Lula afirma que prefeitos pedirão sua permanência após terceiro mandato
Presidente promete relação ‘civilizada’ com prefeituras e reforça previsão de crescimento econômico
Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira (11), que, ao fim de seu terceiro mandato, prefeitos e prefeitas do Brasil pedirão para que ele permaneça no cargo. A declaração foi dada durante a abertura do Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília.
“Quando terminar o meu mandato, vocês vão dizer: ‘Lulinha, fica’, porque nós precisamos de um presidente que goste de nós”, disse o petista.
A fala gerou aplausos do público presente, que incluía políticos como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e ministros como Alexandre Padilha, das Relações Institucionais. O deputado Hugo Motta (Republicanos), novo presidente da Câmara dos Deputados, também participou do evento.
Lula ressaltou que pretende concluir o mandato sem a necessidade de concorrer novamente à Presidência em 2026. “Espero não ter que concorrer outra vez”, destacou, reforçando a esperança em consolidar parcerias com gestores municipais.
Parceria entre governo e prefeituras
Durante o discurso, Lula enfatizou a importância da colaboração entre o governo federal e os municípios, independentemente de alinhamentos ideológicos. O presidente garantiu que não haverá discriminação contra prefeitos que não sejam aliados do PT.
“Não haverá, em hipótese alguma, de um banco como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o BNB ou o BNDES, deixar de atender interesses de um governador ou cidade por questão ideológica”, declarou.
Lula também fez referência à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, alegando que muitos prefeitos e governadores de oposição não foram recebidos durante o período anterior. Segundo ele, “voltei a governar este país com a responsabilidade de provar que ele pode ser altamente desenvolvido”.
Ainda em tom descontraído, Lula citou o prefeito Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, afirmando que “além de pegar dinheiro todo dia, ele quer que eu devolva ao Rio a capital do país”.
Projeção de crescimento e circulação de dinheiro
Outro ponto abordado foi a previsão de crescimento econômico. Lula afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 3,7% este ano, contrariando previsões iniciais do Fundo Monetário Internacional (FMI), que estimava um crescimento de apenas 1,5%.
“Quando tomei posse, o FMI dizia que o Brasil ia crescer 0,8%. Crescemos 3,2%. Agora, vamos crescer 3,7% e, quem sabe, até mais”, destacou.
O presidente também prometeu medidas para aumentar a circulação de dinheiro entre a população, especialmente entre os pequenos comerciantes e trabalhadores.
“Vai ter dinheiro circulando na mão do povo. Vai ter dinheiro circulando na mão do pequeno”, garantiu.
Valorização dos professores
Durante o evento, o presidente criticou os baixos salários pagos a algumas categorias profissionais, com destaque para os professores. Segundo Lula, há quem considere o piso salarial atual, de R$ 4.800, elevado para a categoria.
“Tem muita gente que acha que R$ 4.800 é muito para professor. Eu agora resolvi mudar meu discurso com o empresário: eles têm que olhar o trabalhador como consumidor, não apenas como trabalhador”, afirmou.
O evento contou com a presença de representantes da Confederação Nacional dos Municípios, que defenderam a aprovação de medidas como o redesenho do pacto federativo e a criação de programas sociais para municípios pequenos.
Lula encerrou seu discurso reiterando que espera o apoio dos prefeitos ao final de seu mandato em 2026.
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