Inelegível, Bolsonaro volta a falar em candidatura à presidência em 2026: ‘qual foi o crime que cometi?’

Em vídeo, ex-presidente também disse que governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disputará reeleição


Redação
Estadão Conteúdo e Redação 21/05/2025 19:40 • Política
Inelegível, Bolsonaro volta a falar em candidatura à presidência em 2026: ‘qual foi o crime que cometi?’ - Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a falar, nesta quarta-feira (21), que pretende disputar a Presidência da República em 2026, mesmo estando inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A declaração foi feita em março, durante visita a um evento em São Paulo, mas foi republicada em sua conta na plataforma X (antigo Twitter).

No vídeo, Bolsonaro também disse que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disputará a reeleição. Na ocasião, o ex-presidente estava acompanhado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e percorreu estandes no Salão Nacional e Internacional das Motopeças, localizado na zona norte da capital paulista.

“Nós dois seremos candidatos ano que vem. O Tarcísio para reeleição e eu para presidente. Se eu não aparecer como candidato é uma negação à democracia. Qual foi o crime que eu cometi? Me reunir com embaixadores? Ah, tenha santa paciência”, afirmou.

Críticas ao TSE e referência à Romênia

Na declaração, Bolsonaro questionou se o Brasil estaria “no ritmo da Venezuela”, ao comentar a decisão judicial que o tornou inelegível. Ele mencionou o caso da Romênia, onde, segundo ele, o candidato de direita foi retirado das eleições.

“O povo não aceita o que a gente chama de ‘lawfare’, interferência política no destino de uma nação”, finalizou.

O Tribunal Constitucional da Romênia anulou o primeiro turno das eleições presidenciais em 6 de dezembro de 2024, após alegar que a Rússia promoveu uma campanha coordenada nas redes sociais para favorecer o candidato Calin Georgescu.

A decisão foi tomada após o presidente Klaus Iohannis liberar dados confidenciais da inteligência do país. Segundo as autoridades, milhares de contas em plataformas como TikTok e Telegram participaram da estratégia para influenciar o resultado.

Inelegibilidade de Bolsonaro foi decidida pelo TSE em 2023

O TSE formou maioria, em junho de 2023, para tornar Bolsonaro inelegível por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. O julgamento se baseou em reunião com embaixadores, na qual o ex-presidente criticou as urnas eletrônicas.

O placar final foi de 5 votos a 2. Os ministros Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes votaram pela condenação, alinhando-se aos demais integrantes da maioria. Com a decisão, Bolsonaro fica impedido de disputar eleições até 2030.

Em entrevista, Bolsonaro afirma que pode ‘morrer na cadeia’

Além da questão eleitoral, Bolsonaro comentou, na última sexta-feira (16), os processos que enfrenta no Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista, na última semana, ao canal AuriVerde Brasil, no YouTube, o ex-presidente criticou a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado em 2023 e disse que não terá meios de recorrer, caso condenado.

“Eu, com 40 anos de cadeia no lombo, não tenho recurso para lugar nenhum, eu vou morrer na cadeia”, disse. Em tom irônico, acrescentou: “Qual crime? Crime impossível, golpe da Disney. Junto com o Pateta, com a Minnie e com o Pato Donald, que eu estava lá em Orlando, programou esse golpe aí”.

Na data dos ataques às sedes dos Três Poderes, Bolsonaro estava em Orlando, nos Estados Unidos. Ainda assim, o STF considerou que a presença física em Brasília não é necessária para responsabilização.

STF aceita denúncia e ex-presidente vira réu

Em 26 de março de 2025, a Primeira Turma do STF aceitou por unanimidade a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e outras sete pessoas. A acusação é de que o grupo formava o núcleo central de um plano golpista.

Os réus são investigados pelos crimes de:

  • Organização criminosa armada;
  • Golpe de Estado;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Deterioração de patrimônio tombado;
  • Dano qualificado contra patrimônio da União.

Se condenado, Bolsonaro pode pegar até 43 anos de prisão. Sobre a possível pena, disse: “Está previsto 40 anos de cadeia. Me prendam. Estou com 70 já, quase morri em uma cirurgia. Vou morrer, não vai demorar”.

Ele reafirmou que é alvo de perseguição institucional e que há tentativa de impedi-lo de concorrer em 2026.

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