Lídice da Mata critica Prefeitura após queda de Salvador em ranking de educação
Capital perde posições no levantamento de competitividade dos municípios e deputada aponta déficit de creches e falhas na política educacional
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A deputada federal Lídice da Mata (PSB) criticou, nesta última terça-feira (27), a Prefeitura de Salvador após a capital baiana registrar uma queda brusca no Ranking de Competitividade dos Municípios 2025. O levantamento avalia o desempenho das cidades brasileiras em diferentes áreas, incluindo a qualidade da educação. Para a parlamentar, o recuo no indicador expõe fragilidades na política educacional do município, sobretudo no que se refere à educação infantil e ao déficit de creches.
Salvador perde 31 posições no indicador Qualidade da Educação
De acordo com dados divulgados pelo Centro de Liderança Pública (CLP-Brasil), responsável pelo estudo, Salvador perdeu 31 posições em apenas um ano no indicador Qualidade da Educação. Em 2024, a capital ocupava a 312ª colocação, enquanto em 2025 passou para a 343ª posição no ranking nacional, movimento que a colocou entre os municípios com pior desempenho relativo no quesito.
A mudança negativa no levantamento reacendeu o debate sobre as políticas educacionais adotadas pela gestão municipal e reforçou críticas sobre o ritmo de investimentos, planejamento e articulação institucional na área.
Queda no ranking evidencia fragilidades no setor educacional
O Ranking de Competitividade dos Municípios analisa uma série de indicadores relacionados ao desenvolvimento das cidades, incluindo acesso, permanência e qualidade do ensino. A queda expressiva de Salvador no recorte da educação indica, segundo Lídice perda de desempenho em métricas que envolvem estrutura da rede, cobertura educacional e resultados de aprendizagem.
Para a presidente estadual do PSB, o resultado não surge de forma isolada. Em sua avaliação, a educação infantil não tem sido tratada como prioridade pela gestão municipal, o que se reflete diretamente nos números apresentados pelo ranking.
Lídice associa o desempenho negativo ao déficit de vagas em creches e pré-escolas, etapa considerada estratégica para o desenvolvimento educacional e social das crianças. A deputada também relaciona a queda no levantamento a dificuldades na condução da política educacional da capital, apontando problemas estruturais e administrativos que impactariam o cotidiano das unidades de ensino.
Déficit de creches e relação com profissionais da educação
Entre os principais pontos levantados por Lídice está o déficit histórico de creches em Salvador, fator que limita o acesso de crianças à educação infantil e compromete indicadores utilizados em rankings nacionais. A ausência de vagas suficientes na rede pública, segundo a deputada, afeta especialmente famílias de baixa renda e interfere na capacidade do município de melhorar seus índices educacionais.
Além da questão da infraestrutura, a dirigente partidária avalia que a relação da gestão municipal com os profissionais da educação, em especial professores e servidores da rede, tem sido marcada por dificuldades. Na análise da parlamentar, esse cenário contribui para um ambiente institucional menos favorável à implementação de políticas educacionais consistentes e de longo prazo.
A combinação entre carência de equipamentos públicos, desafios na gestão de pessoal e ausência de políticas integradas, segundo Lídice, ajuda a explicar por que Salvador apresentou uma das quedas mais significativas do país no indicador de qualidade da educação.
Contraste com políticas educacionais no interior da Bahia
Ao comentar os dados do ranking, Lídice da Mata estabeleceu um contraste entre a situação da capital e as iniciativas em curso no restante do Estado. A deputada destacou a existência de um pacto pela educação e pela alfabetização na Bahia, que reúne prefeitos, Ministério Público e Governo do Estado em torno de metas comuns.
Segundo ela, esse esforço articulado tem buscado fortalecer políticas de alfabetização, ampliar a permanência dos estudantes na escola e elevar os indicadores educacionais nos municípios baianos. Como exemplo desse movimento, a parlamentar citou a expansão da rede estadual de ensino, com a inauguração de mais de 100 novas escolas de tempo integral, política voltada para a melhoria da qualidade educacional e ampliação da jornada dos estudantes.
Na avaliação da deputada, essas iniciativas demonstram que há, no estado, um direcionamento institucional para tratar a educação como eixo estratégico de desenvolvimento, o que tornaria ainda mais evidente a necessidade de Salvador se alinhar a esse processo.
Capital deveria exercer papel de liderança, avalia deputada
Para Lídice da Mata, Salvador, por ser a capital da Bahia, deveria exercer protagonismo na agenda educacional, funcionando como referência para os demais municípios. Na leitura da parlamentar, o desempenho no ranking nacional vai na direção oposta desse papel e expõe uma desconexão entre a capital e os esforços adotados em outras partes do Estado.
A deputada sustenta que investir em educação significa investir diretamente no futuro da cidade, tanto do ponto de vista social quanto econômico. Para ela, a ausência de avanços consistentes compromete a formação das novas gerações, aprofunda desigualdades e limita as possibilidades de desenvolvimento sustentável.
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