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Da vontade de ter uma casa cheia, nasceu um serviço gratuito para comunidade da Boca do Rio; conheça Creche Béu Machado

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"Para não fechar, eu continuo aqui na minha casa, mas estou feliz da vida com isso", diz Neném, responsável pela instituição

Maria José Machado é uma mulher que carrega 76 anos de vida e de luta, sendo 37 desses anos dedicados à Creche Béu Machado, instituição que acolhe gratuitamente, durante o dia, crianças pequenas no bairro da Boca do Rio, em Salvador. O nome do local é uma homenagem ao jornalista, escritor e compositor com quem a gestora foi casada, mas faleceu quando a instituição já existia, mas informalmente, de maneira orgânica.

O grande amor de Neném, como Maria Machado é conhecida, está presente em toda a creche e na vida da viúva. Está nos filhos que os dois tiveram juntos, nos contos escritos por ele ao longo da vida como jornalista, nas músicas que ele compôs e na creche que ainda resiste, mesmo diante das adversidades.

O desejo que o casal nutria de ter uma casa cheia foi o fator impulsionador para a existência da creche. Compreendendo que muitos pais do bairro não tinham com quem deixar as suas crianças para trabalhar, passaram a recebê-las em sua residência, para que ali ficassem durante todo o dia. Rindo com as lembranças desse tempo, Neném contou que as pessoas começaram a aguardar Béu na porta de sua casa, fazendo fila, pois ouviram dizer que ali havia um casal de hippies que acolhia crianças. Irreverente, o homem confirmava e abria as portas para quem quisesse ficar.

Após o falecimento do marido, Neném levou as crianças para uma casa vizinha à dela e passou a chamar o espaço de Creche Béu Machado que, em seus tempos áureos, chegou a receber 280 crianças. Contudo, há cerca de quatro anos, a gestora se deparou com um desafio, ao ser acionada pelo Estado, que, afirmando que a estrutura do lar poderia desabar, embargou o prédio para uma reforma. De acordo com a mulher, um tempo depois, ela recebeu uma carta da gestão pública estadual, informando que já não havia mais interesse em manter o funcionamento da creche. Desde então, o local permanece abandonado e os pequenos tiveram que ser recebidos na própria casa de Neném.

“Para não fechar, eu continuo aqui na minha casa, mas estou feliz da vida com isso. Não estou melhor porque o espaço não oferece conforto como tinha lá, mas é um trabalho que eu gosto de fazer. Também gostaria de cuidar dos idosos, mas hoje eu acho que sou eu é que estou precisando de cuidado. Na minha idade, eu me sinto na vontade de fazer, mas já me sinto cansada. Mesmo assim, estou indo com o apoio de Márcia, com o apoio de meus filhos e com o apoio dos filhos adotados”, contou a gestora, citando a sua secretária e braço-direito na instituição.

Antônio Machado, auxiliar administrativo da instituição e filho de Maria José e Béu Machado, também acompanhou de perto a creche nascer e crescer. “Eu me lembro que a creche começou na nossa residência em 1986. Eu tinha 15 anos. Mas ela veio ganhar força mesmo depois da virada de 90, dos anos 80 para o começo de 90, quando começou a necessidade de ter um espaço maior”, recordou.

Hoje, ele auxilia a mãe com as demandas da organização e pede auxílio não apenas para reaver um espaço maior para a instituição, mas também para quem puder ajudar na manutenção da creche de alguma forma. “Se puder, e tiver a boa vontade de nos doar, é só ter contato com a gente, que vamos até sua residência sem custo nenhum para vocês. Se você quiser também trazer também aqui e aproveitar para fazer uma visita à nossa entidade, conhecer nosso trabalho, venham fazer uma visita às crianças, que elas adoram. A gente se sente muito feliz quando recebe visita e está sempre com as portas abertas para todo o mundo”.

O pedido também foi reforçado pela secretária Márcia Guimarães, que atua há 26 anos no projeto e já teve a filha como uma das contempladas. “Venham nos visitar, conhecer de perto o nosso trabalho! É muito importante a presença de vocês aqui para poder conhecer. Nos ajude! Estamos precisando de doações de alimentos, de roupas novas para a gente fazer um bazar grande para o Natal… estamos precisando de um apoio com ventiladores, as salas estão com esse calor, os ventiladores quebraram… estamos precisando muito também das mesinhas das crianças que estão precisando de uma reforma”, solicitou a mulher.

Você também pode ajudar

Ajude como puder a Creche Béu Machado:

Doações por Pix: 7198677-9703 – Associação de Clube de Mães União da Boca do Rio.

Doações por conta Banco Bradesco:

Ag.3673-0

Conta 10643-7

Associação de Clube de Mães União da Boca do Rio.

CNPJ 15.163.058.0001-23

Telefone para contato: (71) 3231-3729 / (71) 98677-9703

As doações também podem ser presenciais, no endereço da instituição: Rua do Caxundé, 13, Boca do Rio, Salvador. Ponto de referência: lado esquerdo de quem sobe a rua, após a esquina com a Rua Novo Paraíso.

Conheça a Creche Béu Machado:

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