Pesquisadora desenvolve programa inédito que visa equidade de gênero para homens e mulheres nas organizações
Pesquisadora desenvolveu o 1º Programa de Equidade de Gênero para Homens e Mulheres com metodologia exclusiva
A pesquisadora, palestrante e jornalista, Maiara Liberato, desenvolveu, após 25 anos trabalhando na área de pesquisa e desenvolvimento humano, um programa que visa a equidade de gênero para homens e mulheres nas organizações.
O 1º Programa de Equidade de Gênero para Homens e Mulheres, terá 12 encontros, durante três meses, e tem como objetivo trazer luz nas questões que oprimem também os homens, para entender o que impede as questões de equidade no Brasil e no mundo.
Maiara, que estudou os homens e o comportamento masculino, avançando para questão de gênero e masculinidades, e fez uma inter-relação com o gênero feminino, afirma que a equidade em si ainda é um desafio mundial.
“A gente tem aí esse desafio da equidade de gênero, que é uma pauta da ONU desde 2000, ou seja, 24 anos, e a gente avançou muito em termos de discussões, de trazer o tema pra evidência, de discutir, de ter pautas e programas, mas a gente avançou muito pouco em termos de resultados’, explica.

Um exemplo prático dessa falha social seria a análise da quantidade de mulheres na alta liderança política, na alta liderança econômica, das organizações e na alta liderança religiosa. Na alta liderança dos grandes conglomerados de comunicação e entretenimento do mundo e também do mercado editorial, que são as principais distâncias sociais de poder e que terminam atuando de forma a reforçar os estereótipos de gênero e a manter o status quo.
De acordo com a pesquisadora, o foco do seu estudo é o masculino, estudar os homens. Para ela, sem estudar os homens não haverá redução nos casos de assédio e violência contra a mulher, já que a equidade de gênero é para mulheres, mas para homens também.
“Os homens também precisam ganhar com a equidade, porque os homens também são vítimas de diversas assimetrias, mas quando a gente fala hoje, na verdade, de poder, os homens têm muito mais poder e acesso que as mulheres, mas também tem coisas que faltam”, afirma.
É importante reforçar o tema equidade de gênero porque, se analisarmos a história, a primeira segregação foi a de gênero. Antes da segregação racial, as mulheres já eram escravizadas e diminuídas perante a sociedade patriarcal.
Mesmo somando 51,5% da população brasileira e 51,7% da população baiana, conforme o censo de 2022 (IBGE), a representatividade feminina e o seu potencial de impacto e transformação social e econômico ainda são subestimados e desvalorizados.
“Quando a Europa nos colonizou, a segregação que havia lá era uma segregação de gênero. A segregação de raça, como a gente conhece hoje, ela aconteceu com a colonização das Américas e da África. Já existia escravidão? Já. Mas não existia segregação racial como existe hoje por conta de cor de pele e de uma… como se fosse uma supervalorização daquele que tem cor branca”, ressalta Maiara.
De acordo com a McKinsey (2021), se houvesse mais equidade de gênero haveria US850 bilhões a mais em circulação, ou seja, um incremento de quase 40% do PIB baiano.
“A partir do critério de diversidade, eu falo que tudo tem que começar com a equidade, que a principal, digamos assim, divisão histórica é de homens e mulheres, porque mesmo dentro do grupo de negros, dentro do grupo de índios, ainda há a diferença entre homens e mulheres”, completa.
Segundo o estudo, Maiara afirma que se os homens não forem envolvidos no quesito equidade, para corrigir aquilo que também é opressor para eles a pauta não avançará, porque são eles que estão no poder.
“Na hora que eu trabalho, o masculino que nos estruturou como pessoas, como instituições e como sociedade, esse masculino é um masculino patriarcal e que nos ensina, ser homem é isso, ser mulher é aquilo. Família é assim, religião é assado. Então, o que precisa ser revisto não é mulheres contra homens, mas é o modelo patriarcal que estruturou homens e mulheres, instituições de sociedade.”
“Reconheço que existem opressões, que os homens são os principais mantenedores dessa opressão, mas reconheço que todos nós, quando nascemos, esse modelo já estava dado, consolidado, constituído há vários séculos, e que todos nós também somos produtos do meio, inclusive os homens”, completa.
A metodologia desenvolvida por Maiara, e que será aplicada no programa, vem sendo utilizada por ela de forma individual, a partir de mentorias, e a mentora afirma estar vendo resultados consistentes.
“Eu estou feliz com os resultados, porque é como se eu estruturasse como é o processo mesmo de desenvolvimento, de aprendizagem do indivíduo e de formação da identidade dos indivíduos, das instituições, da sociedade. E eu trabalho nesses pilares, não dando as respostas, mas levando as pessoas a verem a estrutura que elas são submetidas. E aí não tem como, quando você vai, você não volta atrás. Não tem como você não saber mais. Não tem como você não mudar”, afirma a idealizadora da metodologia.
Conforme Maiara, a primeira segregação estruturada foi a de gênero e para que tenhamos equidade é necessário trabalhar o ponto inicial.
“O homem nega as características femininas em si, e por isso existe tanta homofobia. Porque o homem não aceita nem as mulheres, tipo assim, ele refuta aquilo que é considerado mulher. O primeiro ponto que você aprende do ser homem é não ser mulher, muito menos mulherzinha”, explica.
A sociedade foi construída em cima de valores patriarcais que reforçam o poder masculino e a fragilidade feminina, transformando isso em uma guerra entre homens e mulheres, onde as mulheres vem perdendo a muito tempo. Trabalhar o que faz os homens se sentirem superiores e analisar os ensinamentos que os fizeram acreditar que o feminino é rejeitável é uma visão única para atingir a equidade entre homens e mulheres.
Todos esses temas serão abordados de forma profunda no Programa de Equidade Para Homens e Mulheres desenvolvido por Maiara. De acordo com ela, será um programa prático-teórico, com uma metodologia que é própria, exclusiva e que não tem similar no mercado.
“A equidade de gênero dá lucro, traz muita lucratividade, só que o número de assédios vem aumentando nas empresas com a entrada das mulheres. Porque a cultura não vem sendo trabalhada da forma adequada, porque essa percepção de que precisa trabalhar não só o homem, mas a cultura masculina que estruturou homens e mulheres, isso não vem sendo visto”, finaliza a idealizadora do programa.
Serviço
1º Programa de Equidade de Gênero para Homens e Mulheres
Duração: 12 semanas
Encontros via Zoom
Início: 06/08 – 19h às 21h30
Valor: R$ 4.800
Inscrições: @maiaraliberatooficial
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