Lula deve escolher Jorge Messias para o STF, diz Jaques Wagner
Líder do governo afirma que presidente já tomou a decisão, apesar da resistência no Senado, e aposta em uma sabatina tranquila na CCJ
Alessandro Dantas/PT no Senado
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou, nesta segunda-feira (10), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já teria batido o martelo quanto à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), embora o anúncio oficial ainda não tenha ocorrido. Segundo o senador petista, a movimentação do Planalto e o diálogo com aliados indicam que o nome de Messias é o preferido do presidente para ocupar a vaga aberta, desde o dia 17 de outubro, após aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso.
Para Wagner, apesar da resistência no nome de Messias no Senado, a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a votação no plenário da Casa devem ocorrer com tranquilidade.
“Tenho de trabalhar com o dado que tenho. E o dado que tenho é que há uma escolha feita pelo presidente, apesar de não anunciada formalmente”, afirmou o senador, ao comentar a possível indicação de Messias.
Messias busca aceno ao Senado e defende limites entre Poderes
Enquanto Lula se prepara para oficializar o nome, Jorge Messias tem adotado uma postura de aproximação com o Congresso. Durante palestra no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), no último dia 23, em Brasília, o advogado-geral defendeu que os tribunais devem respeitar as escolhas legítimas do Legislativo e evitar interferências em decisões políticas.

“A não ser que estejam em jogo direitos fundamentais ou procedimentos democráticos, os tribunais devem acatar as escolhas legítimas feitas pelo legislador”, disse Messias.
A fala foi interpretada como um recado ao Senado, onde sua eventual nomeação enfrenta resistência de parte dos parlamentares. No evento, Messias destacou que o Judiciário deve manter deferência às instâncias políticas legitimadas pelo voto popular, reforçando que o equilíbrio entre os Poderes é essencial para a democracia.
Essa postura tem sido lida por analistas como uma estratégia para reduzir tensões com senadores e facilitar sua aprovação na sabatina da CCJ, antes da votação no plenário.
Resistências no Senado e preferência por Rodrigo Pacheco
Nos bastidores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou preferência pelo nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga no Supremo. A conversa ocorreu durante jantar no Palácio da Alvorada, em 20 de outubro, quando Lula informou a intenção de escolher Messias, mas ouviu de Alcolumbre a defesa da candidatura de Pacheco.
Na época, Jaques Wagner confirmou o diálogo entre os dois e ressaltou que a manifestação de Alcolumbre foi apenas uma demonstração de apoio político ao correligionário mineiro. Para o líder do governo, a posição do presidente do Senado não deve interferir no andamento da indicação.
O ex-governador baiano avaliou que a resistência de alguns senadores é esperada, mas não deve comprometer a tramitação. O senador baiano afirmou também que considera Messias um nome técnico e respeitado, com histórico de serviços prestados em diferentes governos.
“O Messias não é um homem que afronta ninguém. Trabalhou comigo, com a ex-presidenta Dilma e com o ministro Aloizio Mercadante. É uma pessoa conhecida no Supremo e tem feito um trabalho positivo”, disse Wagner, defendendo a futura indicação na época.
Indicação de Messias
Messias é visto por aliados como uma figura técnica e de confiança do presidente, alinhado à agenda de defesa das instituições democráticas. Sua eventual indicação reforça a estratégia de Lula de equilibrar o Supremo com perfis jurídicos próximos ao Executivo, mas com diálogo aberto com o Legislativo. As datas para sabatina na CCJ e votação no plenário ainda não foi divulgada.
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