Suprema Corte determina que Delcy Rodríguez assuma presidência interina da Venezuela após captura de Maduro
Tribunal aponta necessidade de garantir continuidade do Estado diante da ausência forçada do presidente
Reprodução/Instagram @delcyrodriguezv
A Suprema Corte da Venezuela determinou, no último sábado (3), que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma de forma interina a Presidência da República, após a prisão de Nicolás Maduro durante uma operação militar realizada pelos Estados Unidos, em Caracas. A decisão ocorre em meio a uma crise institucional desencadeada pelo ataque norte-americano e pela retirada forçada do chefe do Executivo venezuelano do território nacional.
A medida foi anunciada horas depois da confirmação oficial de que Maduro e sua esposa foram capturados e levados para Nova York em um navio de guerra dos Estados Unidos, após meses de especulações e operações marítimas próximas à costa da Venezuela. O episódio levou o Judiciário venezuelano a agir para garantir a continuidade administrativa do país.
O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela afirmou que Delcy Rodríguez deverá assumir interinamente “o cargo de Presidente da República Bolivariana da Venezuela, a fim de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.
Ausência de Maduro é considera forçada pela Suprema Corte
Segundo o tribunal, a ausência de Maduro é considerada forçada, em razão de sua captura por forças estrangeiras. A decisão judicial também informou que os magistrados irão debater, nos próximos dias, o enquadramento jurídico da situação.
O objetivo é “determinar o quadro jurídico aplicável para garantir a continuidade do Estado, a administração do governo e a defesa da soberania face à ausência forçada do Presidente da República”. O tribunal não estabeleceu prazo para a conclusão dessa análise nem detalhou os limites do mandato interino.
Delcy Rodríguez diz que população deve resistir à intervenção dos EUA
Logo após a confirmação da prisão de Maduro, Delcy Rodríguez convocou ministros e a população venezuelana a resistirem a uma intervenção dos Estados Unidos no governo do país. Em pronunciamento transmitido pela televisão pública, ela pediu calma à população e afirmou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação”.
No mesmo discurso, Rodríguez reiterou que Nicolás Maduro continua sendo o presidente do país e classificou a captura como um “sequestro” promovido pelos Estados Unidos. A fala foi realizada em Caracas, ao lado do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da vice-presidente, além do ministro do Interior Diosdado Cabello e dos ministros das Relações Exteriores e da Defesa.
Operação militar dos Estados Unidos e captura de Maduro
A captura de Nicolás Maduro ocorreu na madrugada do último sábado, após ataques dos Estados Unidos a diversos pontos estratégicos de Caracas. A ação foi precedida por meses de movimentações militares e operações marítimas nas proximidades do litoral venezuelano, segundo informações divulgadas por autoridades norte-americanas.
Maduro e sua esposa foram retirados do país e transportados em um navio de guerra norte-americano com destino a Nova York. A operação marcou uma escalada direta da atuação dos Estados Unidos sobre o território venezuelano e provocou reações imediatas das instituições do país.
Planos anunciados por Donald Trump
Após a captura, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Washington pretende assumir interinamente o controle da Venezuela até a realização de uma transição política. Segundo ele, o governo norte-americano irá administrar o país por meio de um grupo que está sendo designado, sem informar como ou quando esse processo será encerrado.
“Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”, declarou Trump.
O pronunciamento foi feito na residência do presidente, em Mar-a-Lago, na Flórida, onde ele detalhou aspectos da operação que resultou na prisão de Maduro.
Composição do grupo e exclusão da oposição
Trump afirmou que o grupo responsável pela administração interina será formado por integrantes do alto escalão de seu governo. Ele indicou que não incluirá a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz de 2025, que havia defendido a tomada imediata do poder pela oposição venezuelana.
“É uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito que merece na Venezuela”, declarou Trump.
O presidente americano também afirmou que o secretário de Estado Marco Rubio mantém diálogo com Delcy Rodríguez, que, segundo ele, “está disposta a fazer o que for preciso”.
Doutrina Monroe e discurso de soberania
Durante sua fala, Trump invocou a Doutrina Monroe, política estabelecida há cerca de 200 anos para ampliar a influência dos Estados Unidos na América Latina. Ele afirmou que “o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado”, reforçando a justificativa histórica usada por Washington para sua atuação na região.
Enquanto isso, a decisão do Tribunal Supremo de Justiça mantém Delcy Rodríguez como responsável pela administração interna do país, em um cenário marcado por incertezas jurídicas, pressão internacional e mobilização política dentro da Venezuela.
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