Wagner diz que definição da chapa governista ocorrerá em março e prega cautela em ano eleitoral: ‘Muita humildade e muito trabalho’
Em entrevista, senador também demonstrou otimismo após a chegada de novos apoiadores à base governista
Reprodução/Instagram @jaqueswagner
O “puxa e estica” político, termo usado pelo próprio senador Jaques Wagner (PT), deu o tom das declarações do petista durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15). Principal articulador do grupo governista, Wagner admitiu que o cronograma para a definição da chapa majoritária de 2026 sofreu um ajuste: a decisão, que era esperada para janeiro, foi oficialmente adiada para março, seguindo a batuta do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Com a experiência de quem já ocupou o Palácio de Ondina por dois mandatos, Wagner demonstrou pragmatismo ao comentar as disputas internas por espaço na chapa, especialmente diante das recentes pressões de partidos aliados como o MDB e o PSD.
“Eu falei que era janeiro, mas quem comanda o espetáculo é o governador, ele disse que é melhor março. Então eu já recolhi o flap, fica para março”, revelou o senador ao Portal M!.
Humildade e pé no chão para 2026
Apesar do otimismo com a chegada de novas prefeituras à base governista — movimento que fortalece o grupo para o embate eleitoral —, Wagner pregou cautela. Para o senador, a boa avaliação da gestão de Jerônimo Rodrigues é um ativo importante, mas não garante vitória antecipada em um cenário de “efervescência” política.
“Olha, eu acho que a gente está se preparando bem. Eu acho que a posição do Jerônimo está muito boa. Toda a disputa é disputa, ninguém ganha de véspera. Então, acho que tem que ter muita humildade, muito trabalho, muita entrega, conversar com as pessoas”, ponderou Wagner.
O senador destacou que a força do grupo reside na mensagem do projeto político iniciado em seu primeiro governo, em 2007, e que agora busca renovação. Ele acredita que a “forte condição de disputar” vem da entrega de resultados e da capacidade de diálogo com as bases municipais.
O ‘puxa e estica’ da política na Colina Sagrada
Cercado por aliados e em meio ao som das fanfarras que subiam a Avenida Contorno, Jaques Wagner minimizou as vaias e aplausos que costumam dividir os políticos durante o cortejo. Para ele, as manifestações fazem parte do jogo democrático, especialmente em um ano em que as articulações para o futuro da Bahia ganham corpo.
“Agora, ano eleitoral, o puxa e estica vai rolar de qualquer jeito, um bate palma, outro vaia, mas o que é bonito é ver essa reverência ao Senhor do Bonfim”, afirmou, buscando separar o clima de disputa política do fervor religioso que une os baianos na data.
O adiamento para março dá ao governador Jerônimo Rodrigues um fôlego adicional de dois meses para mediar os conflitos entre o MDB, que tenta manter Geraldo Jr. na vice, e o PSD, que busca acomodar os interesses do senador Angelo Coronel. Até lá, como definiu Wagner, o cenário continuará sendo de muita conversa e ajustes.
Termômetro político
O senador também relativizou a ideia de que a festa funcione como um termômetro eleitoral decisivo, ao afirmar que que o sentimento predominante do povo é de fé, solidariedade e harmonia. Durante o cortejo, o senador avaliou que o ambiente político aparece mais entre militâncias organizadas.
“Isso acaba sendo um termômetro de quem organiza melhor sua torcida organizada. Tem muito turista, muita gente de fora. A cabeça do povo hoje não é política, é paz e solidariedade”, afirmou.
Confira a entrevista de Jaques Wagner na íntegra:
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