3,2% em relação ao mesmo período de 2024.
A massa de rendimento real habitual — que representa a soma dos rendimentos de todos os trabalhadores ocupados — chegou a R$ 349,4 bilhões. O montante se manteve estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 5,9% em 12 meses, o equivalente a um acréscimo de R$ 19,5 bilhões.
Os dados fazem parte da PNAD Contínua e são utilizados como referência oficial para análises e decisões de políticas públicas relacionadas ao mercado de trabalho no Brasil.
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