Salvador fecha 2025 com mais de R$ 6 bilhões em obras e prepara grandes entregas para 2026
Ao M!, titular da Seinfra, Luiz Carlos fez um balanço das entregas que marcaram 2025 e projetou o que o soteropolitano pode esperar do novo ano
Jefferson Peixoto / PMS
O ano de 2025 consolidou Salvador como um canteiro de obras focado na justiça social e na modernização urbana. Da entrega da Nova Orla de Pituaçu, com suas 20 quadras e complexo gastronômico, à reinauguração do Elevador Lacerda, a capital baiana equilibrou a preservação de seu patrimônio com a expansão de áreas de lazer. O investimento não ficou restrito aos cartões-postais: intervenções de mobilidade, como o novo viaduto da Avenida ACM e a requalificação da Avenida Dorival Caymmi, redesenharam o fluxo viário, garantindo mais fluidez ao dia a dia do soteropolitano.
No coração das comunidades, a segurança e a habitação foram as grandes protagonistas. O programa Morar Melhor atingiu marcas históricas em 2025, ultrapassando a marca de 60 mil casas reformadas e transformando a realidade de bairros como Valéria, Cajazeiras e Castelo Branco. Paralelamente, a Prefeitura reforçou o cinturão de proteção da cidade com a entrega de dezenas de contenções de encostas, alcançando a marca de 552 áreas de risco protegidas.
Projetos como o Novo Mané Dendê avançaram com entregas de moradias e urbanização no Subúrbio, enquanto o Morar Melhor Entidades levou reformas a creches e centros culturais. Com o encerramento de 2025, a capital baiana consolida um ciclo de investimentos que ultrapassa a marca de R$ 6 bilhões sob a gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil).
Salvador tem quase 50 grandes obras em execução
Em conversa com o Portal M!, o secretário de Infraestrutura e Obras Públicas, Luiz Carlos, fez um balanço das entregas que marcaram o ano e projetou o que o soteropolitano pode esperar para 2026. Conforme o titular da Seinfra, no apagar das luzes de 2025, a Prefeitura mantém quase 50 obras de grande porte em execução simultânea, equilibrando intervenções de mobilidade com equipamentos de entretenimento e esporte.
“Considero que foi um período bom para a Prefeitura. Entregamos importantes obras e outras estão a caminho. Só neste momento, temos 48 obras volumosas em execução, como a Arena Multiuso, um investimento de mais de R$ 163 milhões. Estamos também para entregar o viaduto do Shopping da Bahia, um investimento de R$ 52 milhões, que vai resolver o conflito viário naquela região”.
Um dos pontos altos do ano foi a consolidação do programa Morar Melhor, programa que colocou Salvador no mapa mundial das cidades inteligentes durante o Smart City Expo World Congress, em Barcelona.
“Este ano completamos 60 mil casas reformadas. É o maior programa de melhoria habitacional do país. Fomos finalistas em Barcelona, concorrendo com 462 projetos de 75 países. Ficamos em segundo lugar no mundo, perdendo apenas para Singapura, o que é uma vitória significativa e um reconhecimento do impacto desse investimento na vida das pessoas”, ressaltou.
Para o titular da pasta, o investimento público em concreto e asfalto é o combustível necessário para atrair o setor privado. Ele defende que a requalificação de orlas e centros históricos é o que dá segurança jurídica e entusiasmo para que empresários invistam em hotéis, comércio e serviços, gerando o “trabalho social que não falha”: o emprego.
“A infraestrutura é uma locomotiva que puxa o turismo, o comércio e o setor imobiliário. Somente na gestão de Bruno Reis, temos quase R$ 6 bilhões investidos. Quando a prefeitura chega com investimento e incentivos fiscais, o privado vem atrás. O maior trabalho social que conheço é a geração de emprego, pois levanta a autoestima e melhora a qualidade de vida de forma produtiva”.
Questionado sobre a obra mais desafiadora do ponto de vista técnico e social, o secretário não hesita em apontar o Projeto Mané Dendê, no Subúrbio Ferroviário. Mais do que a complexidade da engenharia de saneamento e urbanização, o desafio residiu na negociação para realizar mais de 1.600 desapropriações em áreas de vulnerabilidade.

Crédito: Jefferson Peixoto / PMS
“Quem conhecia o Rio Sena e o Alto da Terezinha antes e vai lá hoje, se pergunta o que aconteceu. Eram casas em cima de canais. Foram mais de 1.650 desapropriações. O desafio não era só a obra de R$ 800 milhões, mas dialogar com cada família, oferecer compra assistida ou novas unidades habitacionais, e garantir que elas se sentissem seguras nessa mudança. Hoje, estamos entregando o terminal rodoviário e o centro cultural da região”.
Investimentos garantem ‘nova cara’ para orla soteropolitana
As entregas em Jaguaribe, Pituaçu e Porto da Lenha também foram celebradas como marcos de 2025. O secretário observa que a requalificação desses espaços muda a autoestima do cidadão e projeta Salvador para o mundo, evitando que o soteropolitano sinta a necessidade de “maquiar” a cidade para os visitantes.
“Entregamos trechos importantes como Pituaçu, uma obra de R$ 135 milhões. É gratificante ver que o nosso trabalho tem dado um novo sentido à cidade. Antes, nos sentíamos envergonhados quando alguém chegava para nos visitar e tínhamos que escolher caminhos menos deteriorados. Hoje, Salvador é uma cidade lindíssima e multifacetada, pronta para o turismo religioso, cultural e de lazer”, disse.

Crédito: Valter Pontes / PMS
O secretário detalhou a estratégia para o Centro Histórico e a Cidade Baixa, unindo a recuperação de monumentos, como o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda, com novos polos de economia criativa e habitação para servidores, visando criar bairros mais sustentáveis e menos dependentes de longos deslocamentos.
“Estamos trabalhando fortemente para revitalizar prédios da Cidade Baixa, tornando-os conjuntos habitacionais para servidores. Queremos criar bairros onde a pessoa more e trabalhe a cinco minutos de distância. Já temos US$ 37,5 milhões de dólares garantidos para essa revitalização. O poder público foi na frente, levando 22 dos 26 órgãos da prefeitura para aquela região para estimular o comércio local”, observou.
Luiz Carlos projeta grandes entregas em 2026
Olhando para o futuro, o gestor destaca dois grandes projetos que devem ser os “estandartes” de 2026: a entrega da Arena Multiuso, que preencherá a lacuna deixada pelo antigo Balbininho, e a conclusão do viaduto na região do Shopping da Bahia.
“A Arena Multiuso vai impulsionar grandes eventos, do MMA ao vôlei e basquete, com estrutura modular de padrão internacional. Busquei inspiração no Madison Square Garden para entender como operar esse formato. Além disso, em 2026, teremos a solução definitiva para o ‘nó’ viário em frente ao Shopping da Bahia, garantindo mais produtividade e menos poluição para a nossa atmosfera”, disse.
Luiz Carlos revelou entusiasmo com o início das obras do teleférico, que ligará Praia Grande a Pirajá. O equipamento é visto não apenas como um atrativo turístico, mas como uma solução tecnológica de transporte de massa para a topografia acidentada da capital.
“O teleférico terá quatro quilômetros e quatro estações, conectando o VLT ao Metrô. Será um transporte de massa essencial para quem vive no Subúrbio, com capacidade para grandes fluxos sem alterar o preço da tarifa. Vou cuidar pessoalmente da parte técnica social e das desapropriações, garantindo que essa obra ajude Salvador a continuar crescendo com modernidade”.
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