Jerônimo evita rebater Coronel, prega unidade do grupo em 2026, mas diz que chapa precisa sair fortalecida
Declarações ocorreram durante inauguração da sede da Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, em Salvador
Equipe M!
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), tornou a comentar, na manhã desta terça-feira (21), sobre as tensões dentro de sua base política em relação à formação da chapa majoritária para as eleições de 2026. O foco principal foi a declaração do senador Angelo Coronel (PSD), que reafirmou sua intenção de disputar a reeleição, apesar do desejo do PT de montar uma chapa “puro-sangue”. As declarações ocorreram durante a inauguração da sede da Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), no Engenho Velho de Brotas, em Salvador.
Jerônimo prefere não rebater senador
Coronel, que ocupou o espaço da então senadora Lídice da Mata (PSB) na eleição de 2018 após negociações internas, deixou claro que pretende buscar à reeleição no Senado. Por outro lado, o PT quer manter Jerônimo como candidato ao governo e colocar Jaques Wagner e Rui Costa como os dois nomes ao Senado. Diante da polêmica, Jerônimo optou por não rebater diretamente Coronel, mas enfatizou a importância de manter a coesão no grupo.
“O Coronel é um senador nosso, eu coordenei a campanha para elegê-lo. Todos os partidos da base fizeram campanha para ele. É um líder que tem uma trajetória importante dentro do nosso grupo, e eu não vou me adiantar em nada. O que posso garantir é que vamos encontrar uma saída que valorize a todos, pois nosso objetivo maior é fortalecer o projeto coletivo, tanto na Bahia quanto em âmbito nacional”, afirmou o governador ao Portal M!.
“Vou construir a unidade do grupo. O grupo tem que sair mais forte, tem que ter um ambiente que ajude o projeto nacional do presidente Lula. Isso passa por ouvir todos os envolvidos, garantir que cada partido da base tenha seu espaço respeitado e buscar soluções que fortaleçam nosso compromisso coletivo. Minha estratégia é abrir diálogo com líderes como Otto Alencar e outros aliados, promovendo reuniões frequentes para tratar de cada ponto com transparência e respeito. Acreditamos que a unidade vai prevalecer”, completou o governador.
Jerônimo reiterou que sua prioridade é fortalecer as bancadas estaduais e federais e que acredita em uma solução “honrosa” para todas as partes. “Desde 2006, quando ganhamos com Wagner, temos fortalecido os parceiros do partido. Minha palavra é de unidade. Vocês sabem que todas as vezes que fizemos movimentos, a gente não empurra ninguém da carroceria, na linguagem bem tradicional. Como o outro grupo faz, abandona, a gente não fez isso”, completou.
Aposta no diálogo
Em relação à eleição para a mesa-diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), marcada para o próximo dia 3 de fevereiro, Jerônimo pediu união e evitou apoiar divisões que possam fragilizar o legislativo estadual. “A divisão interna acaba fragilizando, mas é parte do processo. Se houver bate-chapa, é do lugar, mas meu pedido é que isso não aconteça de forma a enfraquecer o papel do Poder Legislativo”, afirmou o governador, que destacou sua relação harmoniosa com os deputados.
Jerônimo também defendeu que o PT indique o primeiro vice-presidente da mesa-diretora com base no critério de proporcionalidade. Questionado sobre a possível candidatura de Rosemberg Pinto, atual líder do governo na AL-BA, ao cargo, ele disse que a decisão cabe ao partido, mas considerou o nome como “forte”.
“Se o partido e a Assembleia escolherem Rosemberg, ele é um bom nome. Mas, caso isso ocorra, terei que indicar um novo líder”, acrescentou.
Mudanças no secretariado
Sobre alterações no secretariado estadual, Jerônimo afirmou estar aguardando os desdobramentos das decisões nacionais para finalizar o quebra-cabeça local. “Ontem tivemos a reunião do conselho do Ministério, e isso me ajudou bastante. Estou arrumando o quebra-cabeça para escolher com tranquilidade e acerto”, explicou.
Embora não tenha confirmado nomes ou datas, o governador sinalizou que as mudanças serão feitas de forma planejada, respeitando o alinhamento com o governo federal e os partidos aliados.
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