PT, PDT, PSOL e PCdoB assinam manifesto contra pacote de corte de gastos
Partidos criticam pressão do mercado financeiro para que presidente Lula apresente ajuste fiscal
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O PT, PDT, PSOL e PCdoB assinaram um manifesto contra o pacote de corte de gastos na área social e com críticas à pressão que vem sendo feita para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresente um ajuste fiscal. Encabeçado por movimentos sociais ligados ao Partido dos Trabalhadores, o documento foi lançado, neste último domingo (10), já que o governo pretende apresentar o pacote de contenção de despesas do Orçamento nesta semana.
Com o título de ‘Mercado financeiro e mídia não podem ditar as regras para o país’, o manifesto mira nas falas recentes do presidente Lula, que criticou o mercado financeiro e cobrou medidas para revisão de subsídios e taxação de pessoas ricas. Como já era esperado, a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), assinou o documento. Desde o início do governo Lula, a dirigente partidária tem colecionado embates com as medidas defendidas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), que é contra a desvinculação de benefícios à valorização do salário mínimo e mudanças nos pisos de saúde e educação.
“No momento em que o governo federal, eleito para reconstruir o país, vem obtendo resultados significativos na recuperação do nível de emprego, do salário e da renda da população, tais avanços são apresentados como pretexto para forçar ainda mais a elevação da taxa básica de juros, quando o País e suas forças produtivas demandam exatamente o contrário: mais crédito e mais investimento para fazer a economia girar”, diz um trecho da carta.
O manifesto continua criticando pressões que vão contra o reajuste do salário mínimo, acima da inflação, a vinculação do valor às aposentadorias e ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e demais direitos do trabalhador sobre o FGTS e pisos constitucionais da saúde e educação. “Chega de hipocrisia e de chantagem! Cortar recursos de quem precisa do Estado e dos investimentos públicos só vai levar o País de volta a um passado de exclusão e injustiça que os movimentos sociais e o povo lutam há tempos, todos os dias, para transformar numa sociedade melhor e mais justa”, continua o texto.
Lula já tinha afirmado ver hipocrisia do mercado sobre o corte de gastos e cobrou que o Congresso participe da redução de despesas, em referência às renúncias tributárias e às emendas parlamentares. “Eu, às vezes, acho que o mercado age com uma certa hipocrisia, com uma contribuição muito grande da imprensa brasileira, para tentar criar confusão na cabeça da sociedade. Acontece que nós não podemos mais, toda vez que precisar cortar alguma coisa, (fazer) em cima do ombro das pessoas mais necessitadas”, disse Lula.
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