Rio São Francisco ganhará nova hidrovia para transporte de cargas ao Nordeste
Nova hidrovia no Rio São Francisco conectará Sudeste ao Nordeste, movimentando até cinco milhões de toneladas/ano
Câmara dos Deputados
O Rio São Francisco será revitalizado com a implementação de uma nova hidrovia, ligando o Sudeste (Pirapora-MG) ao Nordeste (Juazeiro-BA e Petrolina-PE). O projeto, anunciado pelo governo federal em junho de 2025, visa utilizar os 1.371 km navegáveis do rio, com previsão de movimentar até 5 milhões de toneladas de carga por ano. As informações são da Agência Brasil.
Cargas previstas e impacto regional
A hidrovia atenderá ao transporte de insumos agrícolas, gesso, gipsita, calcário, grãos, bebidas, minério e sal. O ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, destacou a importância estratégica da obra para o desenvolvimento da região. Em junho, ele anunciou a delegação das obras à Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), com início dos estudos técnicos previstos em breve.
Trajeto e etapas do projeto
O percurso da hidrovia abrange os estados de Minas Gerais, Goiás, Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco, impactando 505 municípios e mais de 11,4 milhões de pessoas. O projeto será executado em três etapas:
Primeira etapa: Trecho de 604 km navegáveis, de Juazeiro a Petrolina, passando por Sobradinho e chegando a Ibotirama (BA). As cargas serão escoadas por rodovias até o Porto de Aratu-Candeias, na Baía de Todos os Santos (BA).
Segunda etapa: Abrange o trecho entre Ibotirama e Bom Jesus da Lapa e Cariacá, com 172 km navegáveis. Haverá conexão via malha ferroviária até os Portos de Ilhéus e Aratu-Candeias.
Terceira etapa: Expansão da hidrovia em 670 km, ligando Bom Jesus da Lapa e Cariacá a Pirapora.
Investimentos e perspectivas futuras
O governo federal anunciou um pacote de investimentos de R$ 4,8 bilhões no setor hidroviário, com ações previstas para 2025, incluindo dragagens no Rio São Francisco e em outras hidrovias brasileiras. O objetivo é expandir a navegabilidade e reduzir custos logísticos, promovendo o desenvolvimento sustentável e a integração regional.
Navegação comercial
A projeção é de que, já no primeiro ano da retomada da navegação comercial, a movimentação de cargas pelo Rio São Francisco alcance 5 milhões de toneladas. O projeto também prevê integração com outros modais, como ferrovias e rodovias.
“Essa é uma pauta muito importante para o desenvolvimento do Nordeste, será muito estratégico para o desenvolvimento de toda a região. Em junho vamos assinar a delegação à Companhia das Docas do Estado da Bahia e iniciaremos os estudos técnicos ao lado da Infra SA”, detalhou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante a cerimônia, em Petrolina, ao informar sobre a descentralização da hidrovia para a Codeba.
“A Nova Hidrovia do São Francisco representa mais um avanço para a logística nacional, integrando regiões e promovendo um transporte mais limpo, eficiente e competitivo”, destacou o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Dino Antunes. Entre as cargas previstas, estão insumos agrícolas, gesso, gipsita, calcário, grãos, bebidas, minério e sal.
Desenvolvimento regional
A Nova Hidrovia do São Francisco é um dos projetos logísticos mais importantes para o escoamento de cargas e o desenvolvimento regional do país. O Velho Chico nasce na Serra da Canastra, no Cerrado mineiro, e sobe em direção à Região Nordeste. Nesse percurso ascendente, passa pelo Distrito Federal, Goiás, Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco. São 505 municípios e mais 11,4 milhões de pessoas que, de alguma forma, se relacionam com um dos principais rios brasileiros
Para garantir a execução de um projeto dessa magnitude, a iniciativa foi dividida em três etapas. Na primeira, as intervenções se concentrarão em um trecho de 604 quilômetros navegáveis, de Juazeiro e Petrolina, passando por Sobradinho (BA) e chegando em Ibotirama (BA). As cargas serão escoadas por rodovias até o Porto de Aratu-Candeias, na Baía de Todos os Santos (BA).
A segunda etapa abrangerá o trecho entre Ibotirama e Bom Jesus da Lapa e Cariacá – municípios baianos – com 172 quilômetros navegáveis. Nesse trecho, haverá conexão, via malha ferroviária, até os Portos de Ilhéus (BA) e Aratu-Candeias. Já a terceira etapa aumentará a hidrovia em 670 quilômetros e ligará Bom Jesus da Lapa e Cariacá a Pirapora.
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