ACM Neto cobra liderança de Jerônimo e critica segurança pública na Bahia
De acordo com o ex-prefeito, o atual cenário da violência na Bahia exige uma postura mais ativa por parte do chefe do Executivo estadual
Divulgação/Assessoria ACM Neto
Durante visita ao município de Várzea do Poço, neste domingo (3), o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, voltou a criticar a atuação do governo estadual na área de segurança pública. Em discurso ao lado do prefeito Dr. Everson e dos deputados Elmar e Júnior Nascimento, Neto afirmou que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) precisa assumir o protagonismo no combate à criminalidade no estado e garantir estrutura adequada às forças policiais.
Neto exige protagonismo do governo na segurança
De acordo com o ex-prefeito, o atual cenário da violência na Bahia exige uma postura mais ativa por parte do chefe do Executivo estadual. Para ele, é fundamental que o governador se envolva diretamente com as ações de segurança, organize as polícias e forneça melhores condições de trabalho aos profissionais da área.
“A Bahia precisa de um governador que exerça liderança sobre esse tema da segurança pública, que se envolva, porque o governador é parte determinante, decisiva da solução”, disse. “Um governador que invista para organizar e dar condições de trabalho às polícias, amplie o número de policiais, tenha, portanto, a capacidade de motivar a polícia e mostre que o bandido tem que ser tratado como bandido e que a polícia tem que estar bem armada.”
Críticas a problemas estruturais
ACM Neto também apontou deficiências estruturais no sistema de segurança pública do estado. Segundo ele, há viaturas paradas por falta de manutenção, delegacias fechadas em cidades do interior e unidades prisionais com irregularidades que comprometem o combate ao crime.
Um dos exemplos citados pelo ex-prefeito foi a descoberta de uma cela de luxo na Penitenciária Lemos de Brito, em Salvador. O espaço, segundo denúncias, estava equipado com uísque importado, ar-condicionado, TV a cabo e banheiro privativo. Para Neto, esse tipo de situação expõe a fragilidade do sistema carcerário baiano.
“Ou o Estado vai jogar duro, e o governador é parte integrante disso, para botar bandido na cadeia e fazer com que as cadeias sejam eficientes, ou então nós vamos continuar vivendo esse estado de coisas. Eu acredito que é possível mudar, existem exemplos no Brasil bem-sucedidos. Mas é preciso ter decisão e disposição por parte do governador”, acrescentou.
Wagner responde críticas e defende obra do metrô
As declarações de ACM Neto ocorrem em meio a outra polêmica envolvendo o nome do ex-prefeito. Na última sexta-feira (1º), o senador Jaques Wagner (PT) rebateu uma fala de Neto sobre a autoria das obras do Metrô de Salvador. O ex-prefeito havia afirmado que foi responsável por destravar as negociações com o governo estadual para viabilizar o projeto.
Wagner, no entanto, afirmou que a implementação da linha metroviária foi uma conquista do seu governo.
“Quem fez foi nós, cara pálida. Quando eu quis fazer metrô, vocês [da oposição] ficaram me enchendo a paciência pra fazer BRT”, disparou o senador em entrevista à Rádio Metrópole.
No sábado (2), Wagner voltou ao tema em uma publicação nas redes sociais, reforçando o papel do governo estadual na consolidação do sistema.
“O povo de Salvador reconhece o que o governo do Estado fez e faz pela cidade e um desses feitos é o Metrô. Me orgulho muito de ter botado ele pra andar mesmo quando o lado de lá insistia para que eu construísse um BRT.”
Histórico da obra
O projeto do metrô de Salvador teve início em 1999, com previsão de funcionamento para 2003. Após sucessivos atrasos e dificuldades de execução, as obras foram repassadas da Prefeitura para o Governo do Estado em 2013, durante as gestões de Neto e Wagner, por meio de um acordo institucional.
A primeira etapa do sistema foi inaugurada em 2014, já no fim do segundo mandato de Wagner como governador. Desde então, o modal se expandiu e atualmente chega ao aeroporto da capital baiana.
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