Mercado reduz previsão da inflação e projeção volta a ficar dentro do teto da meta
Dados constam do Boletim Focus, relatório semanal divulgado pelo Banco Central que reúne projeções das principais instituições financeiras
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A inflação oficial do Brasil voltou a surpreender positivamente o mercado financeiro e derrubou as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025. De acordo com o boletim Focus desta segunda-feira (17) – pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central -, a estimativa caiu de 4,55% para 4,46%, após o resultado de outubro, que registrou a menor variação para o mês em quase três décadas. O novo número que recoloca o índice dentro do intervalo da meta de inflação a ser perseguida pelo BC.
Segundo o cálculo definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta central deste ano é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que fixa o teto em 4,5%. A nova previsão, portanto, encosta no limite máximo, depois de meses de resistência da inflação em desacelerar.
Projeções futuras e impacto do IPCA de outubro
Além da revisão para este ano, o mercado manteve a previsão de inflação em 4,2% para 2026, enquanto as estimativas para 2027 e 2028 ficaram em 3,8% e 3,5%, respectivamente. O movimento de baixa nas expectativas foi influenciado pelo desempenho do IPCA em outubro, que registrou alta de apenas 0,09%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado foi puxado, principalmente, pela queda na conta de luz, que aliviou o bolso do consumidor e segurou a variação geral dos preços. Foi o menor índice para o mês desde 1998. Em setembro, a inflação havia sido de 0,48%.
Com o resultado, o acumulado em 12 meses caiu para 4,68%. Essa é a primeira vez em oito meses que o indicador fica abaixo de 5%, ainda que acima do teto da meta.
Juros seguem altos e BC mantém postura cautelosa
Para conter a inflação, o Banco Central opera com a taxa Selic em 15% ao ano, mantida na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A autoridade monetária reconhece melhora no cenário, mas mantém cautela diante da combinação de atividade econômica mais fraca e preços ainda pressionados.
Em comunicado recente, o BC ressaltou que o ambiente externo segue incerto, especialmente por causa das decisões de política econômica nos Estados Unidos, que têm influenciado as condições financeiras globais. No plano doméstico, o órgão afirma que a inflação continua acima da meta e que, por isso, os juros devem permanecer altos por mais tempo. O Copom não descarta elevações adicionais da Selic “caso julgue apropriado”.
As projeções do mercado seguem alinhadas a esse discurso. Para 2025, a expectativa é de Selic ainda em 15% ao ano. Para 2026, o mercado prevê queda para 12,25%, com novas reduções em 2027 e 2028, quando a taxa deve recuar para 10,5% e 10%, respectivamente.
PIB mantém ritmo moderado e dólar segue pressionado
O Boletim Focus também manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,16% este ano. Para 2026, o mercado estima avanço de 1,78%, enquanto as previsões para 2027 e 2028 ficaram em 1,88% e 2%.
A economia brasileira cresceu 0,4% no segundo trimestre, impulsionada principalmente pelos setores de serviços e indústria. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão.
No câmbio, a projeção para o dólar ao fim de 2025 está em R$ 5,40, com expectativa de leve alta para R$ 5,50 ao fim de 2026.
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