Rui diz não ter ‘dúvida’ sobre união da base e ironiza ausência de Bruno Reis em inauguração da rodoviária: ‘Não senti falta’
Ministro da Casa Civil afirma que conversas estão avançadas e que definição da chapa será anunciada em breve
Wuiga Rubini/GOVBA
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), afirmou, nesta segunda-feira (19), não ter “dúvidas” de que a base governista seguirá unida nas eleições de 2026, mesmo diante das discussões em torno da vaga atualmente ocupada pelo senador Angelo Coronel (PSD). A declaração foi dada durante a inauguração da nova Rodoviária de Salvador, em Águas Claras, evento que reuniu lideranças políticas, parlamentares e representantes do governo estadual.
Segundo Rui, o diálogo entre os partidos da base está em andamento e sendo intensificado. Ele ressaltou que participa diretamente das articulações e que a definição sobre a chapa majoritária será anunciada em breve.
“Eu não tenho dúvida em afirmar isso, nós estamos conversando e eu estou participando das conversas, estamos intensificando essas conversas e logo, logo vocês verão que vai estar tudo solucionado, anunciado e o grupo vai caminhar junto, não tenho a menor dúvida em dizer isso”, afirmou o ministro.
Rui Costa rebate Flávio Bolsonaro e diz que família contribui para aumento da violência contra mulheres
Durante a entrevista, Rui Costa também respondeu a declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL), que afirmou que a Bahia estaria sendo “destruída” pelo PT em razão da violência. O ministro afirmou que o tema será enfrentado no debate eleitoral e fez críticas ao legado da família Bolsonaro no país.
“Olha ali, esse debate eleitoral nós vamos fazer. Todos sabem o que a família Bolsonaro fez no nosso país. Todos sabem, o quanto que infelizmente eles contribuírem, inclusive para aumento da violência contra a mulher”.
Conforme o senador, o Brasil tem atuado para “corrigir isso”. Ele lembrou que o Congresso Nacional aprovou leis relativas ao tema, enquanto o presidente Lula tem convocado a população para a mobilização. “Isso tudo foi fruto da cultura que eles imprimiram de violência, de arma, de pegar a criança de dois anos no colo e ao invés, de ler uma poesia para a criança, cantar uma música para a criança, ensinava a criança o símbolo de uma arma”, declarou.
Rui acrescentou que o confronto de ideias deve ocorrer no campo político e eleitoral, e criticou a postura do senador. “Todo mundo sabe isso e no debate eleitoral, para quem tem dúvidas, isso vai ficar mais explícito e eu acho que ele tem que fazer a caminhada dele. Ele, se tiver vontade de ser presidente, eu acho que ele tem que parar de falar bobagem e falar alguma coisa séria para ver se o povo passa a acreditar neles”, afirmou.
Rui ironiza ausência de Bruno Reis em inauguração da nova rodoviária
Questionado sobre a ausência do prefeito Bruno Reis (União Brasil) no evento de inauguração da nova rodoviária, Rui Costa afirmou que não costuma cobrar presença de gestores municipais em agendas institucionais.
“Eu não sou de cobrar presença de prefeito em evento, o prefeito tem a agenda dele, cada um programa a sua agenda conforme suas prioridades, né? É assim que funciona”, disse.
O ministro citou experiências anteriores para justificar sua posição e afirmou que prefere valorizar a presença das autoridades e da população que comparecem aos eventos. “Então, outro dia fui em Conquista, o prefeito não tava. Alguém me cobrou e eu disse: ‘Gente, eu não sei, tava lá inaugurando UTI’. Então, o prefeito podia ter outras prioridades aqui no equipamento desse, então eu não senti falta e nem fico lamentando a ausência de ninguém”, explicou.
Rui completou dizendo que lamentar ausências desvaloriza quem esteve presente. “Quando você lamenta a ausência de alguém, você está deixando de valorizar a presença de quem veio. Então, aqui tinham muitos deputados federais, muitos deputados estaduais, o povo. Então, eu tenho que valorizar prefeitos aqui da região, quem veio e não ficar lamentando quem faltou”, afirmou.
Rui destaca planejamento de longo prazo do Estado
Ao ser questionado sobre sua participação na construção da nova Rodoviária de Salvador, Rui Costa destacou que a obra faz parte de um planejamento de Estado iniciado em governos anteriores e executado de forma contínua.
“Como eu disse aqui, nós estamos tratando de um planejamento de estado, de um projeto político. As pessoas normalmente querem seccionar um mandato do outro”, afirmou.
O ministro lembrou sua atuação como governador ao lado de Jaques Wagner e ressaltou que o grupo político atua de forma integrada na execução dos projetos. “Eu ajudei Wagner como governador e eu me lembro lá nos primeiros momentos de Wagner, a gente sentou para planejar o estado, para planejar a cidade de Salvador e esse grupo político está executando esse planejamento”, disse.
Planejamento como base da gestão pública
Rui criticou a visão de que obras públicas devem ser associadas exclusivamente a um mandato ou gestor específico e defendeu o planejamento de longo prazo. “Você não constrói um país assim, você não constrói um aeroporto assim, você não constrói uma barragem assim, você não constrói um projeto econômico assim. Os países projetam 30 anos, 50 anos”, declarou.
Como exemplo, o ministro citou uma experiência internacional. “Eu dei exemplo aqui da Alemanha, que eu visitei em 2015 uma escola, e o cabra me disse um mês de 2020 que ele ia começar com o sonho de um novo prédio escolar. Isso é planejamento”, afirmou.
Franciano Gomes
Comunicador e autor de projetos culturais e audiovisuais, com atuação em jornalismo, pesquisa documental e desenvolvimento de narrativas voltadas à valorização da cultura brasileira.
Rayllanna Lima
Rayllanna Lima é jornalista e especialista em Marketing e Growth, movida pelo desejo de transformar dados em narrativas que informam, conectam e inspiram. Autora do livro Renascer, reúne experiências em veículos de comunicação, agências e empresas dos setores de energia e pesquisa de mercado, com foco em integrar pessoas, marcas e propósito.
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