Inflação recua e mercado reduz projeção para 3,99% em 2026, aponta boletim Focus
Boletim Focus aponta IPCA abaixo do teto da meta, PIB em 1,8% e expectativa de queda gradual da Taxa Selic
José Cruz/Agência Brasil
A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do país em 2026 foi revisada para baixo e passou de 4% para 3,99%, segundo dados divulgados no boletim Focus. O relatório é publicado semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, e reúne estimativas de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Além da desaceleração inflacionária, o levantamento aponta manutenção das projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), com expectativa de expansão moderada da economia brasileira nos próximos anos. O cenário considera juros ainda elevados no curto prazo, com sinalização de cortes graduais a partir de 2026, caso a inflação permaneça sob controle.
Inflação segue em queda e fica abaixo do teto da meta
Pela quarta semana consecutiva, o mercado reduziu a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. Com a nova projeção de 3,99%, a inflação esperada permanece dentro do intervalo da meta, cujo centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, conforme definição do Conselho Monetário Nacional.
A projeção para 2027 foi mantida em 3,8%, repetindo o patamar observado há várias semanas. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro segue estimando inflação de 3,5% em ambos os anos. Considerando apenas as estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a mudanças no cenário econômico, a mediana para 2026 recuou ainda mais, chegando a 3,90%.
O IPCA de 2025 encerrou o ano com alta acumulada de 4,26%, resultado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou abaixo da última mediana do Focus e também inferior à estimativa do próprio Banco Central para o período. A primeira divulgação oficial do IPCA de 2026 está programada para 10 de fevereiro, quando será conhecido o resultado de janeiro.
Meta contínua e projeções do Banco Central
Desde 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, calculada com base no IPCA acumulado em 12 meses. Caso a inflação permaneça fora do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central não cumpriu o objetivo estabelecido.
No comunicado da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom), a autoridade monetária indicou que o IPCA deve encerrar 2026 em 3,4%, com a inflação em 12 meses chegando a 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027.
Taxa Selic permanece elevada e mercado projeta cortes graduais
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a Taxa Selic, atualmente fixada em 15% ao ano. O patamar é o mais alto desde julho de 2006, quando os juros básicos estavam em 15,25% ao ano. Mesmo com a desaceleração da inflação e do dólar, o Copom manteve a taxa inalterada pela quinta reunião consecutiva.
A expectativa do mercado é que a Selic comece a ser reduzida a partir de março, caso não haja deterioração do cenário econômico. Segundo o Focus, a taxa básica deve encerrar 2026 em 12,25% ao ano, cair para 10,5% em 2027, atingir 10% em 2028 e chegar a 9,5% em 2029.
Juros elevados tendem a conter a demanda, encarecer o crédito e estimular a poupança, ajudando no controle dos preços. Em contrapartida, a redução da Selic costuma estimular o consumo e a produção, favorecendo a atividade econômica.
PIB cresce em ritmo moderado nos próximos anos
A projeção para o crescimento da economia brasileira em 2026 foi mantida em 1,8%, mesma estimativa observada há várias semanas no boletim Focus. Para 2027, o mercado também espera expansão de 1,8%, enquanto para 2028 e 2029 a previsão é de crescimento de 2%.
O Banco Central revisou para cima sua estimativa de crescimento da economia em 2025, passando de 2% para 2,3%, conforme o Relatório de Política Monetária do quarto trimestre. A revisão levou em conta ajustes nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais, com impacto relevante da agropecuária e desempenho ligeiramente acima do esperado no terceiro trimestre.
No terceiro trimestre de 2025, a economia brasileira avançou 0,1%, resultado considerado de estabilidade pelo IBGE. Em 2024, o PIB registrou crescimento de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está prevista para 3 de março.
Dólar permanece estável nas projeções
O relatório Focus também manteve a previsão para a cotação do dólar, estimada em R$ 5,50 ao final deste ano. Para o fim de 2027, a expectativa é de que a moeda norte-americana permaneça no mesmo patamar, refletindo um cenário de estabilidade cambial nas projeções do mercado.
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