Ibama multa 242 responsáveis por incêndios florestais em 2024; danos passam de 30 milhões de hectares
Penalidades incluem multas e outras medidas administrativas
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Brasil registrou mais de 30 milhões de hectares destruídos por incêndios florestais ao longo de 2024, com grande parte dos focos tendo origem criminosa, segundo informou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), nesta quinta-feira (8), durante apresentação do balanço das ações de fiscalização. As informações são da Agência Brasil.
De acordo com o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Jair Schmitt, 242 pessoas foram identificadas e responsabilizadas pelas queimadas, com punições que somam mais de R$ 460 milhões. As penalidades incluem multas e outras medidas administrativas.
“O Ibama identificou e está punindo 242 pessoas por conta desses grandes incêndios criminosos em 2024. Outros casos ainda estão sob análise”, afirmou.
As ações do órgão ambiental também envolvem medidas de prevenção. O Ibama está notificando eletronicamente os proprietários de áreas mais suscetíveis a incêndios, exigindo ações preventivas e destacando o monitoramento contínuo nessas regiões.
Foco na prevenção e presença em campo
Segundo Schmitt, além das autuações, a fiscalização em campo foi reforçada em áreas críticas. O objetivo é reduzir os focos de queimadas ilegais com a presença mais efetiva de equipes de patrulhamento.
“Uma das ações que estamos implementando para prevenção é a identificação das áreas mais suscetíveis a incêndios. Estamos notificando eletronicamente os proprietários dessas propriedades, para que eles adotem medidas preventivas e saibam que o Ibama está monitorando de perto essas regiões”, disse o diretor.
As medidas fazem parte de um esforço do governo federal para conter os danos causados pelos incêndios, que, em 2024, tiveram crescimento de 79% em relação ao ano anterior. O aumento foi impulsionado por fatores climáticos, como o agravamento da seca.
Seca extrema agravou queimadas na Amazônia
A situação foi especialmente grave na Amazônia, onde a seca severa deixou a floresta mais vulnerável. Segundo o MapBiomas, a área queimada no país no ano passado foi equivalente ao território da Itália.
O fenômeno foi intensificado pela ação do El Niño e pelo aquecimento do Atlântico Norte, agravando as condições já críticas nas regiões Norte e Centro-Oeste. A avaliação é de técnicos do governo federal, que alertam para os efeitos das mudanças climáticas.
“Foram dois anos seguidos de seca grave na Amazônia. A floresta ficou mais vulnerável, e os incêndios atingiram uma magnitude muito maior”, afirmou André Lima, secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Apesar do cenário severo em 2024, os primeiros meses de 2025 indicam uma redução expressiva nos focos de calor. Entre janeiro e abril, a Amazônia registrou queda de até 70% nos registros de queimadas. No Pantanal, a redução ultrapassou os 90%.
A melhoria é atribuída a condições climáticas mais favoráveis e à intensificação das ações de controle e monitoramento ambiental, incluindo operações do Ibama e de outros órgãos federais e estaduais.
Alerta para novo crescimento do desmatamento
O aumento no desmatamento acende um sinal de alerta, especialmente no bioma Amazônico e no Cerrado. O governo federal reconhece que, apesar da melhora nos números acumulados, a tendência de crescimento em abril exige respostas mais contundentes.
“Ainda temos um cenário de redução dos indicadores de desmatamento de forma acumulada, mas o aumento dos focos de desmatamento em abril é um sinal de que precisamos de ações mais fortes para reverter esse quadro”, destacou André Lima.
As ações incluem reforço de operações em campo, uso de tecnologia para rastreamento de focos ilegais e parcerias com estados e municípios na fiscalização.
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