Pesquisa Quaest: Lula tem 49% de desaprovação e 47% de aprovação no início de 2026
Levantamento aponta estabilidade na aprovação presidencial, piora na leitura do presente econômico e expectativa de melhora no futuro
Ricardo Stuckert/PR
A primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026 mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um cenário de empate técnico na avaliação do seu governo. Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira (14), 49% dos brasileiros desaprovam a atual gestão, enquanto 47% aprovam. Outros 4% não souberam ou não responderam.
Os números indicam estabilidade em relação à rodada anterior, divulgada em dezembro, quando a desaprovação era de 49% e a aprovação, de 48%. A diferença entre os dois índices agora é de dois pontos porcentuais, dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos para mais ou para menos.
Avaliação do governo segue mais negativa que positiva
Além da pergunta direta sobre aprovação, a Genial/Quaest também investigou como os eleitores avaliam o desempenho do governo de forma geral. Os dados mostram que a percepção negativa supera a positiva.
Atualmente, 39% dos entrevistados avaliam o governo como negativo, enquanto 32% consideram positivo. Outros 27% classificam a gestão como regular, e 2% não responderam. Em comparação com dezembro, houve leve queda na avaliação positiva (de 34% para 32%) e pequeno aumento na negativa (de 38% para 39%).
Os números indicam que, embora o presidente consiga manter uma base sólida de aprovação, há dificuldade em ampliar o apoio e reverter a percepção crítica de parte significativa da população.
Série histórica mostra oscilação da aprovação e pico de desaprovação em 2025
Desde outubro, a série histórica do levantamento mostra um equilíbrio persistente entre aprovação e desaprovação. Antes disso, entre fevereiro e setembro de 2025, o governo enfrentou um período mais adverso, com predominância da desaprovação.
O pior momento foi registrado em maio, quando 57% desaprovavam a gestão e apenas 40% aprovavam. Já em dezembro de 2024, o cenário era mais favorável ao Planalto, com aprovação de 52% contra 47% de desaprovação.
Comparação com mandatos anteriores pesa contra Lula
A pesquisa também questionou os eleitores sobre como avaliam o atual mandato de Lula em comparação com seus dois governos anteriores. O resultado reforça o diagnóstico de desgaste.
Para 43% dos entrevistados, o atual governo é pior do que os anteriores. Apenas 21% afirmam que é melhor. Outros 21% dizem que o desempenho é igual, “porque já esperavam que fosse bom”, enquanto 11% avaliam como igual, “porque já esperavam que fosse ruim”.
O dado revela um desafio adicional para o presidente: além da disputa política, Lula enfrenta uma comparação constante com o próprio passado, que segue como referência para grande parte do eleitorado.
Maioria não acha que Lula merece mais 4 anos
O levantamento também abordou diretamente o debate sobre reeleição. Questionados se Lula merece continuar na Presidência por mais 4 anos, 56% responderam que não, enquanto 40% disseram que sim. Outros 4% não souberam ou preferiram não responder.
O resultado se mantém praticamente inalterado em relação a dezembro e indica que, apesar do empate técnico na avaliação do governo, existe uma resistência majoritária à continuidade do atual projeto político no comando do país.
Percepção da economia piora no presente
Um dos pontos mais sensíveis da pesquisa é a avaliação da economia. Segundo os dados, 43% dos brasileiros acreditam que a situação econômica piorou nos últimos 12 meses, um aumento expressivo em relação a dezembro, quando esse índice era de 38%.
Apenas 24% afirmam que a economia melhorou, contra 28% na pesquisa anterior. Outros 29% dizem que ficou do mesmo jeito.
A alta no pessimismo está diretamente associada à inflação percebida no dia a dia, especialmente nos preços dos alimentos. Para 58% dos entrevistados, os preços nos mercados subiram no último mês. Apenas 16% perceberam queda.
Expectativa futura é mais otimista
Apesar da leitura negativa sobre o presente, os brasileiros demonstram maior esperança em relação ao futuro. Para os próximos 12 meses, 48% acreditam que a economia vai melhorar, enquanto 28% acham que vai piorar. Outros 21% dizem que deve permanecer como está.
O dado sugere que, mesmo diante das dificuldades atuais, o governo ainda preserva alguma credibilidade quando o assunto é a recuperação econômica.
Poder de compra e mercado de trabalho
Quando o tema é o poder de compra, a avaliação segue crítica. 61% dos entrevistados afirmam que o poder de compra é menor do que há um ano, embora esse número tenha recuado em relação a dezembro, quando era de 69%. Apenas 18% dizem que é maior.
Já sobre o mercado de trabalho, 49% consideram que está mais difícil conseguir emprego hoje do que há um ano, contra 43% que avaliam que está mais fácil.
Metodologia
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada pela Quaest. O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 8 e 11 de janeiro. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos porcentuais.
Os dados reforçam que, embora o governo Lula tenha conseguido estabilizar sua aprovação após um período de desgaste mais intenso, os desafios econômicos e a resistência à reeleição seguem como obstáculos centrais para o presidente em 2026.
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