Cultura, samba e resistência: 10 mil acarajés gratuitos marcam festival no Centro Histórico de Salvador
Evento homenageia as baianas, promove manifestações culturais e incentiva doações para manter ações da entidade organizadora
Divulgação/Ipac-BA
O Memorial das Baianas de Acarajé, na Praça da Cruz Caída, no Centro Histórico de Salvador, será o palco da 7ª edição do Festival de Acarajé, marcada para o próximo domingo (10), das 14h às 18 horas. Promovido pela Associação Nacional das Baianas de Acarajé (Abam), o evento pretende atrair moradores e turistas em uma tarde de cultura afro-brasileira, samba de roda e valorização da culinária baiana.
Com entrada gratuita, a ação contará com apresentações culturais e a distribuição de 10 mil acarajés, preparados por baianas associadas à Abam. A programação inclui manifestações da cultura popular e uma homenagem ao Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em julho, reforçando o papel das baianas como guardiãs de uma herança cultural e religiosa ancestral.
Programação celebra tradição, resistência e empreendedorismo feminino
Além da distribuição dos quitutes, o festival incentiva doações voluntárias para a manutenção das ações da entidade. As contribuições podem ser feitas via chave Pix ou pela conta da associação na Caixa Econômica Federal.
A agenda do evento começa às 14h com a abertura oficial e início da distribuição dos acarajés. Em seguida, haverá apresentação de um grupo de samba de roda, às 14h30, e manifestações de cultura popular às 16h. O encerramento está previsto para as 18h.
Mais do que uma celebração gastronômica, o festival evidencia a luta das baianas por respeito, reconhecimento e preservação de sua tradição. O acarajé é considerado patrimônio imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e é também uma comida sagrada do candomblé, sendo ofertada a orixás como Iansã.
Abam repudia versões doces e critica descaracterização do prato sagrado
Abam divulgou, no último fim de semana, uma nota onde critica a venda de versões doces do acarajé, como as que vêm sendo comercializadas em Aracaju (SE) e Maceió (AL). Em ambas as cidades, empreendedores criaram variações com brigadeiro, morango e leite em pó, sendo chamado de “Acarajé do amor”, contrariando a receita tradicional feita com caruru, vatapá, camarão seco e vinagrete.
O acarajé doce foi uma invenção da empreendedora Ingrid Carozo, em Aracaju, tendo sido inspirado no sucesso do “morango do amor”. Ingrid afirmou compreender as críticas, mas defendeu a liberdade criativa na gastronomia. “O acarajé do amor foi feito pra divulgação, só para entrar no clima do momento”, justificou.
Na nota, a associação reafirma a importância de manter viva a tradição ancestral e o respeito às práticas religiosas e culturais afro-brasileiras. “Somos empreendedoras ancestrais e focadas na tradição deixada por nossos antepassados, sem surfar nas influências contemporâneas sem propósito”, destacou o texto.
Baianas defendem preservação da identidade cultural do prato
Para a Abam, essas inovações descaracterizam o que é, antes de tudo, um elemento religioso e identitário do povo negro no Brasil. A associação defende que tais criações sequer deveriam ser chamadas de acarajé. “No máximo, poderiam ser identificadas como bolinhos de feijão”, reforça a entidade.
A defesa ferrenha da receita tradicional tem um fundamento profundo: no candomblé, o preparo do acarajé envolve rituais e significados que não permitem variações. A religiosidade, portanto, é um dos pilares da resistência às versões criativas que desconsideram o sagrado em nome da inovação comercial.
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