Tecnologia ambiental surpreende ao indicar áreas estratégicas de reflorestamento no Brasil
Ferramenta com inteligência artificial promete facilitar decisões sobre reflorestamento em todo o país
Divulgação/Symbiosis
Uma nova plataforma de inteligência artificial desenvolvida pela ONG Conservação Internacional (CI) vai oferecer, de forma gratuita, uma solução inovadora para mapear áreas prioritárias de restauração da vegetação nativa em todo o Brasil. Batizada de Ciera — sigla em inglês para Assistente de Restauração de Ecossistemas da Conservação Internacional —, a ferramenta tem lançamento previsto para o segundo semestre de 2025 e promete transformar a forma como decisões sobre reflorestamento são tomadas por produtores rurais, gestores públicos e organizações ambientais.
A tecnologia foi construída a partir de uma parceria entre pesquisadores brasileiros e norte-americanos ligados à CI, universidades e empresas de tecnologia. O diferencial da plataforma está na capacidade de integrar automaticamente uma grande variedade de fontes e formatos de dados — desde informações geoespaciais até normas ambientais, planos nacionais e legislações específicas. As informações são da Agência Brasil.
Inteligência artificial aplicada à restauração ambiental
O Ciera foi projetado para identificar, com precisão, as regiões que devem ser priorizadas nos esforços de recuperação florestal. Para isso, a ferramenta cruza dados como custo por bioma, incentivos econômicos, exigências legais e áreas de passivo ambiental. Isso permite gerar uma base técnica confiável para orientar projetos de reflorestamento, considerando tanto os aspectos ecológicos quanto socioeconômicos.
“A Ciera tem como objetivo tornar a restauração mais pública, mais compartilhada, para que todo mundo possa se apropriar dessa tomada de decisão do melhor local para restaurar”, disse a diretora de Restauração de Paisagens e Florestas da CI Brasil, Luciana Pugliese.
O sistema também será capaz de recomendar metodologias apropriadas para cada caso, incluindo espécies vegetais adequadas para plantio e estimativas de custos. Com essa abordagem, a plataforma pretende ampliar o alcance da restauração ecológica no Brasil e facilitar o cumprimento de compromissos ambientais nacionais e internacionais.
Meta nacional e contexto legal
A criação da ferramenta ocorre em um momento estratégico. Em outubro de 2024, o governo brasileiro lançou o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), durante a Conferência das Nações Unidas para a Biodiversidade (COP16), na Colômbia. Segundo o governo, o plano reafirma o compromisso do país de restaurar 12 milhões de hectares de vegetação até 2030, conforme acordos multilaterais firmados nos últimos anos.
Atualmente, o Brasil contabiliza cerca de 153 mil hectares recuperados de vegetação nativa e 8,76 milhões de hectares reflorestados. Ainda assim, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o país possui um passivo ambiental de aproximadamente 25 milhões de hectares, apenas para atender ao que determina o Código Florestal (Lei 12.651/2012).
Aplicações práticas para governos e proprietários rurais
Com o Ciera, gestores públicos poderão identificar regiões com maior concentração de propriedades que descumprem normas ambientais, como falta de reserva legal ou ausência de áreas de preservação permanente (APPs). Isso permitirá planejar ações com maior eficiência, priorizando territórios com potencial elevado de impacto positivo.
Já para os proprietários de terra, a plataforma vai funcionar como um guia detalhado de apoio à tomada de decisões. Além de indicar onde é mais estratégico restaurar, o sistema irá sugerir práticas recomendadas, caminhos legais a serem seguidos e possibilidades de incentivo financeiro.
Plataforma premiada internacionalmente
A tecnologia por trás do Ciera vem sendo testada e aprimorada com base em algoritmos de aprendizado de máquina. Quanto mais for utilizada, mais precisa a plataforma se tornará, à medida que novas informações forem incorporadas. Recentemente, esse processo de desenvolvimento ganhou reconhecimento internacional: o sistema venceu o Hack4Good 3.0, um desafio global de soluções tecnológicas para problemas socioambientais, realizado em Seattle, nos Estados Unidos.
A expectativa é que, até meados do segundo semestre, a plataforma esteja consolidada e disponível ao público. A proposta é democratizar o acesso a informações técnicas sobre restauração ambiental, incentivando a participação de diferentes atores sociais no esforço coletivo de recuperar os ecossistemas brasileiros.
“Em pelo menos mais de três meses, a gente estará com isso tudo consolidado e disponível para ser aplicado por proprietários de terra ou tomadores de decisão, de uma forma geral”, disse Luciana Pugliese.
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