Michelle aponta negligência de Moraes e Gonet após suposta demora em autorização para ida de Bolsonaro ao hospital
Ex-primeira-dama afirmou que, ‘mais uma vez’, haverá ‘sangue nas mãos’ do ministro do STF e do procurador-geral da República
Flickr/Partido Liberal
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao comentar a demora na autorização para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fosse encaminhado ao Hospital DF Star, em Brasília. A autorização para a realização de exames médicos só foi concedida nesta quarta-feira (7), após horas de espera, segundo relatos.
As declarações ocorreram em meio a um episódio envolvendo a saúde do ex-presidente, que sofreu uma queda durante a madrugada de terça-feira (6), bateu a cabeça e precisou de avaliação médica especializada.
Críticas diretas ao STF e à Procuradoria-Geral da República
Ao se manifestar publicamente, Michelle afirmou que, “mais uma vez”, haverá “sangue nas mãos” do ministro Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A ex-primeira-dama associou a situação atual a episódios anteriores envolvendo presos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Segundo Michelle, a demora para autorizar a ida de Bolsonaro ao hospital representaria negligência e exposição desnecessária a riscos.
“Ele está em um quarto, trancado, que só pode ser aberto quando ele tem que tomar medicação. A primeira medicação do dia é às 8h da manhã, e isso nos preocupa”, afirmou a jornalistas.
Referência à morte de preso do 8 de Janeiro
Ao mencionar que “mais uma vez” haveria responsabilidade das autoridades, Michelle fez referência à morte do empresário Cleriston Pereira da Cunha, ocorrida em 2023. O detento morreu após sofrer um mal súbito durante banho de sol no Complexo da Papuda, em Brasília.
Cleriston respondia a uma ação penal por crimes como associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. À época, a defesa havia solicitado liberdade provisória, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), mas o pedido não havia sido analisado antes do falecimento.
Relato da queda e do atendimento inicial
Nas primeiras horas da última terça-feira (6), Michelle Bolsonaro informou, por meio de publicação em redes sociais, que o ex-presidente sofreu uma crise durante a madrugada, caiu e bateu a cabeça em um móvel. Ela relatou que tinha visita marcada para às 9h, mas só conseguiu acessar o local por volta das 10h, quando Bolsonaro já recebia os primeiros atendimentos médicos.
De acordo com a ex-primeira-dama, não há confirmação sobre o horário exato da queda, e Jair Bolsonaro não se recorda de quanto tempo permaneceu desacordado após o impacto.
Avaliação médica e diagnóstico preliminar
A equipe médica decidiu submeter o ex-presidente a exames para avaliar possíveis consequências do trauma. Em entrevista à CNN Brasil, o médico Cláudio Birolini afirmou que Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano leve.
Mesmo diante da recomendação para exames complementares, Michelle afirmou que aguardava, no estacionamento do Hospital DF Star, a liberação judicial para a realização dos procedimentos. Segundo ela, mais de seis horas haviam se passado desde a queda, sem que os exames necessários fossem realizados para descartar eventuais danos neurológicos.
Decisão judicial e posição das autoridades
Na tarde da terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido da defesa para autorizar a ida imediata de Bolsonaro ao hospital. De acordo com o magistrado, não havia indicação médica que justificasse encaminhamento hospitalar urgente, conforme laudo apresentado pela Polícia Federal.
A autorização para a realização dos exames médicos no Hospital DF Star foi concedida apenas na manhã desta quarta-feira (7). Jair Bolsonaro chegou à unidade hospitalar por volta das 11h20.
Procurados por meio do STF e da PGR, Alexandre de Moraes e Paulo Gonet não se manifestaram sobre as declarações de Michelle Bolsonaro. O espaço segue aberto para posicionamento.
Relembre histórico recente de internações de Bolsonaro
O ex-presidente havia deixado o Hospital DF Star poucos dias antes do episódio. Bolsonaro permaneceu internado na unidade desde a véspera do Natal até o início do ano novo, período em que passou por sua oitava cirurgia desde 2018, quando sofreu um atentado a faca durante a campanha eleitoral.
A intervenção cirúrgica teve como objetivo tratar uma hérnia inguinal. Além disso, Bolsonaro passou por três procedimentos no nervo frênico, em um intervalo de quatro dias, para reduzir crises recorrentes de soluços.
Após receber alta médica na última quinta-feira (1º), o ex-presidente foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado em 2022.
No dia seguinte à alta, a defesa alegou que o ambiente de custódia não oferece condições adequadas de repouso e preservação da saúde, citando ruídos contínuos do ar-condicionado na Sala de Estado-Maior. Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal preste esclarecimentos sobre o caso no prazo de cinco dias.
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