Estados Unidos realizam primeiro ataque militar em território venezuelano, anuncia Trump
Movimento bélico representa uma escalada inédita desde que Washington iniciou o cerco ao governo de Caracas
Daniel Torok / Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta segunda-feira (29), que os EUA realizaram o primeiro ataque norte-americano contra o território venezuelano. A ação militar teve como alvo uma região estratégica de escoamento de entorpecentes. Segundo o republicano, as forças americanas “atingiram” uma localidade utilizada para o carregamento de drogas em embarcações, no contexto da pressão contra Nicolás Maduro.
Este movimento bélico representa uma escalada inédita desde que Washington iniciou o cerco ao governo de Caracas. Anteriormente, a presença militar na região do Caribe estava limitada ao deslocamento de porta-aviões, navios de guerra e caças. A confirmação de uma operação terrestre marca uma mudança na estratégia de dissuasão que vem sendo aplicada contra a administração venezuelana.
Trump dizer que barcos foram atingidos
Ao descrever o impacto da incursão em solo estrangeiro, o mandatário norte-americano foi enfático sobre a destruição do alvo. “Houve uma grande explosão na área do cais onde eles carregam os barcos com drogas”, disse Trump a jornalistas, segundo o G1.
“Atingimos todos os barcos e agora atingimos a área… é a área de implementação”, detalhou o presidente dos EUA.
Ainda sobre as consequências do bombardeio ou ataque direto, o líder da Casa Branca afirmou que a zona portuária mencionada “não existe mais”. Apesar da confirmação do evento, Donald Trump optou pelo silêncio ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de novas incursões. Não houve detalhamento imediato sobre qual braço do governo executou a missão tática.
A autoria da ação permanece sob sigilo, embora o presidente tenha recordado autorizações prévias concedidas à CIA para atividades confidenciais na Venezuela. Na última semana, declarações vagas em programas de rádio já sugeriam movimentações contra instalações de grande porte. Na sexta-feira (26), à rádio WABC, o presidente mencionou a operação sem precisar as coordenadas geográficas.
O reconhecimento oficial da ofensiva ocorreu apenas nesta segunda-feira (29), após reportagens do jornal The New York Times. O periódico revelou que fontes governamentais ligavam as falas presidenciais a uma base logística do narcotráfico. Durante a entrevista anterior à WABC, Trump afirmou que os Estados Unidos haviam atingido “uma grande fábrica ou uma grande instalação de onde saem os barcos”.
Naquela oportunidade, o republicano pontuou que o complexo logístico havia sido “eliminado” dois dias antes da transmissão radiofônica. Até o anúncio desta segunda-feira (29), o balanço oficial das operações restringia-se ao monitoramento de águas internacionais. O foco principal eram lanchas de traficantes e a retenção de navios petroleiros vinculados ao regime de Nicolás Maduro.
Instituições centrais de segurança, como o Pentágono, a Casa Branca e a própria CIA, evitaram comentar as declarações de Trump à agência Reuters. Por outro lado, as autoridades de Caracas não emitiram notas oficiais sobre o incidente narrado pelo norte-americano. Até o momento, não foram registrados relatos independentes dentro da Venezuela que confirmem a destruição da área.
Relembre histórico de conflito entre EUA e tráfico de drogas
A estratégia de combate ao tráfico no Caribe já vinha sendo explorada pelo Pentágono por meio de postagens em redes sociais. Imagens de investidas contra embarcações suspeitas eram frequentemente divulgadas para demonstrar o controle da região. Contudo, a nova fase das operações, conforme antecipado por autoridades à Reuters, previa a transição para ações encobertas em solo.
A missão conduzida pelos EUA tem gerado debates e supervisão rigorosa no Congresso norte-americano devido ao número de fatalidades. Registros indicam que mais de 100 indivíduos perderam a vida em cerca de 20 confrontos no Pacífico e no Caribe. Em um episódio específico de setembro, parlamentares foram informados sobre 11 mortes ocorridas em ataques sequenciais das forças americanas.
O cerco econômico e militar contra o governo venezuelano foi intensificado em agosto, com a oferta de US$ 50 milhões por informações sobre Maduro. Embora a justificativa oficial seja o combate ao narcotráfico, fontes sob anonimato sugerem que a finalidade é a deposição do governo. Recentemente, Trump também ordenou o bloqueio de ativos e acusou o regime de promover furtos contra os EUA.
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