Carlos Sodré critica ‘insuficiência parlamentar’ da Bahia e prega fim da polarização ‘odienta e burra’
Pré-candidato ao Senado defende retomada do protagonismo histórico baiano e mandato técnico voltado ao interior
Divulgação
O advogado e procurador federal Carlos Sodré lançou sua pré-candidatura ao Senado Federal com um diagnóstico severo sobre o atual estágio da política brasileira: a Bahia padece de uma representação “muito insuficiente” no plano parlamentar e o país está sendo corroído por uma divisão irracional. Em entrevista ao editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, Sodré defendeu que o Senado deve deixar de ser um palco de “puxa e estica” familiar e partidário para retomar o nível de excelência que marcou a história política do Estado.
Para o pré-candidato, que ainda não definiu a legenda pela qual disputará a eleição de outubro, o Brasil vive uma polarização “odienta, absurda, estúpida e burra”, que beneficia apenas quem lucra com a divisão social. Na avaliação dele, esse embate irracional tem degradado valores éticos e morais, colocando interesses coletivos em segundo plano diante de conveniências momentâneas.
“A política não é lugar de briga. Na política, quem briga são as ideias, não são as pessoas. Essa polarização me rende angústia porque vejo a perda de perspectiva do progresso. A população está mais do que descrente; ela está, por vezes, enojada com o que vê”, disparou Sodré ao Portal M!.
Representação baiana
Sodré relembrou a era de ouro da representação baiana em Brasília para traçar um paralelo com o cenário atual. Ele citou nomes como Rui Barbosa, Otávio Mangabeira, Josafá Marinho e Luiz Viana Filho como exemplos de figuras que frequentaram o Senado com um nível intelectual e jurídico que impunha respeito nacional — uma estatura que, segundo o advogado, foi perdida nas últimas décadas.
“Precisamos reconquistar esse espaço. O Senado é a Câmara Revisora, a Câmara Alta. Ele tem que agir toda vez que os interesses nacionais e as formulações constitucionais forem feridos, e não para atender caprichos de dominação”, argumentou ao Portal M!.
O pré-candidato criticou quem busca o mandato buscando “proteção e abrigo” contra processos judiciais ou como um “pé de cabra” para assaltar os cofres públicos.
Representatividade e a ‘voz do interior’
Além da crítica à polarização nacional, Sodré enfatizou que a insuficiência parlamentar da Bahia se reflete no abandono de regiões estratégicas, como o Grande Sul, que compreende 96 municípios e nunca elegeu um senador em 136 anos de República. Ele apontou que a omissão política é a causa direta de problemas crônicos de infraestrutura e do sucateamento de órgãos vitais.
- Omissão Institucional: Citou a decadência da CEPLAC e a falta de duplicação de rodovias vitais como a BR-101 e a BR-116.
- Fiscalização: Criticou o silêncio do governo estadual e a irresponsabilidade do federal em episódios como a interdição da ponte sobre o Rio Jequitinhonha, sem alternativas para o povo.
- Gafanhotos Eleitorais: Atacou políticos que só visitam as bases em véspera de eleição: “São saúvas eleitorais querendo buscar votos onde nunca comparecem para trabalhar”.
‘O novo com bagagem’
Aos quase 50 anos de vida pública e com o aval do ex-governador João Durval Carneiro, Sodré se define como “o novo com bagagem antiga”. Ele aposta em uma “navegação independente” para furar a bolha dos feudos políticos que, segundo ele, trabalham para destruir novas possibilidades de liderança.
“Minha vida é limpa e minha formação é de outro mundo. Entro para servir, pois a política, para mim, é a arte de servir”, concluiu o pré-candidato ao Portal M!, que promete levar ao Senado um mandato técnico, legalista e focado no desenvolvimento econômico das “aldeias e quintais” da Bahia que hoje se sentem órfãos de representação.
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