Meu Aconchego: a casa que transforma vidas de idosos em Salvador e busca ajuda para melhorias
Fundada em 2021, a casa busca tratamento de madeiras anti-incêndio para manter funcionamento regularizado
Equipe M!
Um canto de acolhimento, cuidado e afeto. Assim pode ser definida a Casa de Repouso Meu Aconchego, em Matatu de Brotas, um espaço que nasceu do coração da técnica de enfermagem Nea Ferreira e hoje abriga dezenas de idosos que encontraram ali mais do que uma moradia: encontraram família. Mas, para que esse sonho continue de pé, a instituição enfrenta agora um desafio decisivo — cumprir exigências do Corpo de Bombeiros para garantir o alvará de funcionamento.
A pendência parece simples no papel, mas na prática virou um obstáculo difícil de superar: o tratamento das madeiras da estrutura com material anti-incêndio. O custo é alto, e Nea teme que, ao destinar recursos para essa adequação, falte o essencial para quem vive ali — como alimentação e equipe de cuidados. Foi por isso que, emocionada, ela fez um apelo público.
“Hoje encarecidamente eu peço as pessoas de empresa que trabalha com esse material para tratamento de madeira anti-incêndio dê esse apoio ao Cederma. Eu peço de todo meu coração, em nome da família Cederma e de todos os idosos da casa, que vocês entrem nessa conquista conosco”, disse Nea em entrevista ao programa Inspiração, do Portal M!.
Um lar que nasceu do cuidado
A Casa de Repouso Meu Aconchego surgiu em agosto de 2021, fruto de uma trajetória de dedicação de Nea à saúde. Após anos atuando como técnica de enfermagem em hospitais e ambulâncias, ela decidiu transformar sua experiência em missão de vida. O começo foi modesto, em Sussuarana, em um espaço que antes funcionava como escola. Aos poucos, com o apoio da família, amigos e voluntários, o projeto foi tomando forma.
Hoje, o Meu Aconchego completa quatro anos de funcionamento e abriga 34 idosos. A rotina é mantida por uma equipe multidisciplinar que inclui cuidadores, psicólogos, técnicos de enfermagem, enfermeiros e voluntários recrutados pelas redes sociais. Para Nea, a dedicação é total. “O Cederma hoje é a minha vida. Eu não quero nem pensar em ficar longe daqui”, confessa.

Crédito: Equipe M!
Desafios para manter a estrutura
A instituição sobrevive graças a um modelo de solidariedade: contribuições das famílias, aposentadorias de alguns residentes e a ajuda de doadores. Mas isso nunca foi critério para acolher alguém. Nea garante que nenhum idoso é rejeitado por falta de recursos.
“Não é por isso que chega um de salário mínimo e a gente não acolhe. Acolhe sim. Tanto como tem uns que não têm família, não têm ninguém e acolhemos do mesmo jeito”, explica.
Esse compromisso, no entanto, traz uma consequência: sobra pouco dinheiro para arcar com exigências estruturais impostas pela legislação. O Ministério Público já ofereceu apoio em processos de organização e fiscalização, mas as adequações mais caras seguem sem solução. Entre priorizar a alimentação dos idosos e investir em obras, a escolha de Nea é clara: ninguém passa fome.
Urgência do tratamento das madeiras
Entre as pendências, o ponto mais crítico é a proteção contra incêndio. As madeiras precisam receber tratamento específico, mas o valor necessário ultrapassa a capacidade financeira da instituição.
O apelo dela é claro: precisa de empresas ou pessoas físicas que possam fornecer o material ou custear o serviço, garantindo a segurança do espaço sem comprometer o cuidado diário com os idosos.

Equipe M!
Solidariedade e apoio da comunidade
Além das contribuições financeiras, a Casa de Repouso Meu Aconchego recebe doações de alimentos, fraldas, roupas e visitas voluntárias. A convivência com os idosos, muitas vezes sem família, é incentivada como forma de proporcionar acolhimento e reforçar vínculos afetivos.
“Quem entra aqui adota um idoso, está doando amor a uma pessoa que necessita no momento”, disse Nea, reforçando que a família não se resume ao laço de sangue.
A fundadora lembra ainda que a Casa promove campanhas mensais de arrecadação, como a do agasalho, da fralda e de alimentos, sempre divulgadas nas redes sociais.
Como ajudar a Casa de Repouso Meu Aconchego
Neste momento, a maior necessidade é o tratamento das madeiras contra incêndio, exigência do Corpo de Bombeiros para liberação do alvará. Somente com essa regularização será possível manter a casa funcionando sem riscos de interdição.
As doações podem ser feitas por meio de contribuições financeiras, fornecimento direto de materiais ou apoio profissional. Além da contribuição mensal de cada idoso, seja através do benefício do INSS ou da família, a manutenção do Meu Aconchego depende de cada gesto solidário, pequeno ou grande.
Doe – Casa de Repouso Meu Aconchego
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