China habilita 183 empresas brasileiras para exportação de café
Medida amplia presença do Brasil no mercado asiático e fortalece relações comerciais entre os dois países
Marcello Casal jr/Agência Brasil
A China habilitou 183 novas empresas brasileiras para exportação de café ao país asiático. A autorização foi publicada no sábado (2) pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) e já está em vigor desde a última quinta-feira (30), com validade de cinco anos. A decisão representa um importante avanço nas relações comerciais entre os dois países e deve ampliar significativamente a presença do café nacional no mercado asiático.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, comemorou a medida em suas redes sociais, destacando que o anúncio coroa meses de articulações entre o governo brasileiro e autoridades chinesas. Segundo ele, a habilitação é resultado direto do fortalecimento do diálogo bilateral e da confiança crescente na qualidade e nos padrões sanitários da produção agrícola nacional.
Expansão no mercado asiático ganha força
A habilitação das empresas brasileiras ocorre em um contexto de crescente demanda por café na China, especialmente entre consumidores mais jovens e nas grandes cidades. Apesar de historicamente associada ao consumo de chá, a China tem registrado um aumento significativo no interesse por bebidas à base de café, impulsionado por franquias internacionais, cafeterias artesanais e uma crescente classe média urbana.
De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o mercado chinês, embora ainda responda por uma pequena fatia das exportações brasileiras, tem potencial para se tornar um dos principais destinos do produto nos próximos anos. A habilitação anunciada agora é vista como uma oportunidade para consolidar essa tendência, diversificar mercados e reduzir a dependência de destinos tradicionais como Estados Unidos e União Europeia.
Decisão chinesa contrasta com postura americana
A autorização da China para importação de café brasileiro ocorreu no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos agrícolas importados do Brasil, incluindo café, soja e carne bovina. A medida, classificada pelo governo brasileiro como “hostil e protecionista”, reacendeu discussões sobre a necessidade de ampliar os parceiros comerciais e reduzir riscos geopolíticos nas exportações.
Nesse cenário, a decisão chinesa assume ainda maior relevância estratégica para o agronegócio nacional, especialmente para os produtores de café que buscam alternativas para manter competitividade no cenário internacional.
Potencial de crescimento e próximos passos
Com a nova habilitação, o Brasil passa a ter mais de 200 empresas aptas a exportar café para o mercado chinês, abrangendo desde grandes cooperativas até pequenos e médios produtores. A expectativa é que, nos próximos meses, sejam intensificadas missões comerciais, campanhas de promoção da marca “Café do Brasil” e ações de aproximação entre torrefadoras chinesas e exportadores brasileiros.
A Embaixada da China em Brasília destacou, em nota, que a medida reforça a parceria estratégica entre os dois países e contribui para o desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas. O Itamaraty, por sua vez, afirmou que continuará trabalhando para ampliar o acesso de produtos brasileiros à China e promover a imagem do Brasil como fornecedor confiável e competitivo no cenário global.
Café, carnes e frutas brasileiras são alvo da nova tarifa dos EUA
A nova tarifa de importação de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos atinge diretamente produtos estratégicos do agronegócio brasileiro, como café, frutas e carnes. A medida, oficializada por ordem executiva do presidente Donald Trump no dia 30 de julho, inclui aproximadamente 700 exceções como suco de laranja, aeronaves, minérios e produtos energéticos mas exclui parte significativa das exportações agrícolas do Brasil.
Os novos tributos entram em vigor na próxima quinta-feira (7), com isenção apenas para mercadorias já em trânsito. Especialistas avaliam que o impacto será expressivo no comércio bilateral e poderá desencadear uma resposta do governo brasileiro, acirrando as tensões comerciais entre os dois países.
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