Michelle Bolsonaro defende operação no Rio e critica Lula em manifesto do PL Mulher
Texto inclui o petista no ‘trio da destruição’, ao lado do colombiano Gustavo Petro e do venezuelano Nicolás Maduro
Flickr/Partido Liberal
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) divulgou, na última quinta-feira (30), uma nota do PL Mulher, grupo que preside, em defesa da operação policial no Rio de Janeiro considerada a mais letal da história da cidade. O manifesto, intitulado “As mães e a (in)segurança pública”, também faz duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à administração federal.
O texto cita o presidente oito vezes e o inclui no que chama de “trio da destruição”, ao lado do colombiano Gustavo Petro e do venezuelano Nicolás Maduro. Segundo o documento, os três líderes “atuam incansavelmente para favorecer os traficantes”. A nota afirma ainda que “cada um a seu modo, defende e protege, direta ou indiretamente, esses criminosos”.
“Colheram o que plantaram, violência, destruição e morte. Enfrentaram a polícia com bombas, drones e armamento pesado, mas foram derrotados porque o bem sempre prevalecerá, por mais que a imprensa – paga pelo governo com dinheiro do povo – tente vender a narrativa de que os narcotraficantes foram as vítimas”, diz o manifesto.
Texto faz críticas ao governo Lula
O texto também rebate declarações do presidente Lula sobre o tema da segurança pública. Em uma fala recente, o presidente afirmou que “traficantes de drogas também são vítimas dos usuários”, o que gerou repercussão negativa. A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) respondeu dizendo que o governo não tolera o tráfico e destacou ações de enfrentamento a organizações criminosas.
O manifesto do PL Mulher, porém, mantém o tom de confronto político. A nota sustenta que os “narcoterroristas mortos não eram vítimas, mas algozes”, e que os governantes que incentivam o crime são responsáveis pela dor de mães que perderam seus filhos para o tráfico.
“As escolhas dos narcoterroristas transformaram até suas próprias mães em vítimas da tristeza e da desolação. Nenhuma mãe gera um filho para o crime ou sonha com esse destino. Essas mães também sofrem pelas decisões de seus filhos e pelos governantes que, direta ou indiretamente, incentivam o crime em vez de combatê-lo”, afirma o texto.
O PL Mulher encerra o manifesto pedindo orações pelo governo do Rio, pelos policiais, pelos moradores das comunidades dominadas pelo crime e por “todos que defendem os cidadãos de bem”.
Operação Contenção teve 121 mortos no Rio
A Operação Contenção, que teve como alvo o Comando Vermelho, resultou em 121 mortos, segundo as autoridades fluminenses. A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro informou que foi impedida de participar da identificação dos corpos no Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto, na região central da capital. O episódio ampliou o debate sobre a letalidade policial e a responsabilidade do Estado na condução de ações de segurança.
A defesa pública da operação por parte do PL Mulher ocorre em um momento de reorganização política do bolsonarismo, em que Michelle Bolsonaro ganha destaque como figura influente dentro do partido e nome potencial para futuras disputas eleitorais.
Pesquisa mostra Lula à frente de Michelle Bolsonaro em 2026
Recentemente, um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas mostrou que Lula (PT) mantém a liderança nas intenções de voto para a eleição presidencial de 2026, embora enfrente empates técnicos com representantes da direita em simulações de segundo turno.
O estudo ouviu 2.020 eleitores entre 21 e 24 de outubro, em 162 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Em um dos cenários testados, Michelle Bolsonaro (PL) aparece com 28% das intenções de voto, contra 37,3% de Lula, o que confirma seu peso político dentro do campo conservador.
Em disputas diretas de segundo turno, o levantamento mostra empates técnicos entre Lula e Michelle, além de resultados semelhantes com Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Jair Bolsonaro (PL), que segue inelegível.
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