Moraes rejeita novo recurso e mantém pena de 14 anos para mulher que escreveu ‘Perdeu, mané’ em estátua
Decisão do STF confirma condenação de cabeleireira por atos golpistas em 2023, frustrando tentativa de redução da pena
Reprodução/TV Globo
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou mais um recurso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como ‘Débora do batom’, mantendo a condenação de 14 anos de prisão por pichar com batom a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, em frente ao edifício do STF, durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão reafirma a responsabilização da ré por crimes relacionados ao plano de golpe e associação criminosa armada.
A defesa de Débora alegou que a condenada acreditava estar apenas realizando um ato simbólico e que desconhecia a gravidade do crime cometido. No recurso apresentado, os advogados argumentaram que a manifestação estava amparada pelo direito constitucional à liberdade de expressão e que a ação não tinha o intuito de praticar delitos graves, como tentativa de golpe de Estado.
O pedido incluía também a possibilidade de absolvição parcial ou a redução da pena, seguindo precedentes de ministros como Luiz Fux e Cristiano Zanin, que haviam sugerido sanções menores.
“Ressalta-se ainda que a acusada pensou que estava apenas exercendo o seu direito à livre manifestação, que é direito constitucional”, diz um trecho do recurso.
Defesa questiona divergência sobre condenação
O recurso apresentado ao STF, conhecido como “embargo infringente”, tem base em um artigo do Regimento Interno da Corte que permite reavaliação de condenações não unânimes. A defesa de Débora buscava revisar a pena, alegando que a divergência do ministro Cristiano Zanin sobre a duração da condenação poderia fundamentar a redução da sanção.
No entanto, Moraes esclareceu que esse tipo de recurso só é aplicável quando há pelo menos dois votos a favor da absolvição, o que não ocorreu no caso. O voto divergente de Zanin se referia apenas à extensão da pena, e não à condenação em si.
“Ainda, importante destacar que os manifestantes que se excederam não tinham nenhum apoio dos militares ou de qualquer parlamentar, ou seja, era impossível a consumação do suposto delito”, sustenta a defesa
Relembre o episódio
A frase “Perdeu, mané” utilizada por Débora faz referência à resposta que o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, deu a um bolsonarista em Nova York após questionamentos sobre a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. O episódio ocorreu em meio à série de atos golpistas promovidos em Brasília, que resultaram em investigações e prisões de manifestantes envolvidos em tentativas de violar a ordem democrática.
O julgamento da cabeleireira marcou também a primeira deserção dentro da Primeira Turma do STF em relação às ações ligadas ao plano de golpe e aos eventos de 8 de janeiro, quando um ministro discordou publicamente do relator das ações. O voto de Luiz Fux, que sugeriu pena menor, foi interpretado por aliados do ex-presidente como um possível indicativo de divergência futura no julgamento de Bolsonaro, previsto entre os dias 2 e 12 de setembro.
Moraes diz que STF preserva a democracia
Em entrevista ao jornal The Washington Post, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a Corte está “preservando a democracia brasileira” e que não há qualquer possibilidade de recuar em suas decisões. O magistrado foi alvo de sanções da Casa Branca, previstas na Lei Magnitsky, que prevê penalidades por supostas violações de direitos humanos ou casos de corrupção.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o ministro de conduzir uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mesmo com a ação penal seguindo os trâmites legais da Justiça brasileira.
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