Acordo de Paris: prazo termina nesta segunda e poucos países atualizam metas climáticas
Apenas dez dos 197 países signatários do acordo já entregaram suas metas
Paulo Pinto/Agencia Brasil
O prazo estabelecido no Acordo de Paris para entrega da terceira geração de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) termina nesta segunda-feira (10). Entretanto, dos 197 países signatários do tratado climático global, apenas dez atualizaram suas metas. Este ano, o Acordo de Paris, que visa limitar o aquecimento global a 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais, completa uma década de existência, com inúmeras falhas dos líderes mundiais para evitar o aquecimento global.
De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), para alcançar a meta de 1,5ºC, será necessário reduzir as emissões globais em 57% até 2035. As informações são da Agência Brasil.
Acordo de Paris e os desafios para os próximos anos
Lançado em 2015, o Acordo de Paris foi um marco histórico na luta contra as mudanças climáticas, reunindo os países em torno da meta de limitar o aumento da temperatura global e evitar os piores impactos das mudanças climáticas. No entanto, a realidade tem mostrado que os compromissos assumidos até agora não são suficientes para atingir os objetivos traçados.
Em janeiro de 2025, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que os países precisam acelerar os esforços para alcançar uma redução de 60% nas emissões até 2035. Ele também destacou a necessidade de estratégias claras para reduzir a produção e o consumo de combustíveis fósseis.
Brasil na luta contra as mudanças climáticas
O Brasil, que responde por 2,45% das emissões globais, assumiu um compromisso importante, sendo o segundo país a entregar sua atualização da NDC, atrás apenas dos Emirados Árabes Unidos. O país estabeleceu uma meta ambiciosa, com uma redução de emissões entre 59% e 67% até 2035, com base nos níveis de 2005. Isso implica uma emissão líquida anual entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de CO2 equivalente, uma tentativa de alinhar o Brasil aos objetivos globais.
O país ainda será sede da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em Belém, e tem se tornado um evento chave para revisitar e reforçar os compromissos globais em relação à mudança climática.
Atualização das NDCs
Entre os dez países que já entregaram suas atualizações, destacam-se os Emirados Árabes Unidos, os Estados Unidos e o Uruguai, cujas metas de redução de emissões variam de 47% a 67%, dependendo da comparação com os anos-base adotados. Os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, que representam 0,51% das emissões globais, estabeleceram uma meta de redução de 47% até 2035, enquanto os Estados Unidos, com 11,25% das emissões globais, se comprometeram a reduzir suas emissões em 61% a 66% até 2035. Vale lembrar que os EUA estão fora do Acordo de Paris, visto que o presidente do país, Donald Trump, é um negacionista declarado do aquecimento global e das mudanças climáticas.
Esses compromissos são fundamentais para atingir as metas do Acordo de Paris, mas, no entanto, a ambição global ainda é considerada insuficiente por muitas organizações ambientais, que alertam para a necessidade de mais ações imediatas. O Pnuma e a Agência Internacional de Energia (AIE) já alertaram que a atual trajetória de emissões pode resultar em um aumento da temperatura global superior a 3ºC até o final do século.
Compromissos de países menores
Ao todo, seis países entregaram suas metas atualizadas, no início deste ano, incluindo Suíça, Reino Unido, Nova Zelândia, Andorra, Equador e Santa Lúcia. Embora esses países representem juntos apenas 1,1% das emissões globais, suas ações são significativas dentro do contexto global. A Suíça, por exemplo, se comprometeu a reduzir suas emissões em 65%, enquanto o Reino Unido assumiu a meta de reduzir em impressionantes 81% até 2035.
Em especial, eles estão adotando uma abordagem mais assertiva na redução das emissões, com base nas medições de 1990. No caso de Andorra, com emissões baixíssimas em comparação com os grandes emissores, a meta é reduzir suas emissões para 137 mil toneladas de CO2e até 2035, representando uma redução de 63% em relação a 2005.
Caminho para neutralidade de carbono
A ambição de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa até 2050, o chamado “net zero”, tem se tornado um objetivo comum entre as nações que entregaram suas atualizações de NDCs. O Brasil, os Estados Unidos, a Suíça e outros países já firmaram compromissos firmes para alcançar a neutralidade de carbono até 2050, o que implica em uma série de ações para restaurar ecossistemas naturais e adotar soluções baseadas no mercado de carbono.
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