Oposição anuncia Eduardo Bolsonaro como líder da minoria na Câmara para evitar perda de mandato
De acordo com parlamentares do Partido Liberal, como líder, Eduardo não teria obrigação de comparecer à Câmara dos Deputados para as sessões
Reprodução/X @DepSostenes
A deputada federal, Caroline de Toni (PL-SC), anunciou, nesta terça-feira (16), sua renúncia à liderança da minoria para transferir a função ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A movimentação é uma tentativa de livrar o parlamentar de um processo de cassação do mandato. De acordo com parlamentares do Partido Liberal, como líder, Eduardo não teria obrigação de comparecer à Câmara dos Deputados para as sessões.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que reside nos Estados Unidos desde março deste ano, busca alternativas para não perder o mandato, já que sua licença terminou no dia 20 de julho e suas ausências estão sendo contabilizadas. A direção do partido afirma que a indicação decorre de um acordo com a presidência da Câmara, informação negada pelo próprio presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos).
“Gostaria de comunicar a todos a minha renúncia à liderança da Minoria da Câmara dos Deputados, para transferir essa responsabilidade ao deputado Eduardo Bolsonaro”, afirmou Caroline de Toni.
“Tomamos essa decisão convictos de que o Brasil precisa de União e de coragem, especialmente diante das perseguições políticas que tanto o Eduardo como seu pai, Jair Messias Bolsonaro, estão sofrendo”, acrescentou.
PL articula estratégia para manter Eduardo Bolsonaro
Bolsonaristas articulam uma estratégia para manter Eduardo no mandato e permitir que ele trabalhe dos Estados Unidos. Segundo informações do G1, Parlamentares do PL levaram ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a proposta de emplacar Eduardo como líder da minoria, o que possibilitaria seu voto remoto já nesta quarta-feira (17), caso o projeto de anistia seja colocado em votação.
O argumento utilizado pelos deputados se baseia em um precedente de 2015. Na gestão do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (MDB), a Mesa Diretora abriu exceções para o registro de presença em plenário. Conforme a ata da reunião que alterou a regra, “em razão da natureza de suas atribuições” ficaram isentos de justificar faltas os integrantes da própria Mesa e líderes partidários.
Renúncia e transferência da liderança
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), citou um ato da Mesa Diretora da gestão de Eduardo Cunha para justificar a transferência da liderança a Eduardo Bolsonaro. De acordo com Cavalcante, Caroline de Toni ocupará o cargo de primeira vice-líder da minoria, representando o deputado em ausências no plenário.
Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro agradeceu a indicação e reforçou a defesa pela aprovação do projeto de anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro. A base bolsonarista busca incluir no texto também o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe para permanecer no poder.
“Obrigado pelo gesto, Dep. Carol De Toni. Apenas a anistia ampla geral e irrestrita será capaz de pacificar o Brasil e permitir o meu retorno e bom desempenho das funções parlamentares. Qualquer coisa diferente disso fará o Brasil parar no tempo, prolongando o atual cenário”, escreveu.
O deputado Sóstenes Cavalcante explicou que a decisão se ampara em ato publicado em março de 2015, durante a gestão de Eduardo Cunha, que permite que líderes partidários e membros da Mesa Diretora tenham suas ausências em sessões deliberativas justificadas. Segundo ele, isso se aplica devido à “natureza das atribuições” desses cargos.
Cavalcante afirmou que a indicação foi discutida com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). A assessoria de Motta, entretanto, nega que tenha havido qualquer acordo. A nomeação de Eduardo Bolsonaro depende ainda da confirmação formal pelo presidente da Casa.
“Devo neste momento em que a Carol abre mão como um gesto de sua grandeza a ser registrado no nosso partido pela eternidade”, disse Cavalcante. “A nomeação está sendo feita neste exato momento”. Ele reiterou que Carol de Toni será a primeira vice-líder da minoria.
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