Deputados apoiam endurecer penas contra facções e se dividem sobre PEC da Segurança, aponta pesquisa Quaest
93% dos deputados foram favoráveis ao aumento de 3 a 8 anos para 5 a 10 anos a pena para quem integra, promove ou financia uma organização criminosa
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A maioria dos deputados federais apoia endurecer as penas para integrantes de organizações criminosas, segundo pesquisa Quaest, divulgada nesta sexta-feira (12). De acordo com o levantamento, 93% dos deputados foram favoráveis ao aumento de 3 a 8 anos para 5 a 10 anos a pena para quem integra, promove ou financia uma organização criminosa. Por outro lado, 2% foram contrários à alternativa.
A pesquisa também mostrou que 92% apoiam a criação do tipo penal de organização criminosa qualificada, com a mesma taxa de rejeição de 2%.
O levantamento, que ouviu 167 parlamentares, apontou ainda que 90% defendem pena de 12 a 30 anos para homicídio praticado por ordem de organização criminosa qualificada. Os percentuais mostram alinhamento entre os parlamentares sobre medidas voltadas ao enfrentamento ao crime.
A pesquisa também verificou a percepção dos deputados sobre a PEC da Segurança Pública, proposta apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o levantamento, 49% dos entrevistados se declararam favoráveis, enquanto 39% se disseram contrários e 12% não souberam responder.
Corte de supersalários e taxação das bets entre prioridades da Câmara
Outro levantamento da Quaest, também divulgado nesta sexta, analisou quais ações os deputados consideram necessárias para o governo atingir a meta fiscal. Para 90% dos parlamentares, o Executivo deve cortar supersalários e ampliar a taxação das bets, tema em discussão no Congresso.
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou no início de dezembro o projeto que aumenta a tributação das casas de apostas online. O texto eleva de 12 para 18 a alíquota de tributos sobre a renda das empresas. A proposta segue para a Câmara e, caso seja aprovada, dependerá de sanção do presidente Lula.
Os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL) estimaram que a medida pode elevar a arrecadação em cerca de 5 bilhões de reais no próximo ano. Já o corte de supersalários foi sugerido pelo Ministério da Fazenda em documento enviado ao Congresso. O governo incluiu o tema entre as prioridades para 2025 na agenda de redução de gastos públicos.
Avaliação de Lula melhora entre deputados, aponta Quaest
A pesquisa Quaest, realizada com integrantes da Câmara dos Deputados, também mostrou uma mudança significativa na percepção dos parlamentares sobre o governo do presidente Lula e sobre o cenário eleitoral para 2026. Os dados revelam que a rejeição ao chefe do Executivo já não supera a aprovação, marcando um empate técnico após seis meses.
Avaliação do governo Lula supera fase de maior rejeição
De acordo com o levantamento, a imagem do presidente perante os deputados passou por uma inflexão relevante desde junho.
Números da avaliação do presidente Lula
- Positivo: 38% (antes eram 27%)
- Negativo: 40% (antes eram 46%)
Em junho, a percepção negativa superava com folga a positiva. Agora, a proximidade entre os dois indicadores aponta para um cenário mais moderado e menos hostil ao governo dentro do Congresso.
O estudo, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 167 deputados federais entre os dias 29 de outubro e 11 de dezembro, de um total de 513 parlamentares que compõem a Casa. A margem de erro é de sete pontos percentuais. As informações são do G1.
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