Felca comenta pela primeira vez vídeo sobre adultização na internet em entrevista no Altas Horas
Youtuber reforçou que crianças não devem atuar como criadoras de conteúdo digital e destacou os riscos da exposição precoce
Reprodução/Instagram @felca0
O youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, falou neste último sábado pela primeira vez na televisão sobre a repercussão do vídeo em que denuncia a adultização e a exploração sexual de crianças e adolescentes nas redes sociais. A declaração ocorreu no programa Altas Horas, e marcou o posicionamento público do influenciador após a divulgação do material, que alcançou grande repercussão nacional.
Declarações no Altas Horas
Durante a entrevista, Felca foi enfático ao defender que crianças não devem atuar como criadoras de conteúdo digital. Segundo ele, a internet é um espaço voltado principalmente para adultos e traz consequências que menores de idade não estão preparados para enfrentar.
“Criança não deve produzir conteúdo na internet. Internet é um ambiente para adultos […] A exposição não é algo fácil de lidar, vem com críticas, às vezes com um assédio e criança não está preparada para receber qualquer tipo dessas coisas”, afirmou.
O influenciador também defendeu a necessidade de supervisão constante dos pais ou responsáveis. Para ele, o acesso pode ser moderado quando existe acompanhamento familiar, mas, em casos de ausência, o bloqueio das plataformas seria a melhor alternativa.
“Se você enquanto pai tiver a capacidade de supervisionar o seu filho com 10, 11, 12 anos, ele pode consumir de forma moderada, na minha opinião. Mas se você não tem a capacidade, se você não consegue ser um pai presente, se você trabalha muito, às vezes tem muitas ocupações e tudo mais, na minha opinião, bloqueio [das redes]”, disse Felca.
Alcance do vídeo-denúncia
O vídeo publicado por Felca em 6 de agosto já ultrapassou 44 milhões de visualizações no YouTube. O youtuber comemorou o impacto da repercussão e destacou que a importância está na pauta levantada, e não em sua própria imagem. Ele relatou ter recebido registros de pessoas assistindo ao conteúdo em locais públicos, como ônibus e metrôs.
“Eu fico muito feliz porque não é sobre mim, não é sobre eu como pessoa. É sobre a causa mesmo”, declarou.
Pontos levantados pelo vídeo
No material, Felca apresenta denúncias e reflexões sobre a forma como crianças e adolescentes são expostos nas redes sociais. Entre os tópicos abordados estão:
Monetização e exposição
O influenciador explica como os algoritmos e o sistema de monetização das plataformas digitais podem contribuir para crimes contra menores, principalmente ao incentivar perfis de crianças e adolescentes com discursos voltados a riqueza rápida e desvalorização do estudo formal.
Caso Hytalo Santos e Kamylinha
Um dos destaques do vídeo é a acusação contra o influenciador Hytalo Santos, que teria levado adolescentes para morar com ele e os exposto de maneira sexualizada em conteúdos online. Felca cita o caso de Kamylinha, que começou no ciclo aos 12 anos, foi submetida a implante de silicone aos 17 e participou de conteúdos com bebidas alcoólicas.
Redes de pedofilia
Segundo Felca, criminosos utilizam os algoritmos para localizar conteúdos sexualizados de menores. Ele também alerta para o uso de códigos como “trade” (troca, em inglês), utilizados por pedófilos para compartilhar imagens ilegais.
Consequências psicológicas
O youtuber ressalta que a exposição precoce à sexualidade pode gerar traumas profundos, como ansiedade, depressão, estresse pós-traumático e transtornos de personalidade.
Prisão de Hytalo Santos
Desde 2024, Hytalo é investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por crimes como exploração de menores e tráfico humano. Ele e o marido, Israel Nata Vicente, foram presos preventivamente na última sexta-feira (15) em Carapicuíba, na Grande São Paulo.
A defesa do casal afirmou que aguarda a análise de um pedido de habeas corpus apresentado à Justiça de São Paulo no último sábado (16).
Denúncias de Felca impulsionam investigação contra Hytalo Santos
A publicação de Felca sobre exploração de menores trouxe ampla repercussão e intensificou a apuração conduzida pelo Ministério Público da Paraíba. O vídeo, com quase 50 minutos, detalha acusações contra o influenciador Hytalo Santos e cita ainda a jovem Kamyla Santos, exposta em conteúdos desde a adolescência. A repercussão fez com que os perfis de ambos saíssem do ar, embora o MPPB não tenha confirmado se houve solicitação formal para a retirada das contas.
Com mais de 13 milhões de visualizações, o material expôs práticas de exposição de adolescentes e levantou questionamentos sobre o alcance e a responsabilidade de influenciadores digitais. O caso, que já estava sob investigação desde 2024, ganhou maior atenção pública após as declarações de Felca, ampliando a pressão sobre as autoridades para o aprofundamento das apurações.
Repercussão política e social
O vídeo de Felca alcançou não apenas as redes sociais, mas também pautou discussões no Congresso Nacional sobre a necessidade de regulamentação mais rígida no uso das plataformas digitais por crianças e adolescentes.
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