PSOL Bahia critica segurança pública no governo Jerônimo e pede exoneração do comandante da PM
Paulo Coutinho é considerado ‘responsável direto pela atuação da força policial no estado’
Feijão Almeida/GOVBA
O PSOL Bahia emitiu uma nota nesta sexta-feira (29) exigindo mudanças drásticas na política de segurança pública do estado e na gestão da Polícia Militar (PMBA), após o agravamento da violência e o aumento da insegurança em diversos municípios. O partido criticou a atuação do governo estadual, acusando-o de perpetuar uma abordagem punitivista e racista, que resulta em violência contra as comunidades periféricas e populações negras.
O partido destacou que a política de segurança pública se baseia mais no uso excessivo da força do que em ações efetivas para combater as causas da violência, como pobreza e desigualdade social.
De acordo com o PSOL, o comando da PM tem falhado em combater o crime organizado, priorizando, em vez disso, a repressão contra cidadãos pobres e negros. “O comando da Polícia Militar permanece atuando por suas articulações políticas e pelo uso excessivo da força policial pra combater o povo pobre, preto, e não o crime organizado”, afirmou o partido. O PSOL também criticou a Polícia Civil por se limitar a ações pontuais, como inaugurações de unidades policiais e operações sem resultados significativos.
A Bahia, segundo o PSOL, está sendo “tomada de assalto” por criminosos, com o governo minimizando a gravidade da situação. “Enquanto isso, o Governo diz que todo caos passa de ‘uma gripezinha’”, disse o partido, fazendo referência à minimização das crises sociais e à falta de ações eficazes para combater o crime e a insegurança no estado.
O PSOL Bahia apontou que a política de segurança adotada pelo governo Jerônimo não aborda as questões sociais e estruturais que alimentam a violência. O estado continua com uma das maiores taxas de homicídios do país, além de ser o líder em número de mortes em ações policiais e encarceramento de pessoas negras e pobres. “A violência policial é uma constante, com casos de execuções, tortura e abusos contra os cidadãos. A impunidade é a regra, e a justiça, apenas para os ricos e poderosos”, lamentou a executiva psolista.
A falta de “condições adequadas para os trabalhadores da segurança pública” também foi destacada. O partido criticou” a formação militarizada, a sobrecarga de trabalho e a remuneração baixa dos policiais, apontando que esses fatores contribuem para o agravamento da violência”.
“Quando o poder público ignora o ser humano por trás daquela farda, esse policial irá transferir as suas insatisfações, frustrações, e má formação para a arma”, afirmou o PSOL.
O partido cobrou ainda a exoneração imediata do comandante da PM, acusando-o de ser responsável direto pela ineficácia das ações de combate ao crime e pela gestão falha da segurança pública no estado. O PSOL também propôs a reforma do sistema de segurança pública, priorizando a prevenção social, a inclusão e a desmilitarização das forças de segurança, além de sugerir a melhoria na formação dos profissionais da área e o investimento em inteligência policial para combater o crime organizado.
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